Dial P for Popcorn: Agosto 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Takeshi Kitano


Brevemente, em Dial P for Popcorn.

Personagens do Cinema - Dr. Strangelove



Mais uma personagem de Stanley Kubrick. Mais uma personagem mítica e eterna do cinema. Mais um grande actor, sobre o qual Kubrick conseguiu espremer todo o rendimento possível.
Dr. Strangelove é um dos melhores (senão mesmo o melhor) papel de Peter Sellers (que no mesmo filme faz também de Capitão Lionel Mandrake e de Presidente Merkin Muffley), que ao encarnar o papel de um ex-nazi, um cientista louco confinado a uma cadeira de rodas representa uma enormíssima crítica negra feita à evolução bélica e ao aparecimento do novo mundo das armas nucleares.

É uma daquelas personagens que enche um filme. Dr. Strangelove é Peter Sellers. É um homenzinho, com uma figura característica e peculiar e com um pormenor delicioso: A sua mão que, aparentemente, tem vontade própria e que é a marca + evidente do seu passado nazi.

Infelizmente, nem Kubrick, nem Sellers nem Dr. Strangelove conseguiram passar das nomeações (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor e Melhor Argumento Adaptado) nos Óscares de 1965. No entanto, a grandeza do filme ultrapassou a injustiça e ficou para sempre na história do cinema. Dr. Strangelove é hoje olhado como um filme de culto, sobre o qual tenciono falar-vos em breve.

Para quem não viu ontem...

Deixo-vos os vídeos dos principais prémios:

KYRA SEDGWICK (THE CLOSER), Melhor Actriz - Drama:


BRYAN CRANSTON (BREAKING BAD), Melhor Actor - Drama:



AARON PAUL (BREAKING BAD), Melhor Actor Secundário - Drama:



ARCHIE PANJABI (THE GOOD WIFE), Melhor Actriz Secundária - Drama:



"MAD MEN", Melhor Série - Drama:



"MODERN FAMILY", Melhor Série - Comédia:



JANE LYNCH (GLEE), Melhor Actriz Secundária - Comédia:



ERIC STONESTREET (MODERN FAMILY), Melhor Actor Secundário - Comédia:



EDIE FALCO (NURSE JACKIE), Melhor Actriz - Comédia:



JIM PARSONS (THE BIG BANG THEORY), Melhor Actor - Comédia:

Trailer de BEAUTIFUL BOY: e se isto saísse de Toronto um candidato?


"BEAUTIFUL BOY" (ficha do IMDb aqui) é o novo filme do desconhecido realizador Shawn Ku, que conta com a excelente Maria Bello e o sempre de confiança Michael Sheen no papel de dois pais (um casal problemático) de luto pelo seu filho, que se suicidou depois de ter assassinado mais de vinte pessoas no seu 'campus' universitário. A história parece suculenta e vai estrear-se por terras canadianas, no Toronto Film Festival. Será que sai de lá candidato a alguma coisa? O trailer é intrigante. 

Número de entrada - Emmy 2010



Estou algo obcecado com o número de entrada dos Emmys: primeiro porque a música é excelente; depois porque a cover de Jimmy Fallon e Cª fez da música é horrorosa; e finalmente porque achei imensa piada ao grupo de actores que ele conseguiu reunir para o sketch.

Os miúdos de Glee mais Jane Lynch não devem ter sido difíceis de convencer. Kate Gosselin, também. Agora é outra coisa convencer pesos pesados da indústria como Jon Hamm, Tina Fey ou Betty White a aparecer num sketch de abertura em directo para os Emmy. A verdade é que se a última tem ar de alinhar em tudo o que se lhe pede, com o mínimo de decência, os dois actores de "Mad Men" e "30 Rock", respectivamente, cada vez mais me surpreendem! É que eles estão prontos para tudo o que se lhes propõe. Em particular Jon Hamm, que não é propriamente um homem da comédia. Fiquei mesmo admirado. Além de parecerem ser das pessoas mais simpáticas e amistosas da indústria, são também, portanto, muito generosas. A juntar a eles há Joel McHale, a mostrar todo o seu bom desportivismo por nem sequer ter sido nomeado - tenho que relembrar que já lhe bastaria ter de anunciar os nomeados? - e Jorge García, que também não conseguiu nomeação. E mesmo Randy Jackson e Tim Gunn, que não precisam de mais publicidade do que a que os seus dois programas, "American Idol" e "Project Runway", já lhe concedem. Surpreendeu-me o número pela positiva.

IKIRU (1952)




"You've never had a day off, have you?" "No." "Why? Are you indispensable?" "No. I don't want them to find out they can do without me."


Acabei de ver esta obra-prima e não aguentei ficar calado. Akira Kurosawa é um visionário. É um homem muito à frente do seu tempo, um homem que imaginou no inicio do século XX, aqueles que seriam os mais graves e controversos problemas do ser humano na nossa actualidade. Estou deliciado, maravilhado e completamente rendido.

Kanji Watanabe é um moribundo e conformado chefe de uma secção de serviços públicos. Funcionário exemplar, cumpriu 30 anos de serviço sem dar uma única falta. Considerava-se sempre muito ocupado, sem tempo para mais nada que não o trabalho. Era viuvo e desde muito cedo se viu obrigado a criar sozinho o seu filho, a quem tudo deu e por quem tudo fez. Viveu para o trabalho, para que nada nunca faltasse ao seu filho. No entanto, chegado à velhice e deparando-se com o casamento do seu filho, percebeu que este não lhe iria retribuir de uma forma generosa e grata todo o esforço que por ele tinha feito. Deixou-se arrastar com o tempo, levando cada dia como mais um.


Até que um dia descobre que tem cancro do estômago. Na altura, terrivelmente fatal. Watanabe tinha a partir desse dia, um prazo de validade: 6 meses.

E eis que tudo na sua vida muda. Uma volta de 180 graus, um abanão que o faz acordar da irracional sonolência para a qual se deixou levar. Decide então viverá a sua vida como nunca o fez antes, apreciará cada momento e retirará lições e conclusões de todas as suas acções. Traça uma meta: Construir um parque infantil, numa zona urbana dificil, ignorada, negligenciada e votada ao esquecimento pelas autoridades da cidade.


Lido isto, parece-nos um argumento repetido, uma história 100 vezes contada. A realidade é que tudo o que temos visto desde então relativo a este tema, não são mais do que a cópia (quase todas elas muito mal feitas) daquele que é o mais magistral de todos os originais. Arika Kurosawa expõe-nos como ninguém o significado da já celebre frase "Carpe Diem" e, terminado o filme, percebemos que nos foi transmitida uma grande lição, que nos faz reflectir e ponderar aquilo em que os nossos dias se transformaram.

Espero sinceramente ter-vos cativado para ver o IKIRU. É um filme obrigatório, memorável e eterno.


Nota Final: A


Trailer:



Informação Adicional:

Realização: Akira Kurosawa
Argumento: Akira Kurosawa, Hideo Oguni, Shinobu Hashimoto
Ano: 1952
Duração: 143 minutos

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

EMMY 2010: Liveblogging!

Bem-vindos ao live-blogging do Dial P For Popcorn dos EMMY 2010. Já sabe, pode acompanhar a cerimónia pela AXN e pelo Sony Entertainment.

00:57 - Está tudo pronto para a 62ª edição dos Primetime Emmy Awards. Muitas pessoas que foram passando pelo "Live From the Red Carpet" do E!, algumas entrevistas que gostei imenso de ver, como a de Jane Lynch, Ricky Gervais, Will Arnett e Amy Poehler, Sofia Vergara, Jon Hamm, Kathy Griffin... Notei também que Jimmy Fallon parecia mesmo muito nervoso. Espero que corra tudo bem e espero um bom espectáculo hoje.

01:00 - E começamos. Glee 'spoof'. E começamos bem. Tina Fey também? YAY. E Betty White? E Jon Hamm? Já estou a adorar. E claro... Jane Lynch. Fantástico.

01:02 - Gosto muito. E claro que tinham que ir buscar caras da NBC (Fey, McHale) mas ainda assim... E bela escolha de música (mas péssima cover). Jon Hamm + Tina Fey = LOVE. Adoro. E Jorge García também? Muito bem.

01:04 - E Tim Gunn de "Project Runway"... Porreiro. Bem e a começar em grande... Actuação de "GLEE" com esta gente toda que já referi... e com Randy Jackson ("American Idol"). 

01:07 - Jimmy Fallon está a sair-se muito bem. E até mandou piada ao Conan O'Brien. E foi buscar Amy Poehler... Muito bem. E começamos então com as categorias de COMÉDIA.

01:09 - E é realmente verdade, foi um grande ano em Comédia. Em todos os canais de televisão. "The Big Bang Theory" e "How I Met Your Mother" na CBS, "Modern Family" e "Cougar Town" na ABC, "Community", "30 Rock", "Chuck", "The Office" e "Parks and Recreation" na NBC, "Nurse Jackie", "United States of Tara", "Weeds" na Showtime, "Glee" na FOX, "Curb Your Enthusiasm" e "Bored to Death" na HBO, "Party Down" no Starz... E ainda me faltam vários outros exemplos. Que grande ano!  



01:11 - Primeiro prémio da noite: MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - COMÉDIA. Betty White e Jon Hamm a apresentar. Cryer, Patrick Harris, Stonestreet, Tyler Ferguson, O'Neill (oops, pois é, não foi nomeado!), Burrell e Colfer. Quem vence? O Emmy é de... ERIC STONESTREET, "Modern Family". Merecido. E acertei na minha aposta. Pena que Neil Patrick Harris e o seu Barney continuem sem prémio. E suck it para a Academia com a boca do Ed O'Neill. Bom discurso.


01:18 - Sofia Vergara e Jim Parsons vêm apresentar o próximo prémio: MELHOR ESCRITA - COMÉDIA. E eles os dois são demais. E a piada dos argumentistas é boa. Nomeados: "Modern Family", dois "30 Rock", "The Office" e "Glee". Quem ganha? Eu aposto "Modern Family"... E é isso, MODERN FAMILY ("PILOT") o vencedor do Emmy.



01:23 - "Um homem que Stephen Colbert chama o maior homem dos Estados Unidos, Stephen Colbert, é o próximo a apresentar". Demais. E o prémio é MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - COMÉDIA. Nomeadas são Lynch (a favorita), Vergara, Bowen, Krakowski, Taylor e Wiig. O vencedor é... JANE LYNCH, "Glee"! E mais do que merecido, esta personagem é uma lenda!



01:31 - Lauren Graham e Matthew Perry são os próximos apresentadores. Estou tão morto que este senhor volte à televisão. Já que a ex-mulher fictícia já voltou ("Cougar Town", Courteney Cox)... E esta senhora também ("Parenthood"). Piada recorrente da gay-ness do Chandler. Vêm falar dos vencedores de MELHOR ACTOR E MELHOR ACTRIZ CONVIDADO - COMÉDIA. Quem venceu foram NEIL PATRICK HARRIS ("Glee") e BETTY WHITE ("Saturday Night Live"). Betty White = LOVE. E é claro que a Academia adora ambos.

01:32 - E agora apresentam MELHOR DIRECÇÃO / REALIZAÇÃO - COMÉDIA. "Glee", como a série favorita do ano, deve ganhar este (o "Pilot" é o que provavelmente vai dar a vitória, até porque foi realizado pelo criador). Mas "Modern Family" tem também hipóteses. E o Emmy vai para... "GLEE", RYAN MURPHY. Óbvio. E mais uma previsão correcta.

01:35 - Stewie ("Family Guy") adoptado pela família Prichett? Ou "Modern Family" em 3D? Ideias hilariantes! Cameron e Mitchell não gays? Fabuloso. Adoro. Julie Bowen é uma fantástica actriz, só por aquela line delivery. Trocou Phil pelo Clooney? Adoro. Claro que a Gloria ia roubar o Clooney da Claire? E claro que os gays iam querer roubá-lo. Fantástico.



01:37 - Estamos a andar rápido. LL Cool J e Eva Longoria para MELHOR ACTOR - COMÉDIA. Baldwin, Parsons ou Shalhoub? O vencedor é... JIM PARSONS, "The Big Bang Theory". Eu avisei que íamos ter uma surpresa! E é a minha alternativa (felizmente) que ganha, ele que já tinha o buzz todo para ganhar o ano passado! E grande discurso.



01:44 - Neil Patrick Harris vem apresentar MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA. Poehler, Michele, Collette, Falco, Fey e Louis-Dreyfus são as nomeados e claro que Falco deve ganhar... E EDIE FALCO ("Nurse Jackie") é a vencedora. Diga-se que não sendo a minha preferida, é das três grandes candidatas a que teve a melhor temporada! E quarto Emmy!



01:47 - Bem, vamos às categorias de REALITY TELEVISION. Quando voltarmos a prémios em condições eu aviso.

01:50 - "TOP CHEF", o único programa de reality TV que eu vejo (I love food, don't judge!), rouba a "The Amazing Race" e "American Idol" o prémio de MELHOR PROGRAMA DE REALITY TV. Que choque. Errei tanto a previsão como a alternativa mas também em 35 sítios na Internet de previsões, só uma pessoa é que apostou no "Top Chef".


01:57 - E estamos de volta para categorias a sério, com os prémios de DRAMA. Vamos a uma pequena revisão do ano em Drama. Grandes momentos em House, Grey's Anatomy, Mad Men, Friday Night Lights, The Good Wife, True Blood, Lost... Muito bom.

01:58 - E MELHOR ESCRITA - DRAMA é o primeiro prémio desta categoria a ser entregue e vai ser apresentado por Mariska Hargitay e Christopher Meloni (e boa piada de Fallon à custa do timeslot de "Law & Order: Special Victims' Unit"). "The Good Wife", "Mad Men" (duas vezes), "Friday Night Lights", "Lost" são os nomeados. E o vencedor é... MAD MEN ("Shut the Door, Have a Seat"). É de longe o melhor episódio do ano no melhor drama do ano.


02:11 - Desculpem, problemas no computador. Entretanto apresentou-se MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - DRAMA. O vencedor foi AARON PAUL, "Breaking Bad". Muitíssimo merecido, era a minha alternativa. Tinha o buzz todo o ano passado e aproveitou-o bem este ano.


02:12 - E agora Nathan Fillion e Emily Deschanel entregaram a ARCHIE PANJABI, "The Good Wife", o prémio de MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - DRAMA. Que estava a Academia a pensar? Bem, tem que gostar MUITO de Panjabi para ignorar Baranski da mesma série e outras três concorrentes bem melhores. A surpresa da noite. Algo que ninguém esperava.


02:13 - Edie Falco apresenta agora MELHOR ACTOR - DRAMA. Cranston pode repetir a terceira vez mas todo o mundo acha que Hall ou Laurie terão a sua vez este ano. Quem ganha? E eu tinha razão, é o terceiro Emmy (enfim, Academia, quatro concorrentes que mereciam o Emmy também) para BRYAN CRANSTON, "Breaking Bad"! Ao menos o discurso é bom!



02:21 - E falta o prémio de MELHOR REALIZAÇÃO/DIRECÇÃO - DRAMA, a ser apresentado pelos vencedores de MELHOR ACTOR E MELHOR ACTRIZ CONVIDADO - DRAMA, que foram ganhos por JOHN LITHGOW ("Dexter") e ANN-MARGRET ("Law & Order: Special Victims' Unit"). "Mad Men" ou "Lost" eram os favoritos mas, surprise surprise (bem, Drama hoje está ao rubro, como previ), é "DEXTER" que vence.

02:25 - E uma boa despedida a três grandes séries. "Law & Order", "24" e "Lost" ficarão para sempre no coração dos seus fãs. Sinal dos tempos...



02:31 - Estamos de volta com Tina Fey e Matthew Morrison que vêm apresentar MELHOR ACTRIZ - DRAMA e este par é mesmo engraçado. Margulies vai ganhar provavelmente, mas Britton, Close, Hargitay, Sedgwick e Jones também querem ganhar. E mais uma surpresa, KYRA SEDGWICK ("The Closer") é quem vence!

02:37 - Estamos nas categorias de VARIEDADES.

02:40 - E os TONY AWARDS, que ganharam MELHOR CERIMÓNIA DE VARIEDADES já nos Creative Emmy Awards, ganham aqui também o prémio de MELHOR ESCRITA - PROGRAMA DE VARIEDADES.

02:45 - Ainda estou imensamente abananado com os vencedores em Drama. Alguns resultados muito surpreendentes.

02:47 - E voltamos com Ricky Gervais, que distribui cervejas e apresenta MELHOR REALIZAÇÃO / DIRECÇÃO - PROGRAMA DE VARIEDADES. E o Emmy vai para... Bucky Guns, pela cerimónia de abertura dos JOGOS OLÍMPICOS DE VANCOUVER 2010.

02:49 - E vamos agora ao melhor prémio da categoria, MELHOR PROGRAMA DE VARIEDADES. Jon Stewart, Stephen Colbert ou Conan O'Brien? O melhor mesmo para esta noite continuar a ser de choque era Conan ganhar... Veremos. O Emmy vai parar às mãos de... THE DAILY SHOW WITH JON STEWART. Mais um ano, mais uma vitória (NOVE para a série, CATORZE para Jon Stewart!) para "The Daily Show".

02:59 - Vamos ao prémio humanitário - BOB HOPE HUMANITARIAN AWARD - para George Clooney, que lembre-se começou na televisão ("ER"). Julianna Margulies, antiga colega dele em "E.R.", é quem lhe vai entregar o prémio. E engraçado é mesmo o ar dela. Está ainda chocada com o facto de ter perdido. E a verdade é que ela era provavelmente o maior lock da noite.

03:04 - Vamos agora para MINI-SÉRIES E TELE-FILME.

03:06 - John Krasinski e January Jones (bastante mal-educada) vêm entregar MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - TELE-FILME OU MINI-SÉRIE. A vencedora é JULIA ORMOND, "Temple Grandin", a minha alternativa. Estou mesmo satisfeito de ter apostado nela, porque todo o mundo pensava que Sarandon já tinha ganho o prémio. Mas realmente que discurso horroroso.

03:08 - Não percebo porque deixam estes prémios de Variedades e Reality TV e Mini-Séries e Tele-Filmes para o fim. Ninguém se interessa. Enfim. A maior parte das pessoas só quer saber de Comédia e Drama. Inteligentemente, os Emmy têm que nos obrigar a ver tudo só para saber quem ganha Melhor Comédia e Melhor Drama.

03:14 - Claire Danes vem apresentar MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - MINI-SÉRIE OU TELE-FILME. Aqui não sei bem quem ganhe. O Emmy vai para DAVID STRATHAIRN, "Temple Grandin", que eu escolhi para alternativa (embora ninguém apostasse nele; estou orgulhoso de mim).

03:17 - Isto está a ficar muito longo. Jewel vem agora cantar no "In Memoriam".

03:25 - Vêm agora apresentar MELHOR ESCRITA - MINI-SÉRIE / TELE-FILME, prémio em que apostei "Temple Grandin", mas não sei. Ui e mais uma surpresa, "YOU DON'T KNOW JACK" vence e não "Temple Grandin", como previa (eu e outros). Acho que era a minha alternativa, daí que enfim, não fugi muito.

03:27 - Será que Claire Danes não vai ganhar agora MELHOR ACTRIZ - MINI-SÉRIE/TELE-FILME? Vá lá, finalmente algo em que todos concordamos. CLAIRE DANES vence o Emmy! E faltam 26 minutos para o fim...

03:34 - Entram agora Alexander Skarsgaard, Stephen Moyer e Anna Paquin para apresentar mais um prémio. E ao menos têm piada, ao contrário dos apresentadores com que nos brindaram na última meia-hora. E NATE JACKSON, "TEMPLE GRANDIN", ganha MELHOR REALIZAÇÃO / DIRECÇÃO - MINI-SÉRIE / TELE-FILME. Era a minha alternativa. A famosíssima Temple Grandin está ao rubro hoje, sempre aos saltos na cadeira.

03:38 - E agora dão o prémio de MELHOR ACTOR - MINI-SÉRIE / TELE-FILME a AL PACINO, "You Don't Know Jack", que junta este Emmy merecidíssimo ao outro que já venceu em 2004, também imensamente merecido, por "Angels in America".

03:47 - Voltamos agora com Lawrence Fishburne, que veio entregar a "THE PACIFIC" o prémio de MELHOR MINI-SÉRIE. E é uma vitória merecida para uma mini-série brilhante.

03:48 - E estou mesmo satisfeito que "TEMPLE GRANDIN" tenha vencido agora MELHOR TELE-FILME. E Temple Grandin... que espectáculo!


03:50 - Tom Selleck vem apresentar o penúltimo prémio, um dos que mais nos interessa. MELHOR SÉRIE - DRAMA. "Breaking Bad", "Dexter", "Lost", "The Good Wife", "Mad Men" e "True Blood" são os nomeados. E cá está, "MAD MEN" ganha o seu terceiro Emmy consecutivo!

03:57 - Estou a pressentir desastre agora...



03:58 - MELHOR SÉRIE - COMÉDIA é o último prémio da noite a ser entregue. "Modern Family", "Glee" ou "30 Rock", eis a questão... E aí está, "MODERN FAMILY" é o vencedor e interrompe as três vitórias de "30 Rock". E é a melhor vitória da noite. Hands down. E afinal não houve desastre.

03:59 - Encerramos então a noite aqui. "MODERN FAMILY", "TEMPLE GRANDIN" e "MAD MEN" inquestionavelmente os vencedores da noite. Kyra Sedgwick e Archie Panjabi as surpresas.

04:00 - Contagem final dos vencedores, por estação (incluindo os Creative Arts Emmys - vencedores aqui): HBO, 25; ABC, 18; Fox, 11; CBS, 10; NBC, 8.

04:07 - Aqui me despeço. Espero que tenham gostado. Boa noite e até amanhã!


 

domingo, 29 de agosto de 2010

Previsões Finais: Emmy 2010

Relembro-vos só mais uma vez que hoje à noite, pela uma da manhã, temos os Emmy 2010, que dão no AXN e na Sony Entertainment (e para os fãs daqueles sites de streaming, dá na NBC), com acompanhamento do tapete vermelho na E!. Se quiserem, juntem-se a nós aqui no blog, que vamos fazer live-blogging da cerimónia.

Mas antes disso, vou deixar-vos com as minhas fantásticas previsões finais (se for como o ano passado, vou errar imenso, contudo o que importa mesmo é apostar):

Melhor Série - Comédia:
"Modern Family" (alt. 30 Rock)

Melhor Actor - Comédia:
Tony Shalhoub, "Monk" (alt: Jim Parsons)

Melhor Actriz - Comédia:
Edie Falco, "Nurse Jackie" (alt: Toni Collette)

Melhor Actor Secundário - Comédia:
Eric Stonestreet, "Modern Family" (alt. Ty Burrell)

Melhor Actriz Secundária - Comédia:
Jane Lynch, "Glee" (alt. Sofia Vergara)

Melhor Escrita - Comédia:
"Modern Family" ("Pilot") (alt. 30 Rock, "Anna Howard Shaw Day")

Melhor Direcção - Comédia:
 "Glee" ("Pilot") (alt. Modern Family, "Pilot")


Comentário: Como se vê, nada muda nas minhas previsões para Comédia, tive de incluir alternativas para me sentir mais satisfeito com um eventual resultado inesperado. Não sei porquê, mas como todos os anos há alguma surpresa nas mangas da Academia, sinto que Melhor Actor e Melhor Actor Secundário podem ter outro vencedor que não este que eu escolhi...

Melhor Série - Drama:
"Mad Men" (alt. The Good Wife)

Melhor Actor - Drama:
Michael C. Hall, "Dexter" (alt. Bryan Cranston)

Melhor Actriz - Drama:
Julianna Margulies, "The Good Wife" (alt. Kyra Sedgwick)

Melhor Actor Secundário - Drama:
Terry O'Quinn, "Lost" (alt. Aaron Paul)

Melhor Actriz Secundária - Drama:
Christina Hendricks, "Mad Men" (alt. Christine Baranski)

Melhor Escrita - Drama:
"Mad Men" ("Shut the Door, Have a Seat") (alt. Lost, "The End")

Melhor Direcção - Drama:
"Lost" ("The End") (alt. Mad Men, "Shut the Door, Have a Seat")

Comentário: Aqui fiz a minha primeira (arriscada) substituição. Troquei Moss por Hendricks e Baranski porque toda a blogosfera considera que Moss é o parente pobre no duelo a três (eu não o considero, mas quem sou eu para saber mais sobre Emmy que senhores como O'Neill ou Ausiello?) e muito provavelmente eu concordo com eles, apesar de achar, não sei bem porquê, que Moss é quem vai ganhar a categoria - os Emmy têm uma pancada estranha de vez em quando. De resto, Actor Secundário também parece uma categoria complicada de prever, podendo ganhar três ou quatro dos senhores de lá. De resto, mantenho as previsões, claro, com as minhas alternativas.


Melhor Reality-Show:
"The Amazing Race" (alt. American Idol)

Melhor Programa de Variedades:
"The Daily Show with Jon Stewart" (alt. The Tonight Show with Conan O'Brien)

Melhor Mini-Série:
"The Pacific" (alt. Return to Cranford)

Melhor Tele-Filme:
"Temple Grandin" (alt. You Don't Know Jack)

Melhor Actor - Tele-Filme ou Mini-Série:
Al Pacino, "You Don't Know Jack" (alt. Dennis Quaid)

Melhor Actriz - Tele-Filme ou Mini-Série:
Claire Danes, "Temple Grandin" (alt. Judi Dench)

Melhor Actor Secundário - Tele-Filme ou Mini-Série:
Patrick Stewart, "Hamlet" (alt. David Strathairn)

Melhor Actriz Secundária - Tele-Filme ou Mini-Série:
Susan Sarandon, "You Don't Know Jack" (alt. Julia Ormond)

Melhor Escrita- Tele-Filme ou Mini-Série:
"Temple Grandin" (alt. The Pacific)

Melhor Direcção - Tele-Filme ou Mini-Série:
"The Pacific" (alt. Temple Grandin)

Emmy 2010: Melhor Série, Comédia e Drama

A contar os dias para a cerimónia dos Emmy 2010, a decorrer amanhã (não se esqueçam, LIVEBLOGGING aqui no blogue!), achei que seria talvez interessante (pelo menos, para mim é) dar uma vista de olhos nos nomeados das categorias principais e ver quem são os favoritos à vitória (ou, pelo menos, os principais candidatos).



Falta-nos apenas abordar uma categoria das categorias máximas dos Emmy 2010: as séries, os dois prémios mais cobiçados por todas as personalidades televisivas. Teremos repetição dos vencedores passados, "Mad Men" e "30 Rock", que continuariam a sua streak (três para a série dramática, quatro para a série comédica)? Teremos finalmente sangue novo a arrumar com os campeões em título, como "Glee", "Modern Family" ou "The Good Wife"? Ou será que o sentimentalismo pode levar alguns votantes a abraçarem uma última vez "Lost"?

Vamos à análise então. Começamos por Melhor Série - Drama. Os nomeados são:


Uma categoria que me parece bastante clara em análise, quanto a mim. "True Blood" é o primeiro excluído da corrida, como é mais do que óbvio. A única nomeação que a série obteve é, por mais merecida que seja, o seu prémio de consolação. Os episódios submetidos ("Never Let Me Go", "Scratches", "Nothing but the Blood", "Shake & Fingertop", "I Will Rise Up" e "Frenzy") são interessantes, divertidos, exploram muito bem as várias storylines que decorreram na segunda temporada da série mas ainda assim não são suficientes para ganhar (recordo-vos que o ano passado "Big Love", outro drama diferente do convencional da HBO, também só conseguiu uma nomeação, precisamente nesta categoria). De resto, todos podem ganhar. Expliquemos porquê. "Lost" tem o grande trunfo de ter acabado esta temporada e, embora com um final envolto em alguma polémica, foi uma despedida em cheio dos vários fãs que seguiram desde o primeiro momento a série, vencedora do Emmy desta categoria pela primeira temporada em 2005. Os episódios escolhidos são todos bastante fortes ("The End" - em duas partes, "Ab Aeterno", "Happily Ever After", "Dr. Linus", "The Candidate") e se o sentimentalismo reinar (só uma série dramática, "The Sopranos", venceu pela sua última temporada), podemos ter aqui o nosso vencedor. "Dexter" teve das suas melhores temporadas e continua com inegável sucesso e qualidade e o facto de ter conseguido várias nomeações e garantido já a vitória de Lithgow como Melhor Actor Convidado pode ser indicador que se irá sair bem na cerimónia. Contudo, este "sair-se bem" pode querer significar mais a vitória de Hall do que propriamente da série. É um candidato sério, é um facto e agradaria a muitos que finalmente ganhasse (episódios muito bons - "Dex Takes a Holiday", "Dirty Harry", "Road Kill", "Hungry Man", "Hello Dexter Morgan" e "The Getaway"), mas é um candidato que corre por fora destes três seguintes.

"Breaking Bad" é o 'dark horse' da corrida, por assim dizer. O melhor drama este ano na televisão, a par da outra série da AMC, "Mad Men", uma temporada extraordinária, um elenco que brilhou muito este ano e que conta com dois grandes candidatos a vencer as suas categorias respectivas, Cranston e Paul. Os membros da Academia gostam evidentemente da série, como se comprova pelas duas vitórias de Cranston para Melhor Actor, o problema é o tema muito negro e a depressão que é característica da série, que pode não ajudar a que mais gente vote neles. Excelentes episódios ("Half Measure", "Full Measure", "No Más", "Sunset", "One Minute" e "Fly") mas pode não ser ainda este o seu ano. A grande surpresa da cerimónia pode ser, de facto, a vitória da estreante "The Good Wife". Tem várias qualidades a seu favor: um grande elenco (a comprovar três nomeações nas categorias de actores), uma extraordinária protagonista (a provável vencedora da sua categoria), ser um procedural da CBS, ter boas audiências, ter tido excelentes críticas, ter submetido bons episódios ("Pilot", "Threesome", "Hi", "Bang", "Fleas", "Heart"), ter grande número de nomeações, ter sido considerado a melhor série em canal aberto e sim, ajuda ser uma série de um canal público.

Apesar de tudo isto, não há volta a dar: os prognósticos todos apontam para uma repetição do resultado dos últimos dois anos, com a vitória de "Mad Men". A melhor série dramática dos últimos anos voltou a ter uma temporada impressionante, com brilhantes desempenhos de todo o seu elenco, percorreu novos territórios e abordou novas e interessantes storylines e continua imaculadamente bem produzida, bem concebida, bem escrita e bem realizada. Seis grandes episódios foram submetidos para avaliação ("The Grown Ups", The Gypsy and the Hobo", "Shut The Door, Have a Seat", "My Old Kentucky Home", "Guy Walks Into An Advertising Agency", "Seven Twenty Three"). Sendo que a única série dos últimos anos tão bem recebida que não repetiu consecutivamente vitórias foi mesmo "The Sopranos" ("The West Wing" ganhou quatro vezes seguidas durante as primeiras temporadas de "The Sopranos", tendo "Lost", a revelação, roubado o bicampeonato à série de David Chase, com "24" a vencer por sua vez em 2006, antes de "The Sopranos" voltar a ganhar), como não há-de ganhar?


Analisados que estão os dramas, vamos pegar nas comédias. Os nomeados para Melhor Série - Comédia são:


Se a outra me parecia clara, esta dá-me mais dúvidas, não quanto aos candidatos, mas quanto ao vencedor final. "The Office" tem que ficar contente já só por continuar a ser nomeado, porque num ano em que tantas comédias excelentes apareceram (cinco exemplos não nomeados: "Cougar Town", "Community", "Gravity", "Hung", "Bored to Death") e outras tantas continuaram ignoradas ("Chuck", "Ugly Betty", "Better Off Ted", "Parks and Recreation", "Party Down"), manterem a mediocridade... Só pode ter sido por estarem habituados a fazerem a cruz naquele sítio. Vá lá que pelo menos já mandaram "Entourage" embora. Seis episódios de nível mediano (só escapando mesmo o duplo episódio "Niagara", porque "Gossip", "Murder", "The Lover" e "Secret Santa" são bastante maus) não vão dar para que esta série, vencedora na sua segunda temporada, repita a proeza. Outra que infelizmente não seguiu o caminho de "Entourage" foi "Curb Your Enthusiasm". Aprecio a série, reconheço-lhe os méritos, mas desculpem-me, Larry David é um comediante, não um actor. Sempre que ela é elegível para os Emmy, ela é nomeada, mas com o calendário errático que tem, estranha-me que os votantes se lembrem sempre dela. Este foi dos anos mais fortes (seis episódios interessantes: "The Reunion", "Seinfeld" - o grande ás desta série, pode ganhar muitos votos, "Vehicular Fellatio", "The Table Read", "Denise Handicapped" e "The Bare Midriff" ) e portanto se há possibilidade de esta série alguma vez ganhar o prémio, é este ano. Mas não contem com isso.

A surpresa entre os nomeados foi "Nurse Jackie" para melhor série de comédia. E se é verdade que eu até acho que merecia a distinção mais do que outras séries aqui nomeadas, os episódios escolhidos não são extraordinários ("Pilot", "Apple Bong", "Tiny Bubbles", "Ring Finger", "Health Care and Cinema" e "Monkey Bits") e a série é um bocado fora para apelar a muitos membros da Academia. Considerem-na uma possibilidade infinitamente remota. Edie Falco, contudo, deve vencer Melhor Actriz, o que me parece que será já um prémio bastante porreiro para a série da Showtime. A popularidade de "Glee" é o seu maior trunfo, pois em matéria de episódios a escolha não foi boa e além disso a série, como comédia, não é nada por aí além. Se é verdade que "Pilot", "Sectionals" e "Wheels" foram bastante bem vistos pelo público e pela crítica, "The Power of Madonna", "Home" e "Preggers", dois deles da segunda metade da temporada, em que boa parte do buzz ganho com as vitórias nos Globos de Ouro e SAG e com as audiências foi-se, são episódios bem medíocres que nunca dariam para em condições normais esta série sonhar com a vitória. Dependerá muito da reacção dos jurados à série. Se os entusiasmar, provavelmente será número 1 em muitos boletins, mas não deverá ganhar (relembre-se que nem sempre o buzz ganha prémios - exemplos: "Desperate Housewives", "Ugly Betty", "Grey's Anatomy"). E agora chegamos aos dois principais candidatos à vitória. "30 Rock" é o tricampeão em título, perdeu algum buzz com esta temporada com algum declínio de qualidade, mas mantém intactas as características que os membros da Academia tanto apreciaram em ocasiões passadas. Além disso, escolheu bem os episódios a submeter a votos, pois são claramente os seis melhores episódios da temporada ("Don Geiss, America and Hope", "Dealbreakers Talk-Show #001", "Anna Howard Shaw Day", "Black Light Attack", "The Moms" e "Emmannuelle Goes to Dinosaur Land"). Não vai ganhar, muito provavelmente, porque a série que se segue dominou a temporada no que a comédias diz respeito.

"Modern Family" pegou num conceito antigo, refrescou-o ligeiramente e criou uma comédia fantástica da qual Levitan e Lloyd se podem orgulhar. Um elenco genial, episódios impressionantes, diversificados, engraçados e muito bem-dispostos e - note-se, algo que pouquíssimas séries se podem orgulhar - não teve um episódio que não fosse muito bom. (avaliei todos os episódios da série com classificação B+ ou superior). O que me leva a intuir que este seja o nosso vencedor? Vejamos... cinco nomeações para actores do elenco (cinco em seis dos actores adultos), mais nomeações nas categorias de escrita que "30 Rock", que dominara a categoria em anos transactos, dezassete nomeações no total, só abaixo de "Glee" - que compete em categorias, como Melhor Guarda-Roupa e Melhores Efeitos que esta sitcom não consegue - e "Mad Men", a melhor série dramática da televisão. Aqui temos o nosso vencedor. Sangue novo, finalmente, nesta categoria.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MEMORIES OF MURDER / SALINUI CHUEOK (2003)


Um dos Thrillers mais intensos que já vi. É um filmaço que garanto aos fãs deste género de cinema, certamente não vão querer perder!

Baseado numa história real passada no Japão no ano de 1986, tudo começa com a descoberta em dias diferentes e num curto espaço de tempo, numa fossa, de duas jovens mortas com claros sinais de uma violação, e com as evidências de uma morte semelhante. Embora detective local Park Doo-Man esteja relativamente preocupado com o misterioso aparecimento destes corpos, não dispõe do material correcto para avaliar o sucessido e portanto deixa que o caso se prolongue, até à chegada do detective Seo Tae-Yoon que vem de Seul com as melhores e mais avançadas tecnologias da altura.


Seo Tae-Yoon cedo se apercebe da complexidade do caso e tenta alertar, em vão, os locais (polícias e habitantes) para o que se estava a suceder. As suas primeiras conclusões são ignoradas: O assassino apenas comete os crimes em noites chuvosas, escolhe apenas as mulheres que utilizam lingerie vermelha e telefona sempre para a rádio a pedir para que seja passada uma música em particular.
Como forma de mostrar serviço, os detectives locais fazem duas detenções sem grande fundamento e começam a espancar os detidos para conseguirem uma confissão: Um jovem com problemas mentais e um infeliz que foi encontrado a masturbar-se no local do crime.


Um bom filme, ao nível daqueles a que os asiáticos já nos habituram. É um filme duro, mas pleno de intensidade e complexidade. Não é um filme fácil, mas, no meu entender, obrigatório.


Nota Final: A-

Trailer:



Informações Adicionais:
Realização: Joon-ho Bong
Argumento: Joon-ho Bong, Kwang-rim Kim e Sung bo Shim.
Ano: 2003
Duração: 129 minutos.

Soundtrack - Into the Wild


A adaptação que Sean Penn fez sobre o livro de Jon Krakauer, conta-nos a história de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um estudante recém-graduado que decide largar tudo (dinheiro, familia, futuro promissor), para partir sozinho e com a sua mochila, à aventura e descoberta do seu país tendo como destino final o Alasca. A sua intenção inicial era a de partir sem qualquer dinheiro (daí doar as suas poupanças à caridade) e experimentar sobreviver apenas de pequenos trabalhos que fazia quando encontrava oportunidade. O filme mostra-nos uma história verídica de alguem que ousou realizar um sonho que certamente muitos têm mas muito muito muito poucos têm coragem para o concretizar.

A alimentar um bonito argumento, temos uma grande banda-sonora, quase toda ela criada por Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam, e que lhe valeram algumas nomeações e prémios, como é o caso do Globo de Ouro pela música Guaranteed.



Uma recomendação não só ao nivel da banda sonora como também ao nível do filme em si. Into the Wild é um verdadeiro misto de emoções, novas experiências, mostras de coragem e força de vontade únicas, num filme muito bem conseguido por Sean Penn. Infelizmente, merecia mais atenção do que aquela que realmente teve.

Nota Final: B+


Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Sean Penn
Argumento: Jon Krakauer
Ano: 2007
Duração: 148 minutos

Trailers da Semana

Vamos a mais uma edição dos Trailers da Semana aqui no Dial P for Popcorn, onde discutimos brevemente a nossa opinião acerca dos trailers que assomaram a Internet nos passados dias e que, a não ser que sejam de vital importância (como casos anteriores esta semana de "Black Swan" ou "Another Year"), são reunidos e compilados nesta rubrica.


O TRAILER DA SEMANA:
"127 Hours"


Esse tem que ser, indubitavelmente, o trailer do novo filme de Danny Boyle, "127 Hours", que narra as dolorosas 127 horas de Aron Ralston desde que este ficou com o braço preso debaixo de uma rocha. Um tema complicado para um filme que tem que ser delicadamente tratado. Ainda por cima, Boyle referiu que este trailer só contém imagens dos primeiros 30 minutos, logo vamos ter 1 hora e meia só a filmar um homem debaixo de uma rocha. Vamos poder ver o que ele sentiu, o que ele pensou, os vídeos que gravou pensando que ia morrer, as lembranças que recordou e ultimamente o que ele decidiu fazer para sobreviver. James Franco é o protagonista Aron Ralston e eu, que torço fervorosamente pelo sucesso da sua carreira (afinal, ele é luso-descendente!), espero mesmo que ele consiga fazer estrondo neste papel. Obviamente que verei o filme, se bem que com algumas reservas, pois para mim Boyle não faz nada de jeito desde "28 Days Later" (e não, não me relembrem de novo o "fabulástico" "Slumdog Millionaire" que para mim não passa de um B-/C+. Filme horrível.).


Outros trailers que surgiram nos últimos tempos:

"I'm Still Here"


O teaser trailer do documentário realizado por Casey Affleck sobre o cunhado, Joaquin Phoenix, e sobre a sua imersão no mundo da música (pois ele tinha desistido do cinema para virar rapper - decisão terrível, na minha opinião, até porque Phoenix é dos melhores actores que Hollywood tem), apareceu na Internet esta semana. É, numa palavra, deprimente. Quero ver, até porque estou convencido que esta nova pancada de Phoenix não vai durar muito.


"Tamara Drewe"


Já tinha recebido um trailer britânico há alguns meses, mas agora o novo filme de Stephen Frears ("Chéri", "The Queen", "Dangerous Liaisons"), baseado na novela gráfica de Posy Simmonds, protagonizado por Gemma Arterton, Roger Allen, Billy Camp, Luke Evans e Dominic Cooper recebeu um trailer para o público norte-americano. Aqui fica ele então. É uma típica comédia britânica. Eu gosto de Frears e gosto de se esteja a aventurar noutros caminhos que não são normalmente os dele.



"Inside Job"


Documentário que recebeu enormes críticas, relata o que realmente aconteceu por detrás da crise financeira de 2008 de uma forma supostamente (porque eu ainda não vi) extraordinária e irreverente. É de Charles Ferguson, que já foi nomeado anteriormente para um Óscar ("No End in Sight"), é narrado por Matt Damon e esteve em Cannes no início do ano.

"Eye of the Storm"



Aparecido na Internet sem eu ter conhecimento (como acontece com a maioria dos filmes britânicos de prestígio / de época), este "Eye of the Storm" é realizado por Fred Schepisi e resulta da adaptação do livro de Patrick White, "The Eye of the Storm" (argumento escrito por Judy Morris, "Happy Feet"). O que me entusiasma no filme é principalmente o elenco principal, composto por Charlotte Rampling, Geoffrey Rush e Judy Davis. O filme aborda a morte de uma matriarca de uma família da alta sociedade e como ela, mesmo à beira da morte, ainda consegue perturbar e ser motivo de tanta destruição na sua família. Muito potencial para Óscar? Pois é. O filme provavelmente só estreará em 2011, a não ser que os seus estúdios acelerem o processo para o terem pronto para esta corrida aos Óscares.


Outros trailers:
"Skyline" - ficção científica do melhor.
"The Dry Land" - drama da guerra do Afeganistão, boas críticas.
"You Again" - Sigourney Weaver vs. Jamie Lee Curtis. Mais Betty White e Kristin Chenoweth.

"Barry Munday" - Patrick Wilson e Judy Greer. What else?
"My Soul To Take" - o mais recente filme de terror de Wes Craven, que estará de volta em 2011 com "Scream 4".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

BRING IT ON! (2000)

O grande cinéfilo Nathaniel Rogers, que mantém na Internet o blogue "Film Experience", tem vindo a desafiar os seus leitores (nos quais me conto obviamente - e se forem inteligentes, vocês também o serão) com uma nova rubrica chamada "Hit Me With Your Best Shot", na qual já participámos a semana passada ("Black Narcissus"). A ideia base é simples: ele escolhe um filme e todos os que quiserem participar escolhem a imagem (ou imagens) do tal filme e ele faz um link a todos os posts dos participantes, a cada semana. Esta semana dedicamo-nos a "BRING IT ON!" que faz 10 anos.

E aqui fica a minha crítica, seguida das imagens para participação na rubrica do blogue:


Acho divertida a dualidade extremista de opiniões nas discussões que envolvem este filme. Por um lado, há os fãs fiéis do filme, que consideram o filme das melhores comédias desportivas da década e que vibram com a animação que o filme de facto proporciona. Do outro lado, contudo, estão acérrimos detractores, que detestam o filme com todo o ódio da sua alma, que para eles não passa de mais um ridículo filme de adolescentes. E depois, felizmente, existem pessoas como eu, que gostam do filme, que o acham divertido, animado, uma boa hora e meia de entretenimento, sem todavia o considerar um grande filme. Um olhar interessante sobre a competição de duas claques rivais na luta pelo ceptro e, pelo meio, confusões típicas da adolescência.
É um dos melhores filmes da década? Na minha opinião, não. É um dos melhores filmes de 2000? Aqui talvez, mas estou inclinado a dizer também que não. É um dos filmes mais divertidos da década? Absolutamente. Vale a pena ver? Claramente. Tudo bem que é verdade, é uma comédia típica de adolescentes, com aquele tipo de humor meio parvo (se bem que o tom aqui é bastante mais sério do que noutros filmes do género), lida com um tema comum aos típicos filmes de adolescentes (como cá em Portugal não temos claques nem nada do género, é normal que na transferência dos Estados Unidos para a Europa o filme perca algum interesse - é natural, é como filmes sobre futebol nos Estados Unidos e sobre futebol americano aqui na Europa) e tem até referências bastante hip a situações relacionadas com a altura de então.


Contudo, ao contrário da grande maioria dos filmes de adolescentes e comédias desportivas que andam para aí, não se leva demasiado a sério, é um filme alegre e enérgico e além de cool, tem um argumento inteligente e com sentido de humor, com boas interpretações (em papéis que poderiam ser tão, mas tão estereotipados e unidimensionais - as personagens de Dushku e de Dunst são bons exemplos, a primeira porque podia virar caricatura barata e a segunda porque podia virar piada recorrente graças à enorme ingenuidade da sua personagem) de um elenco muito interessante (onde despontavam nomes como Eliza Dushku e Kirsten Dunst, hoje nomes facilmente reconhecíveis - e pensar que em 2000 as suas carreiras pareciam pedir vôos maiores...) e uma realização que priveligia o cuidado com os detalhes, desde as roupas até aos números de claque. Sobretudo, é um filme entretido e que agrada a todos, que é o mais importante.

NOTA:
B


E agora pegamos então nas cinco imagens que eu seleccionei do filme, que representam para mim as cinco cenas que mais gostei:

A primeira é bastante óbvia (e provavelmente constará de todos os blogues participantes): a cena da lavagem de dentes. Uma cena tão cómica quanto romântica, explorando muito bem a quirkyness dos dois protagonistas. Jesse Bradford e o seu estranho sorriso e as caretas engraçadas de Kirsten Dunst.


A segunda também é óbvia, digo eu: a cena de apresentação das personagens. Enérgica, divertida e alegre, dá o mote e acentua o tom que o resto do filme tem, além de nos introduzir à história (e é a minha escolha para BEST SHOT/MELHOR IMAGEM - e também para BEST SCENE / MELHOR CENA)


E a terceira também deverá constar de muitos dos blogues participantes: falo portanto da introdução à personagem de Eliza Dushku, Missy. As chaves... O ar enojado de algumas das meninas da claque... O ar excitado dos rapazes... E o aspecto de Dushku. É que ela nem precisou de falar para eu ver que ela é completamente irreverente. Basta olhar para ela e o que ela inspira em quem a vê.


A minha quarta cena favorita do filme é o breve aparecimento do treinador Sparky Polastri. De novo, uma excelente introdução à personagem que nos diz tudo aquilo que precisamos de perceber sobre ela sem sequer pronunciar uma palavra. Claro que quando ele finalmente fala percebemos que ele é um milhão de vezes pior e desbocado do que inicialmente pensávamos.

E finalmente... a minha quinta cena favorita. Não consigo explicar porque gosto dela. Mas gosto. Muito. É a cena de quando a personagem de Dunst, Torrance, ouve a cassete de Cliff (Jesse Bradford), depois da péssima prestação nos Regionais. E esta é a reacção dela à música.




Ano: 2000
Realização: Peyton Reed
Argumento: Jessica Bradinger
Elenco: Kirsten Dunst, Jesse Bradford, Eliza Dushku e Gabrielle Union nos principais papéis
Fotografia: Shawn Maurer
Banda Sonora: Christoph Beck

Grandes Divas do Ecrã

"Good general tone and musculature... [looks at ass] Report those compliments to your ass before it gets so big it forms its own website!"

"Everybody is starting on [a diet] Darcy dear, you should stop eating. You see, if you skip a meal, your body feeds of its fat stores. If you skip enough, maybe your body will eat your ass".

"Cheerleaders are dancers gone retarded."
"[Why does everyone has to go on a diet?] Because in cheerleading we throw people in the air. And fat people don't go so high."



Sparky Polastri (Ian Roberts), "Bring It On!" (2000)

THE BRIDGE ON THE RIVER KWAI (1957)


“The Bridge on the River Kwai” é um dos maiores clássicos de sempre da história do cinema e um dos primeiros exemplos que vêm à cabeça de grandes épicos da 7ª arte. E a verdade é que não desaponta as expectativas de ninguém que se proponha a ver o filme. Talvez o filme tenha ganho alguns superlativos exagerados ao longo dos anos e certamente a sua longa duração irá despistar alguns cinéfilos mais descrentes, mas para mim mantém toda a sua intemporalidade e mensagem intactas. William Holden e Alec Guinness são os protagonistas desta história de guerra em solo birmaniano que aborda a relação entre três homens – um prisioneiro de guerra em fuga (Holden), um incorruptível coronel britânico (Guinness) e um comandante de um campo de prisioneiros japonês (Hayakawa) e os esforços do primeiro para destruir a imperiosa ponte construída sob mando do segundo e perante a anuência do terceiro – e ambas as interpretações não desapontam, especialmente a de Guinness, gigantesco e inesquecível neste papel.


O filme possui uma fotografia de grande nível, que nos mostra portentosas montanhas e selvas, uma banda sonora que acompanha e eleva o que se passa no ecrã, uma realização de David Lean poderosa, competente, eficaz e um argumento bastante interessante de Boulle (que adaptou o seu próprio romance para a tela) que nos fornece um retrato muito real de quem são aquelas pessoas e das suas personalidades, ideais e valores (com um clímax final extraordinário) e que possui encriptado uma mensagem de paz fantástica, que nos tenta mostrar o quão fútil e inútil é a guerra e que as consequências acabam sempre por ser piores do que as razões que nos lançam para ela em primeira instância – e é este aspecto do filme, o de se focar nas pessoas e nos efeitos que a guerra lhes trazem e não se é certo ou errado ter acontecido esta ou outra guerra, que torna o filme tão especial.




Assim, este é, não só, um filme grande que deleita quem o vê, como também um grande filme que é com todo o mérito considerado um dos pináculos dos filmes de guerra.

David Lean haveria de seguir este grande épico com outros ainda mais reconhecidos, como “Dr. Zhivago”, “Lawrence of Arabia” e “A Passage to India”, imortalizando a sua reputação e preferência pelos épicos.



NOTA:
B+

Um dos maiores filmes de sempre, "The Bridge Over River Kwai" venceria 7 Óscares na cerimónia de 1958: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor (Guinness), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento.
 
Realização: David Lean
Elenco: Alec Guinness, William Holden, Sessue Hayakawa, Jack Hawkins, Ann Sears, James Donald, Geoffrey Horne, André Morell, Peter Williams, Percy Hebert, Harold Goodwin
Argumento: Pierre Boulle, Michael Wilson e Carl Foreman
Produção: Sam Spiegel
Banda Sonora: Malcolm Arnold
Fotografia: Jack Hildyard