Dial P for Popcorn

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O factor Harvey Weinstein


A caminho da época dourada, lembrei-me de abordar este assunto que me deixa sempre apreensivo quando falamos em campanha para vencer Óscares: como é possível um homem deter tanto poder sobre a Academia, sobre as manobras publicitárias e sobre a produção de filmes em si? Sim, vou falar desse que muitos consideram ser o vilão da sétima arte, o produtor de cinema. Mais especificamente, o grande produtor dos últimos vinte anos e não, não é propriamente devido aos seus louros (senão escolheria Scott Rudin ou Graham King), mas sim pela forma arrasadora com que consegue nomeações e vitórias nas várias cerimónias para os seus filmes e pela forma mestra (alguns diriam desleal) como faz todo o mundo cinematográfico cair nas suas mãos.


"The Punisher", "God", "The Boss". Qualquer pessoa que segue minimamente os Óscares sabe da importância que tem ter Harvey Weinstein do seu lado e não é por acaso que todos os que ganham troféus pela sua produtora (antes Miramax, agora TWC) se lembram dele na hora dos agradecimentos. Desde sempre conhecido pela forma aguerrida e até bruta como trata igualmente produtores, realizadores, técnicos e actores, infame pelas inúmeras confusões em que já se viu envolvido e pelo terror que espalha em Hollywood. Harvey ri-se de tudo isto, porque ele no fim de contas só lá está por uma razão: para ganhar. E nisso, ele é o melhor.

Nos últimos vinte e cinco anos, Harvey Weinstein amealhou para os seus filmes um total ridiculamente bombástico de 303 nomeações aos Óscares, com cinco vitórias para Melhor Filme: "The English Patient" (1997), "Shakespeare in Love" (1998), "Chicago" (2002), "The King's Speech" (2010) e "The Artist" (2011) (e ainda colaborou na campanha de "Lord of the Rings: Return of the King" em 2003). Treze nomeações no total para "Shakespeare in Love" e "Chicago", doze para "The King's Speech" e "The English Patient", dez para "The Artist". Consegue nomeações imprevisíveis para filmes medíocres como "Cold Mountain", "Iris", "The Cider House Rules" ou "Chocolat". Conseguiu Óscares para Colin Firth, Kate Winslet, Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche, Roberto Benigni, Robin Williams, Gwyneth Paltrow, Michael Caine, Jim Broadbent, Judi Dench, Matt Damon e Ben Affleck, Renée Zellweger, Nicole Kidman, Holly Hunter e Anna Paquin. Garantiu o terceiro Óscar para Meryl Streep, numa corrida que muitos achavam perdida para Viola Davis. E fez o mesmo para Jean Dujardin ganhar o seu primeiro, batendo um George Clooney que há muito parecia ter o troféu assegurado. 


Como o consegue? Muito trabalho, muita publicidade e muita campanha. Muita mesmo. Muitos consideram que a falência da Miramax se deve aos gastos exorbitantes de Harvey Weinstein em prol dos seus filmes. Muitos actores o detestam porque os obriga a fazer campanha incessantemente. É o único grande produtor que insiste em publicitar e fazer passar certas mensagens com o intuito que manobrar a mente dos membros da Academia (desde "Nicole Kidman foi roubada de um Óscar" em 2002 a "Meryl Streep vai ter 17 nomeações, já não é altura de um terceiro troféu?").  A forma triunfante e espectacular como virou a corrida de 2010 a favor de "The King's Speech", depois de "The Social Network" martelar a concorrência nos primeiros prémios, é exemplo disso. No final, este foi o filme que a Academia preferiu. Por detrás da decisão, contudo, sabemos que há muito mais do que os votos. E é aí que Harvey faz o seu trabalho.

Todavia, nem tudo o que vem de Harvey Weinstein é mau. Foi ele que nos primórdios da Miramax, no final dos anos 80 e início dos anos 90, se tornou a maior força do cinema independente na América, com a produção e distribuição dos seguintes clássicos: "Sex, Lies and Videotape" "Reservoir Dogs" e "Pulp Fiction", "The Crying Game", "The Piano", "Good Will Hunting", "Heavenly Creatures", "Ata-me! Desata-me!", "Clerks", "My Left Foot", "Bullets over Broadway", "Cinema Paradiso", "La vitta é bella", "The Wings of the Dove" e "Il Postino", a juntar aos já mencionados "The English Patient" e "Shakespeare in Love". Conto ali um Almodovar, dois Tarantino, um Soderbergh, um Woody Allen, um Peter Jackson, um Jane Campion, um Gus Van Sant...  Sem os Weinstein, "In the Bedroom" (um dos melhores dramas da última década) nunca teria sido nomeado para quatro Óscares (Filme, Actriz, Actor e Actriz Secundária), "Amélie" não teria conseguido mais nenhuma nomeação além de Melhor Filme Estrangeiro e foram os Weinstein que garantiram uma distribuição tão extensa do filme - razão pela qual ele hoje é dos favoritos de muita gente. Também "Cidade de Deus" foi esquecido na hora de nomear em 2002 os Melhores Filmes Estrangeiros, mas Harvey Weinstein não desistiu e arrancou no ano seguinte quatro (!) nomeações. Coisa pouca, para quem tinha pouco mais de dez anos de vida. A Miramax era um sucesso e muito desse sucesso se devia a Harvey e Bob Weinstein, dois irmãos que acima de tudo amavam o cinema.


Como em todos os grandes casos de sucesso, há sempre um momento em que o poder sobe à cabeça: a Miramax cai em 2005 e os Weinstein abandonam o barco. Precisam de uns anos a restabelecer-se sob a alçada da sua nova produtora, a The Weinstein Company, mas aqui e ali vão recuperando, ganhando algumas nomeações e ressurgem em 2008 para mais um cheque-mate (aliás, um duplo cheque-mate): não só ganham a corrida a "The Dark Knight" para Melhor Filme (este suspiro ouviu-se bem para lá de Los Angeles) como ainda arranjam forma de Kate Winslet ser nomeada para Melhor Actriz por "The Reader" (e, ao eliminar a dupla nomeação que ela conseguiria com este filme e com "Revolutionary Road" - lembrem-se que ela vinha sendo nomeada como Actriz Secundária por "The Reader" - garantiam a vitória contra a até então favorita Meryl Streep). Em 2009 a TWC avisava que estava só a aquecer com as oito nomeações para "Inglorious Basterds", com duas avalanches nos dois anos que se seguiram: primeiro com "The King's Speech" em 2010, depois com "The Artist" em 2011. 


E eis que chegamos a 2012. Este ano os Weinstein apostaram forte no novo filme de Paul Thomas Anderson ("The Master"), no favorito de Toronto "Silver Linings Playbook" de David O'Russell e no novo Tarantino ("Django Unchained"), que chega em Dezembro. Além destes três gigantes, a TWC comprou "The Intouchables" (provável nomeado ao Óscar de Filme Estrangeiro), "Bully" (provável nomeado a Melhor Documentário nos Óscares), "Lawless" de John Hilcoat e "Quartet" de Dustin Hoffman. Se bem que estes dois não terão grande hipótese a não ser uma ou outra pequena nomeação, as três grandes peças a exibir pela TWC este ano serão muito provavelmente dos filmes mais falados do ano, o que deverá garantir mais um grande total de nomeações para os irmãos Weinstein e mais um ano de sucesso garantido. 


Bem, talvez não vença Melhor Filme pelo terceiro ano consecutivo, mas uma coisa é certa: ninguém joga o jogo tão bem como Harvey Weinstein. Just watch.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Antecipação para 2012-2013 (I)


Peço desculpa se vos desacelerar a abertura da página mas ainda assim, para ser mais fácil, optei por juntar todos estes trailers num só (gigantesco) artigo, partido em três partes, por secções de entusiasmo. 

Abaixo seguem os meus filmes mais antecipados do ano cinematográfico em que estamos e que ainda estão para vir (em nenhuma ordem específica):

Secção IMPERDÍVEIS:

ARGO

O primeiro candidato aos Óscares, lançado a todo o vapor de Toronto. Faz-me lembrar a trajectória de "Up in the Air" há uns anos (com o resultado que se conhece). Ben Affleck é alguém que me desperta curiosidade como realizador (era já um actor de quem eu gostava bastante) e se "The Town" e "Gone Baby Gone" foram algum indício, é de que o homem tem jeito para a arte. Com um elenco que reúne nomes como John Goodman, Alan Arkin e Bryan Cranston, entre outros, uma história que me parece bastante sólida - e, acima de tudo, pertinente nos dias de hoje - e as críticas muito favoráveis que recolheu no TIFF, não preciso de mais convencimento.



SILVER LININGS PLAYBOOK

Depois das críticas estrondosas em Toronto, um dos imperdíveis do ano. David O'Russell - que parece ter finalmente entrado nas boas graças da Academia com "The Fighter" - faz parelha com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert DeNiro e Jacki Weaver. Promete, ainda por cima porque muitos garantem que o Óscar de Melhor Actriz é pertença certíssima da belíssima Lawrence.




THE SESSIONS

Um dos favoritos de Sundance, com John Hawkes, Helen Hunt e William H. Macy, três actores que muito aprecio e que parece querer contar uma história peculiar com muito tacto e humanidade. Deixou-me intrigado, confesso, e admiro as boas críticas. Tudo isto - mais o facto de querer que John Hawkes tenha sucesso - torna-me muito interessado em vez o que daqui sairá.




CELESTE AND JESSE FOREVER

Outro que me apanhou de surpresa. Rashida Jones, que interpreta a fantástica Ann em "Parks & Rec", a escrever um guião? Que foi muito elogiado em Sundance? Surpreso. Mais surpreso ainda porque já ouvi muito boas coisas de quem já viu a película. Todos os anos este tipo de filme é reciclado (ver "500 Days of Summer", "Like Crazy", "Blue Valentine"), daí o meu cepticismo, mas todos os anos aparece um filme como estes que se destaca dos restantes. De resto... Não sou fã de Andy Samberg mas pouco me incomoda. Estarei na primeira fila para ver, seguramente.

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THE MASTER

Discutido aqui pelo João mas sobre o qual não tinha deixado ainda a minha pincelada, que basicamente é esta: eu vejo qualquer filme que tenha a Amy Adams, portanto já estava garantido que veria este. Depois a ela juntam-se Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman num duelo de poder entre um religioso fervoroso e um pobre homem que desafia a sua fé e se mostra pronto a mudar os seus ideiais e valores que desafia o mais crente fã da cientologia e dessas outras religiões meias malucas e Paul Thomas Anderson que fez três dos meus filmes favoritos de sempre ("Boogie Nights", "There Will Be Blood" e "Magnolia")? Vendido.



LES MISÉRABLES


Discutido aqui. Aproveito para divulgar o poster - lindíssimo.

AMOUR

Michael Haneke no seu mais acessível + gloriosas e brilhantes críticas de Cannes (de onde trouxe a Palma de Ouro) + Isabelle Huppert + nomeação e vitória mais que provável para Melhor Filme Estrangeiro (se a Academia não se armar em esperta e desqualificar o filme)? Só há uma resposta possível: venha ele já.




HOLY MOTORS

Leos Carax é louco. "Holy Motors" foi o favorito de muita gente em Cannes e quem estava familiarizado com a obra de Carax afirma que é ainda mais louco que o habitual. Bónus: quem não quer ver a Kylie Minogue armada em actriz séria?




RUST AND BONE

Como dizer que não a Jacques Audiard e a Marion Cotillard? A adição de Schonaerts (depois do desempenho brilhante em "Bullhead" o ano transacto) só ajuda a convencer-me ainda mais.




ZERO DARK THIRTY

Bigelow não me convenceu com "The Hurt Locker", mas pode ser que o faça com isto. Jessica Chastain, Joel Edgerton, Chris Pratt e muitas outras caras de luxo perfazem um elenco pelo qual nutro simpatia. O processo que levou à captura de Bin Laden deixa-me também com água na boca. Bigelow impressionou-me pela forma amoral e apolítica como geriu a acção e os eventos em "The Hurt Locker". Fará o mesmo aqui? Quero ver.




BEASTS OF THE SOUTHERN WILD

Com este trailer, a reacção entusiástica e o buzz que o filme tem gerado de todos os sectores para os Óscares, especialmente a interpretação da pequenina Quvenzhané Wallis de apenas oito anos, não dava para perder. Parece um prato muito especial. Mal posso esperar.



ANNA KARENINA

Joe Wright, Dario Marianelli e Keira Knightley num romance de período são por si um prospecto demasiado atraente para conseguir resistir. As críticas não foram propriamente meigas mas isso já era de esperar, dada a resposta a "Atonement" (a última colaboração de ambos) e "A Dangerous Method" (pelo qual Keira recebeu críticas muito divisivas, o ano passado, pela sua melhor interpretação da carreira). Continuo enfeitiçado.




PROMISED LAND

Matt Damon e Gus Van Sant. Argumento de Dave Eggers, John Krasinski e Matt Damon que foi parar à Black List por dois anos consecutivos. Vibe de "Milk". Espero que não me desaponte.



LIFE OF PI

Ang Lee em 3D e com este trailer... não preciso de mais nada. P.S. - Críticas simpáticas de Nova Iorque ajudam. Temia muito pelo sucesso deste filme. É bom saber que resultou.




THE IMPOSSIBLE

Ewan McGregor e Naomi Watts (dois dos actores mais subvalorizados em Hollywood) juntos num filme catástrofe que não parecia, no papel, nada de especial. Bem, mil críticas positivas depois e um buzz tremendo para os Óscares, com uma interpretação dita sensacional por parte do adolescente Tom Holland no papel principal... E passou a ser um dos filmes mais antecipados do ano para mim. O trailer cumpre.




SEVEN PSYCHOPATHS

Nota-se o tom de "In Bruges" na sombra deste "Seven Psychopaths". Pudera, tem o mesmo argumentista e realizador, Martin McDonagh. Nota adicional: olhem para este elenco - Christopher Walken, Sam Rockwell, Woody Harrelson, Colin Farrell, Michael Stuhlbarg, Michael Pitt, Olga Kurylenko, Abbie Cornish, Tom Waits, Gabourey Sidibe, Zeljcko Ivanek. Sem palavras.



SISTER

Ursula Meier, Léa Seydoux, adorei o "Home", as críticas vindas de Berlim são soberbas. Que mais pedir?




NO

Fã de "Post Mortem" e de Gael García Bernal. Feliz pela enfática resposta positiva em Cannes. A escolha deste filme pelo Chile para Melhor Filme Estrangeiro ainda me faz salivar mais. Venha já o filme.




BARBARA

Petzold e Nina Hoss. Possível candidato aos Óscares de Melhor Filme Estrangeiro. Intrigado.




Mais filmes virão nos próximos dias. Haverá algum que acham que me posso ter esquecido de mencionar aqui que não devia ter deixado passar (não, não me esqueci do "Lincoln" gente, está propositadamente noutra secção)?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tina e Amy juntam forças para os Globos


Depois de Seth MacFarlane anunciado para apresentar os Óscares, eis que os Globos de Ouro respondem à altura: Tina Fey (o génio por detrás de "30 Rock" e "Mean Girls") e Amy Poehler (a brilhante comediante protagonista de uma das melhores comédias em televisão, "Parks & Recreation") juntam forças para apresentar a próxima cerimónia dos Globos de Ouro, sucedendo a Ricky Gervais que no início deste ano repetiu o trabalho que tanta polémica lhe trouxe em 2011.


Prova de que esta parece uma decisão acertada? Tina Fey é uma argumentista de topo, com provas dadas em comédia de televisão e com um humor bastante incisivo mas saudável, que fica bem aos olhos das estrelas e grupos da indústria cinematográfica e televisiva que comparecerão ao evento. Saberá manter a comédia ligeira mas com um travo desafiador. Amy Poehler, com a enorme química que tem com Fey (ver aqui, por exemplo) saberá complementar a escrita e o estilo da amiga. Mais provas que Tina Fey é a escolha certa (como venho dizendo há anos)? Ver as suas intervenções nas mais recentes cerimónias de Emmys, Globos de Ouro e Óscares - seja com Steve Carell, Robert Downey, Jr, Jon Hamm (por duas vezes!) ou com Julia Louis-Dreyfus, Tina Fey foi sempre um deleite.

A cerimónia dos Globos de Ouro terá lugar a 13 de Janeiro, transmitida como habitualmente pela NBC. Chegará cá a Portugal, também como de costume, através dos canais AXN.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

[TRAILER] MISFITS - SEASON 4


Acaba de ser divulgado o teaser da próxima temporada da série britânica Misfits. Com uma nova remodelação no elenco, mantendo-se apenas Nathan Stewart-Jarrett (do elenco inicial) e Joseph Gilgun (que, na temporada passada, entrou para substituir o inesquecível Robert Sheehan), Misfits tem tudo para continuar a ocupar um lugar de destaque na grelha britânica. Com mais um grande desafio pela frente, a equipa de criação da série de super-heróis prova que não existem limites para as suas ideias e que, cada temporada é, literalmente, um novo desafio. Serão capazes de nos com as duas novas personagens? Ou será o princípio do fim da série? Em breve vamos descobrir.

domingo, 14 de outubro de 2012

LOOPER (2012)


Era grande a minha expectativa em relação a Looper. Um bom elenco, carismático e irreverente, com um promissor realizador e uma história cheia de potencial. E, de facto, o argumento de Looper foi muito bem conseguido. Não é mais uma ideia futurista. A história por detrás deste filme, tem uma tremenda mensagem social, com algumas bases sólidas e ideias com alguma coerência. Estamos em 2044, numa sociedade desfeita pela ganância e pela violência, onde não existe ordem e a justiça é feita pelas próprias mãos. É o local propício para emergirem indivíduos sem escrúpulos e dispostos a tudo para conseguirem um conforto ao alcance de muito poucos.


Joe (Joseph Gordon-Levitt) é um Looper. Um assassino contratado para resolver os problemas das Máfias que dominam o mundo no ano de 2074. O hiato temporal, de 30 anos, surge graças à capacidade de, em 2074, se realizarem ilegalmente viagens no tempo. Aproveitando as potencialidades desse mecanismo, os grupos criminosos enviam para o ano de 2044 os indivíduos de que se querem ver livres, garantindo que um jovem Looper estará brutalmente armado quando o receber. É um trabalho simples, limpo e tremendamente eficaz. Uma ideia de génio.


O problema surge quando Joe é obrigado a encerrar o seu contrato. Fechar o Loop, assim se chama, obriga a que o jovem assassino termine com a vida do seu EU futuro. Algo corre mal e inicia-se uma caça ao homem que traz a chave para todos os enigmas deste filme, Bruce Willis. E é a partir deste momento que o filme começa a perder qualidade. A sua história mantém-se igualmente interessante, mas a adaptação deste argumento, o dedo do realizador, acabaram por me desiludir bastante. Não se trata de previsibilidade. Trata-se, acima de tudo, de um sem número de clichés cinematográficos, momentos pré-fabricados, ideias repetidas, que fazem perder o brilho a um filme carregado de potencial. A originalidade do argumento dilui-se na falta de originalidade da sua equipa de produção. No final de contas, Looper define-se numa única frase: uma boa história que culminou num filme medíocre. 

Nota Final: 
C+


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Rian Johnson
Argumento: Rian Johnson
Ano: 2012
Duração: 118 minutos

domingo, 7 de outubro de 2012

[TRAILER] THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER


Todos os anos há um filme rotulado como hipster, que sobressai e que acaba por ser adorado por uns e criticado por outros (Submarine recebeu o prémio hipster do 2011).  A pergunta que vos deixo é esta: The Perks of Being a Wallflower será o filme hipster de 2012? Estreia em Portugal marcada para dia 22 de Novembro.

[TRAILER] LINCOLN


Aparece, aqui no nosso estaminé, um pouco tarde, é verdade. Mas aqui fica o aguardado trailer de um dos mais promissores filmes da próxima temporada. Com o melhor actor da sua geração, um homem que já conquistou um meritório lugar entre os imortais da sétima arte, Daniel Day-Lewis, coordenado por Steven Spielberg e secundado por nomes como Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, James Spader e John Hawke, será Abraham Lincoln. Ainda sem data de estreia prevista para Portugal, estreará nos Estados Unidos no dia 16 de Novembro.

sábado, 6 de outubro de 2012

MERLIN - SEASON 5 PREMIERE


Regressa hoje, para uma renovada quinta temporada, uma das mais irreverentes séries da televisão britânica nos últimos anos. Continua a ser uma das minhas favoritas, sobre a qual já falei aqui por várias vezes. Uma quinta temporada no horário nobre da BBC One e um trailer tão empolgante falam por si. Vale a pena ver.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

TEMPORADA 2012/2013 - ANTEVISÃO

A Temporada de 2012/2013 tem tudo para ser a melhor dos últimos largos anos. Aqui fica a lista que, durante as próximas semanas, será cuidadosamente analisada por mim e pelo Jorge Rodrigues. O leitor  que se prepare. Vêm aí semanas de loucura nas salas de cinema.

Life of Pi

Silver Linings Playbook

Argo

Lincoln

Les Miserables

The Master

Beasts of the Southern Wild

Amour

Promised Land

Django Unchained

Moonrise Kingdom

Flight

Zero Dark Thirty

Hitchcock

Anna Karenina

The Sessions

The Impossible

The Best Exotic Marigold Hotel

Cloud Atlas

The Hobbit: An Unexpected Journey

Trouble With The Curve

The Dark Knight Rises

Not Fade Away

The Perks of Being a Wallflower

Hyde Park on Hudson

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

[ÚLTIMA HORA] ADELE - SKYFALL

Acaba de ser divulgada a música oficial do próximo filme de James Bond, da autoria da popular cantora britânica Adele. Realizado por Sam Mendes, o filme tem estreia marcada para o dia 26 de Outubro nas salas de cinema portuguesas. Falta pouco!