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domingo, 18 de setembro de 2011

EMMY 2011: Actor Secundário - Drama e Comédia



Com a cerimónia dos Emmys a ocorrer mais logo (1 da manhã no AXN/Sony Entertainment), vamos tentar abordar as principais categorias e fazer algumas previsões, tal como já fizemos há uma semana para as categorias de Actor e Actriz Convidado (acertei 3 em 4, falhando apenas Loretta Devine).


Primeiro vamos falar da categoria de Melhor Actor Secundário - Drama.


Andre Braugher, "Men of a Certain Age"
Josh Charles, "The Good Wife"
Alan Cumming, "The Good Wife"
Peter Dinklage, "Game of Thrones"
Walton Goggins, "Justified"
John Slattery, "Mad Men"


Quem ficou de fora: Uma lista de nomeados de respeito, todos merecedores da nomeação, sem dúvida. Ainda assim, não percebo como a Academia, que concede 17 nomeações a "Boardwalk Empire", entre elas duas nomeações para actores, não consiga encontrar lugar para Michael Shannon ou Michael Pitt. Também o elenco masculino de "Parenthood" poderia ter merecido aqui alguma menção - e quem diz "Parenthood" diz "Southland", "Treme", "Sons of Anarchy" ou mesmo "True Blood". Agora há duas omissões que não posso perdoar: é muito lindo nomear Mireille Enos para Melhor Actriz, mas será que a Academia não viu o óbvio - e por óbvio quero eu dizer Joel Kinnaman, que é de longe o melhor intérprete da série? A outra omissão que me choca até me custa mencionar, tal é o número gritante de pessoas que passa a vida a queixar-se disso. Contudo, realmente, não havia lugar para John Noble ("Fringe") mas há para Andre Braugher? Por favor.

Quem devia ganhar: De entre os nomeados, eu teria que dizer ou Walton Goggins que teve uma temporada fenomenal ou Alan Cumming, que aproveita todos os minutos de tempo de ecrã que tem em "The Good Wife" para roubar cenas a Chris Noth ou a Julianna Margulies.

Quem vai ganhar: Andre Braugher tinha melhores hipóteses de vencer pelo episódio do ano passado, é verdade, mas tendo em conta que a sua série acabou, que ele é muito querido na indústria e é um anterior vencedor e que no seu episódio ("Let the Sunshine In") ele é espectacular, não me surpreenderia se vencesse. A sua situação, aliás, relembra-me a de Kristen Chenoweth em 2008, quando venceu por "Pushing Daisies". Em ambos os casos, eram a grande nomeação das suas respectivas séries, que tinham sido canceladas - para ira de muitos fãs - no ano anterior. Depois de o ano passado ter sido injustamente esquecido, Josh Charles beneficiou da subida de qualidade da sua série para conseguir uma nomeação este ano. O seu episódio é o menos fabuloso de entre os nomeados ("Closing Arguments"), não pela sua qualidade (porque o episódio é muito bom), mas porque lhe dá muito pouco que fazer. Já Alan Cumming, por exemplo, tem um episódio que o beneficia imenso ("Silver Bullet"). Ele é claramente o grande bónus da série, transformando momentos de drama pesado de "The Good Wife" com alguns toques de humor e comédia nunca perdendo a intensidade dramática. Tem boas hipóteses de ganhar, embora eu pense que o mais provável é que perca para um dos três senhores seguintes. John Slattery foi o claro favorito à vitória o ano todo e tido como coisa certa. Matthew Weiner proporcionou-lhe o seu melhor episódio até à data ("Hands and Knees") e Slattery não desaponta. Ainda acredito na sua vitória, embora agora pense que fica a perder quando comparado com estes próximos dois senhores. Peter Dinklage ("Game of Thrones") é o 'cavalo negro' da categoria. Tivesse escolhido outro episódio e eu dar-lhe-ia a vitória de caras. Não que em "Baelor" ele não seja impressionante à mesma, porque é; contudo, não é um episódio em que ele exiba várias das qualidades que tornaram Tyrion Lannister tão querido e tão amado pelos fãs. Chegamos, pois, finalmente a Walton Goggins. Se houvesse alguma justiça, o seu tresloucado e irresponsável Boyd era de longe o vencedor. Ele tem o melhor episódio ("The I of the Storm") e o que me dá esperança, acima de tudo, numa vitória dele é o facto do largo apoio da Academia à segunda temporada da sua série. Veremos o que acontece nesta categoria bem imprevisível.

Sem certezas, aposto em Peter Dinklage mas qualquer um dos seis pode vencer.



Abordando agora a categoria de Melhor Actor Secundário - Comédia:


Ty Burrell, "Modern Family"
Chris Colfer, "Glee"
Jon Cryer, "Two and a Half Men"
Jesse Tyler Ferguson, "Modern Family"
Ed O'Neill, "Modern Family"
Eric Stonestreet, "Modern Family"


Quem ficou de fora: Não querendo bater no ceguinho, sinto-me quase insultado que a Academia tenha optado por não se decidir quanto a quem expulsar dos actores de "Modern Family" e nomeado todos. Mais Jon Cryer que só cá está porque teve que aturar Charlie Sheen e ameaças de desemprego. E Chris Colfer que não tem um minuto de comédia em todas as suas cenas do episódio escolhido. E magoa-me quando penso que nesta categoria podiam estar Peter Facinelli ("Nurse Jackie"), Garrett Dillahunt ("Raising Hope"), Ian Gomez, Brian van Holt e Josh Hopkins ("Cougar Town"), John Benjamin Hickey e Oliver Platt ("The Big C"), John Krasinski, Ed Helms e Rainn Wilson ("The Office"), Ted Danson e Zack Galifianakis ("Bored to Death"), Danny Pudi, Chevy Chase e Daniel Glover ("Community"), Josh Cooke e Kurt Fuller ("Better with You"), Neil Patrick Harris e Jason Segel ("How I Met Your Mother"), Simon Helberg e Kunal Nayyar ("The Big Bang Theory") e sobretudo Adam Scott, Aziz Ansari e Nick Offerman ("Parks & Recreation"). Aliás, a exclusão de Ron Swanson é das piores decisões da Academia desde que me lembro. O que me vale é que provavelmente  o próprio Swanson cuspiria no troféu. De qualquer forma, dá para ver o quão ridícula eu acho que é a composição desta categoria.

Quem devia ganhar: Ty Burrell. Não há sequer outra opção. Eric Stonestreet virou tão ou mais caricatura que Sue Sylvester (Jane Lynch) em "Glee", Ed O'Neill não tem piada e Jesse Tyler Ferguson tem os seus momentos. Que são muito poucos. O que não quer dizer que os três não sejam eficientes nos seus papéis, que são. Mas nenhum deles tem o talento de Burrell que para mim já o ano passado devia ter vencido. Para meu pesar, aposto que esta categoria vai rodar pelo elenco de "Modern Family", cada um vencendo num ano diferente.

Quem vai ganhar: Esta categoria é muito fácil de explicar. Ed O'Neill vence se a Academia achar que foi vergonhoso demais ter-se esquecido dele o ano passado, já depois de uma dezena de anos a ignorá-lo por "Married with Children" (o seu episódio escolhido, "The Kiss", pertence mais a todos do que a ele, logo não será por aí que ele há-de ganhar). Chris Colfer vence se a Academia ficar impressionada pelo seu talento vocal (em "Grilled Cheesus", não há um pingo da sua interpretação que seja engraçada, sendo até bastante pesarosa e deprimente com a sua personagem a preocupar-se com a morte do seu pai e, num dos melhores momentos da temporada da série, a cantar-lhe uma canção agarrando a sua mão) e pelo melodrama que imprime na série. Eric Stonestreet vence se Ty Burrell não conseguir vencer, tal como o ano passado. Stonestreet escolhe bem episódios (este ano escolheu "Mother's Day"), ao contrário de Burrell ("Good Cop, Bad Dog") o que lhe pode valer novo Emmy, caso a Academia não nutra o mesmo amor por Burrell que a maioria dos fãs da série sente. Jon Cryer não vai vencer, apesar de ser bastante impressionante no seu episódio, "The Immortal Mr. Billy Joel". Finalmente, Jesse Tyler Ferguson é, se formos a ver pelos episódios, o favorito a vencer (ele escolheu "Hallowe'en"), embora seja também o menos interessante dos seis personagens adultos da série.

Assim sendo, aposto que Ty Burrell ganha, uma vez que mesmo não tendo escolhido um bom episódio, surge em bom plano nos cinco episódios escolhidos pelos seus colegas, todos nomeados, o que o poderá beneficiar imenso. A minha dúvida reside só e apenas na distinta possibilidade de os quatro actores de "Modern Family" poderem repartir os votos e acabar por ser Chris Colfer a triunfar.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MIDNIGHT IN PARIS (2011)



"That's what the present is. It's a little unsatisfying because life is unsatisfying."


Midnight in Paris será certamente um dos melhores filmes da carreira de Woody Allen. Vê-lo (no cinema, recomendo totalmente) é uma enorme delicia e um reconfortante prazer. Vê-se com alegria, sente-se com felicidade e sai-se do cinema rendido à classe e ao charme de mais uma das muitas obras-primas de Woody Allen.


Concebido de forma verdadeiramente genial, com uma edição, uma fotografia e uma banda-sonora soberbas, que transportam o espectador para o coração de Paris, representado não só nas imagens (brilhantes!) da cidade, como também no retrato histórico desenhado por Allen e nas músicas escolhidas a dedo para cada instante de emoção.


Owen Wilson interpreta o papel de Gil Pender, um argumentista de Hollywood, com fama e currículo consolidados e que viaja para Paris com a sua noiva Inez (Rachel McAdams) e os seus futuros e asquerosos sogros, tentando encontrar inspiração para um romance que há muito deseja escrever. Cedo se percebem as enormes disparidades entre o casal e o fracasso a que a sua relação se encontra condenada. Gil é um homem simples, correcto, despretensioso e amante da história e das mentes brilhantes do passado. Inez é uma menina mimada, criada com luxo e extravagâncias, habituada a ter tudo e rendida às balelas que o seu amigo e historiador Paul (que com frequência tenta humilhar Gil) lhe enfia a toda as horas.


Gil é um apaixonado pela cidade de Paris, pela sociedade de Paris, pelos Anos 20 de Paris, pela história de Paris. É um romântico. É um sonhador. E quando no final de uma noite regada com vários copos de vinho tinto, se deixa passear sozinho pela cidade, acaba por encontrar um Peugeot Landaulet 184 do início do Século XX, que o conduz para a mais extraordinária, intrigante e inesperada aventura da sua vida. É então transportado para uma dimensão paralela, numa Paris do início do século passado, onde priva com algumas das mais carismáticas figuras que se imortalizaram pelas suas obras: Cole Porter, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Luis Buñuel, T.S. Eliot, Paul Gauguin e Henri Matisse. Entre esta sociedade imaginária, conhece Adriana (Marion Cotillard) a musa de Picasso e Hemingway, que o encanta com a sua beleza e a inteligência do seu olhar rebelde.


Midnight in Paris é mais um sonho que Woody Allen concretiza. Um história simples, ligeira, carregada de diálogos trabalhados pela inteligência e a sagacidade de um mestre. Com Midnight in Paris percebemos que se recordar é bom, viver é bem melhor.


Nota Final:
B+


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Woody Allen
Argumento: Woody Allen
Ano: 2011
Duração: 94 minutos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ENTOURAGE - THE FINAL SEASON



Tudo fica bem, quando acaba bem. Assim se pode resumir a oitava e última temporada de uma das séries que mais marcaram a minha adolescência. A irreverência que Entourage trouxe até à HBO em 2004 transformaram-na, rapidamente, num dos maiores sucessos da estação televisiva, criando um grupo de fans muito aguerridos, que nunca abandonaram a série, mesmo quando esta (durante a quinta e a sexta temporada) esteve pelas ruas da amargura.


Depois de uma consistente sétima temporada, Entourage acaba muito bem. Gostava de poder dizer que acaba em grande, mas diversas incongruências no seu argumento (que o leitor terá que descobrir durante os oito episódios) forçam-me a analisar Entourage como um crítico e não como um grande fan. Nesta oitava temporada, Vincent Chase (Adrian Grenier) sai da clínica de desintoxicação, para onde foi atirado no final da temporada passada, e regressa um homem novo, revitalizado e cheio de projectos e ideias. A esta nova vida da grande estrela de cinema, junta-se a série Johnny Bananas protagonizada pelo sempre hilariante Johnny Drama (Kevin Dillon), o divórcio de Ari Gold (a grande estrela de toda a série), o enguiço Eric Murphy-Sloan e as várias ideias milionárias de Turtle.


A última temporada de Entourage serve para resolver quase todos os problemas que se arrastaram ao longo de oito temporadas. No entanto, ficam várias dúvidas para esclarecer numa nona temporada (que não acredito que aconteça) ou, quem sabe, no tão aguardado filme sobre a série que sairá nos próximos anos. A única garantia que os fans têm é que a última temporada de Entourage não os deixou ficar mal. Doug Ellin bem que poderia sacar outro coelho da cartola. Rapidamente.

domingo, 11 de setembro de 2011

DOG DAY AFTERNOON (1975)



Um óptimo filme. Óptimo argumento, com diálogos muito bem escritos e momentos muito bem desenhados. Enorme interpretação de Al Pacino, que dá um brilho completamente diferente a um filme já de si muito bom. É daqueles filmes que precisa de um grande actor para se tornar inesquecível. Imaginar Dog Day Afternoon sem Al Pacino é como imaginar One Flew Over the Cuckoo's Nest sem Jack Nicholson ou Taxi Driver sem Robert De Niro. São interpretações assim que transformam o cinema numa arte tão bela. Existir alguém capaz de encarnar e reproduzir toda a angústia de um acto falhado, o desespero de um final imprevisível e inesperado, todas as emoções resultantes da atitude corajosa de um homem que se vê perdido à beira de um precipício. Tudo isso permite que Dog Day Afternoon se transforme num filme viciante, que se vê com imenso prazer.


Sonny Wortzik (Al Pacino), desesperado por dinheiro, decide assaltar um banco. Sem grande preparação, sem o sangue frio de um assaltante treinado e experiente, junta-se como seu companheiro Sal (John Cazale) e iniciam o assalto sem saberem muito bem o que estão a fazer nem o que esperar. Após os primeiros momentos de tensão, Sonny acalma todos os funcionários (a grande maioria mulheres histéricas) e compromete-se a não magoar ninguém. A adrenalina dos primeiros momentos do assalto acaba por dar lugar a uma enorme frustração quando percebe que o cofre se encontra praticamente vazio com pouco mais de mil dólares. Ainda Sonny não se encontrava recuperado deste choque, já o telefone tocava e Sonny se via cercado por centenas de forças policiais e a necessidade de iniciar as negociações com a polícia. A partir daqui somos brindados com um espectáculo de representação, em que Al Pacino demonstra o porquê de ser um dos maiores monstros do cinema.


Nota Final:
A-



Trailer:




Informação Adicional:

Realização: Sidney Lumet
Argumento:
Frank Pierson
Ano:
1975
Duração:
125 minutos

sábado, 10 de setembro de 2011

EMMY 2011: Melhores Actor e Actriz Convidados - Comédia



Com a cerimónia dos Emmy a ocorrer em breve (dia 18 de Setembro), chega a hora de eu abordar finalmente as principais categorias a prémio e discutir os méritos dos nomeados, de quem ficou de fora e quem terá maiores probabilidades de vencer.

As quatro categorias de hoje serão as de Actor e Actriz Convidado, Drama e Comédia. Decidi começar por estas pois os seus vencedores serão revelados já hoje nos Creative Arts Emmys. Depois de abordarmos as duas categorias dramáticas, é a vez das comédicas, começando por Melhor Actor Convidado - Comédia.



Will Arnett, "30 Rock"
Matt Damon, "30 Rock "
Idris Elba, "The Big C"
Zach Galifianakis, "Saturday Night Live"
Nathan Lane, "Modern Family"
Justin Timberlake, "Saturday Night Live"


Quem ficou de fora: Ninguém que eu considere gritante, mas sem dúvida que muitos terão ficado surpreendidos por ver Darren Criss ("Glee"), Will Forte e Cheyenne Jackson ("30 Rock") e outros diversos convidados de "Parks & Recreation" e "Modern Family" de fora, como por exemplo Adam Samberg e Matt Dillon.
Quem vai ganhar: A dúvida aqui é se a Academia considera ou não que Justin Timberlake já foi devidamente premiado com o Emmy de 2009 por também então ter apresentado o programa de variedades. Em teoria, ele é o candidato principal à vitória, com Galifianakis e Lane como outras grandes possibilidades. Ainda há que ter em conta que há uma estrela de cinema entre os nomeados (Matt Damon) que pode ser surpreendido com a vitória.

Quem devia ganhar: Esta é uma questão para a qual não tenho bem resposta. Eu vi o episódio de Zack Galifianakis e gostei, não vi o do Timberlake mas sei do que ele é capaz porque vi o de 2009. Parece-me a mim - que vou então descartar o Timberlake - que Nathan Lane é o mais forte competidor (mas não por este episódio, pela sua outra aparição em "Modern Family" na segunda temporada) e a seguir é Matt Damon.

Quem tem o melhor episódio: Idris Elba tem pouco com que trabalhar aqui, ainda para mais comparando com o que fez em "Luther", pela qual também está nomeado este ano. Em "Blue-Eyed Iris", Elba interpreta um homem que se envolve com Cathy e lhe permite perceber que não é uma relação fugaz que ela quer. Will Arnett ("30 Rock") já devia ter vencido antes mas tal não sucedeu. À sua terceira nomeação pelo seu Devon Banks, o imensamente popular actor foi dado pouco com que trabalhar em "Plan B", sendo de qualquer forma bastante divertido na sua interacção com Jack Donaghy (Alec Baldwin). Nathan Lane é propositadamente excêntrico e berrante e exagerado como Pepper, o amigo com uma personalidade bastante peculiar de Cameron e Mitchell. Em "Boys' Night", Lane tem o condão de ocupar o seu espaço e roubar a espaços a cena mas nunca dominando o episódio ou a comédia. É uma performance muito inteligente, ainda melhor na sua primeira aparição nesta temporada do que neste episódio escolhido. Quem tem o melhor episódio, para mim, é Matt Damon, que partilha a narrativa principal do episódio com Tina Fey (Liz Lemon), com quem o seu piloto Carol namora, em "Double-Edged Sword". À custa de uma avaria no motor, enquanto ele tenta acalmar os seus passageiros, ela origina uma espécie de motim, levando ambos a repensar a sua relação. Sendo ele um actor famoso e popular e sendo uma interpretação de qualidade inegável - ainda para mais num programa que mesmo cinco anos desde o seu início continua a merecer rasgados elogios da indústria - é fácil perceber como ele pode ganhar. Falando agora dos dois apresentadores do "Saturday Night Live"... No episódio de Zack Galifianakis, ele é divertido, engraçado, envolve-se bem nas piadas e nos sketches e mantém o pessoal entretido. Justin Timberlake tem a seu favor, além do episódio ser um sucesso (de audiências inclusive), mais duas nomeações para as suas duas músicas escritas por ele e Adam Samberg, o que é sinal que a Academia gostou mesmo do seu episódio. É o favorito à vitória.


Passemos agora à categoria de Melhor Actriz Convidada - Comédia. Quem sucederá a Betty White?



Elizabeth Banks, "30 Rock"
Kristin Chenoweth, "Glee"
Tina Fey, "Saturday Night Live"
Dot Marie Jones, "Glee"
Cloris Leachman, "Raising Hope"
Gwyneth Paltrow, "Glee"


Quem ficou de fora: Quatro nomes destacam-se na minha mente: Cynthia Nixon e Gabourey Sidibe ("The Big C"), principalmente porque as nomeações de Jones e Chenoweth são quase simpáticas demais para serem verdade e porque Idris Elba por muito menos conseguiu ser nomeado; Jennifer Aniston ("Cougar Town"), que obviamente apanhou o mesmo castigo que Courteney Cox e a restante malta da série, que não é de todo aquilo que a Academia aparentemente aprecia; e penso que não há desculpa para Parker Posey ("Parks & Recreation") ter sido esquecida. É um erro inquestionável da parte da Academia. Felizmente fugimos, este ano, a nomeações vindas do nada para Elaine Stricht, Queen Latifah e Susan Sarandon ("30 Rock"), Mary Tyler Moore ("Hot in Cleveland") ou Carol Burnett ("Glee") só porque são famosas. Mas Frances Conroy ("United States of Tara" e "How I Met Your Mother"), Jennifer Morrison ("How I Met Your Mother") e Celia Weston ("Modern Family") podiam ter tido uma palavra a dizer.

Quem devia ganhar: Sem qualquer dúvida, este prémio é de Cloris Leachman que transforma "Raising Hope" sempre que surge em cena, tal e qual Martha Plimpton. Diria Gwyneth Paltrow se ela se só tivesse aparecido aquela vez. A segunda participação na série é um desastre.

Quem vai ganhar: Tenho as minhas dúvidas que Cloris Leachman consiga roubar o ceptro a Gwyneth Paltrow, se bem que devia.

Quem tem o melhor episódio: Gwyneth Paltrow é contagiante e divertida e refrescante e energética em "The Substitute" o que, especialmente se quem votar não acompanhar a série, lhe garante quase de certeza a vitória. Não me lembro de ver Paltrow tão bem nalguma coisa como aqui - e a sua presença e carisma neste episódio fez-me lembrar a interpretação vencedora de Neil Patrick Harris o ano passado pela mesma série. Pena que tenha estragado este estado de graça com uma segunda participação horrorosa. Também em "Glee" mas no episódio "Rumours" surge Kristin Chenoweth, desta vez ainda com menos que fazer do que no episódio pelo qual foi nomeada o ano passado. Mesmo muito popular, é aquela que menos hipóteses tem de vencer. A outra nomeação por "Glee" - que quase parece por simpatia - é a de Dot-Marie Jones, que em "Never Been Kissed" nos permite desvendar um pouco mais por detrás da sua personagem, uma garota frágil e delicada debaixo de um exterior de aço. É honesta e é amigável e fácil de simpatizar com a sua treinadora, mas em termos de actuação não é nada de mais. Depois de ter sido injustamente esquecida o ano passado, é de ficar contente de ver Elizabeth Banks nomeada. A sua performance é engraçada e cheia de charme e, num ano mais favorável, ela poderia mesmo ter ganho. Com Alec Baldwin, compõem o outro fio narrativo do episódio "Double-Edged Sword", quando partem os dois para o Canadá e por acidente a sua filha nasce lá, para terror dos pais. Pela terceira vez que apresenta o "Saturday Night Live", Tina Fey já pouco apresenta de novo. O seu sketch de Sarah Palin teve piada, uma vez mais, mas não foi inovador. Assim sendo, não me parece plausível considerá-la como possibilidade. Assim sendo, só nos resta falar da outra grande competidora de peso e grande , Cloris Leachman. Vinte e duas nomeações no total e um recorde de oito vitórias - duas  nesta categoria por uma personagem igualmente louca e numa situação semelhante em dinâmica familiar em "Malcolm in the Middle" - Leachman nunca pode ser posta fora das contas. Embora o episódio que submeteu seja dos mais fracos da temporada ("Don't Vote for This Episode"), a sua interpretação é ainda assim verdadeiramente impressionante e se houver votantes que tenham acompanhado a série ou que tenham visto outros episódios submetidos para apreciação, as chances dela vencer são ainda maiores. Não sei se suficientemente altas para bater Paltrow, mas se há concorrente capaz de a vencer, é a octagenária Leachman.

E vocês, que pensam disto tudo?

[ÚLTIMA HORA] Vencedores do Festival de Veneza


Os grandes vencedores do Festival de Veneza acabaram de ser anunciados, numa cerimónia que sucedeu a sessão de encerramento do festival, que ficou a cargo de "Damsels in Distress" de Whit Stillman. Mais logo viremos analisar como decorreu o festival e os títulos que de lá saíram que poderão fazer mossa na campanha aos Óscares do outro lado do Atlântico. Para já, cá ficam os vencedores, uma lista muito diversa com grande - e curiosa - predominância asiática e com um vencedor bastante polémico e inesperado:


Leão de Ouro:
  "Faust", Alexander Sukurov

Leão de Prata (Melhor Realizador):
  Shangjun Cai, "People Mountain, People Sea"



Copa Volpi para Melhor Actor:
Michael Fassbender, "Shame"

Copa Volpi para Melhor Actriz:
  Deanie Yip, "A Simple Life"

Grand
e Prémio do Júri:
  "Terraferma", Emmanuele Crialese

Prémio Marcelo Mastroianni (Melhor Novo Actor ou Actriz):
Shota Sometami, Fumi Nikaido, "Himizu"

Osella para Melhor Argumento:
Yorgos Lanthimos, "Alps"

Osella para Melhor Fotografia:
Robbie Ryan, "Wuthering Heights"

Prémio FIPRESCI:
  Em Competição (Venezia 68): “Shame”
Fora de Competição: “Two Years”

Prémio SIGNIS:
“Faust”
Menção Honrosa: “A Simple Life”

Leão de Ouro do Futuro:
“Là-Bas”

Prémio Cinema Europeu - Fora de Competição:
“Présumé Coupable (Guilty)”

Prémio Pequeno Leão de Ouro (Leoncino d’Oro Agiscuola):
“Carnage

Prémio UNICEF:
“Terraferma”

Prémio Francesco Pasinetti (SNGCI):
“Terraferma

Prémio Brian:
“The Ides of March”

Prémio Leão Queer (Melhor Filme LGBT):
“Wilde Salome

Prémio Arca CinemaGiovani:
  “Shame” e “L’ultimo terrestre

Prémio CinemAvvenire:
“Shame”

Prémio Inovação Digital:
“Faust”
Menção Honrosa: “Kotoko”

Prémio Rato de Ouro:
“Killer Joe”
Rato de Prata: “Kotoko”

SECÇÃO ORIZZONTI:

Premio Orizzonti
(Longa-Metragem):
"Kotoko"

Prémio do Júri (Longa-Metragem):
"Whores’ Glory"

Prémio Orizzonti (Meia-Metragem):
"Accidentes Gloriosos" 

Prémio Orizzonti (Curta-Metragem):
"In attesa dell'avvento"

Menções Especiais:
"The Orator"
"All The Lines Flow Out"


Leão de Ouro de Carreira:
Marco Bellocchio

Prémio Jaeger-LeCoultre:
Al Pacino

EMMY 2011: Actor e Actriz Convidados - Drama



Com a cerimónia dos Emmy a ocorrer em breve (dia 18 de Setembro), chega a hora de eu abordar finalmente as principais categorias a prémio e discutir os méritos dos nomeados, de quem ficou de fora e quem terá maiores probabilidades de vencer.

As quatro categorias de hoje serão as de Actor e Actriz Convidado, Drama e Comédia. Decidi começar por estas pois os seus vencedores serão revelados já hoje nos Creative Arts Emmys. Começamos pela categoria de Melhor Actor Convidado - Drama.


Beau Bridges, "Brothers and Sisters"
Jeremy Davies, "Justified"
Bruce Dern, "Big Love"
Michael J. Fox, "The Good Wife"
Paul McCrane, "Harry's Law"
Robert Morse, "Mad Men"

Quem ficou de fora: Penso que não há grandes vítimas nesta categoria, se bem que considero que há razão para Scott Porter ("The Good Wife"), Joe Manganiello ("True Blood"), Michael Emerson ("Parenthood") e Johnny Lee Miller ("Dexter"), entre outros, para reclamar um lugar entre estes nomeados.

Quem vai ganhar:  Em teoria, o prémio seria de Michael J. Fox e provavelmente será ele quem vá ganhar, embora me pareça que Jeremy Davies e Paul McCrane possam também vencer, não sendo surpresa para ninguém. O único nome que riscaria desde logo da corrida é o de Robert Morse.

Quem tem o melhor episódio: "Brody" é um excelente episódio para Beau Bridges, que garantiu a sua quarta nomeação nas categorias de actor convidado nos últimos cinco anos. Tem muito tempo de ecrã, dá para nos apercebermos da sua personalidade extrovertida, carismática e confiante e a sua enorme química com Sally Field é por demais evidente. Jeremy Davies tem aquele que é, para mim o melhor episódio do grupo. Em "Reckoning", o seu personagem Dickie é perseguido e depois arrastado para o mato e capturado por Raylan, numa interpretação brilhante por parte de Davies. Éo o meu favorito pessoal à vitória, se bem que penso que não é quem vai vencer. Michael J. Fox é o óbvio candidato à vitória, com apenas um senão: ele não conseguiu vencer o ano passado nesta mesma categoria, com este mesmo papel, por um episódio bastante mais forte (também era impossível bater John Lithgow de qualquer forma) do que este "Real Deal". Ainda assim, o vencedor de três Emmy - um nesta categoria em 2009 por "Rescue Me" - não pode ser desprezado, mesmo com uma interpretação mais controlada e subtil do que é costume. Engraçado que Bruce Dern cá apareça quando em outros anos ele esteve tão mais forte e ainda por cima no episódio submetido é Grace Zabriskie, que interpreta a sua esposa, que rouba cenas. Ainda assim, o seu diálogo com o seu filho sobre a sua mulher em "D.I.V.O.R.C.E." é devastador. Depois de três nomeações em quatro anos, o Bert Cooper de Robert Morse abandona de vez a firma de publicidade de "Mad Men", numa das cenas mais tensas e excelentemente interpretadas do episódio. Contudo, em "Blowing Smoke", além desta cena, pouco mais tem Morse a fazer, o que exclui quase de imediato que ele tenha sequer qualquer hipótese de conseguir vencer. Finalmente, falemos do grande ponto de interrogação da categoria, Paul McCrane. É a melhor interpretação dos seis a par de Davies - em "With Friends Like These", o seu advogado despe-se em pleno tribunal em protesto quando o júri não concorda com o seu discurso - e ter a seu lado David E. Kelley, que já levou 34 actores de séries suas a vencer Emmys, ajuda imenso.

Quem devia ganhar: De entre estes nomeados, Jeremy Davies ou Michael J. Fox.


Agora falando de Melhor Actriz Convidada - Drama que, pelo primeiro ano desde que me lembro, não contém qualquer nomeada vinda da série "Law & Order: Special Victims' Unit", pela qual venceu o ano passado Ann-Margret.



Cara Buono, "Mad Men"
Joan Cusack, "Shameless"
Loretta Devine, "Grey's Anatomy"
Randee Heller, "Mad Men"
Mary McDonnell, "The Closer"
Julia Stiles, "Dexter"
Alfre Woodard, "True Blood"

Quem ficou de fora: Acho que Rebecca Creskoff ("Justified") tem razões de queixa noutras categorias além desta, bem como Mary-Beth Peil ("The Good Wife") e Anika Noni Rose ("The Good Wife") que podiam muito bem ter entrado no número elevado de nomeações que a sua série conseguiu. Também Gretchen Mol ("Boardwalk Empire") sai excluída sem eu perceber bem porquê.

Quem devia ganhar: Entre os nomeados, Joan Cusack e Julia Stiles são sem dúvida as duas favoritas e provavelmente será uma delas a vencer, daí que teremos sempre uma vitória merecida. A minha preferência pessoal vai para Joan Cusack.

Quem vai ganhar: É uma luta a duas entre Julia Stiles e Joan Cusack, o que quer dizer que a Showtime sairá sempre vitoriosa nesta categoria, a não ser que algo muito inesperado aconteça. À partida, Julia Stiles tem mais tempo de ecrã mas Joan Cusack tem o nome, a idade, a reverência e a interpretação necessárias para levar o prémio para casa.

Quem tem o melhor episódio: A interpretação mais consistente é a de Joan Cusack, que em "Frank Gallagher: Loving Husband, Devoted Father" se exibe a alto nível, quando a sua agorafóbica personagem fica de tomar conta de um bebé que foge para o jardim e que a obriga a medidas drásticas para o recuperar. É uma actuação impressionante, que só peca por não ser possível submeter outros episódios anteriores para explicar mais ao pormenor a complexidade da condição da personagem. Ainda assim, é a mulher a abater. E a única com grande possibilidade de o fazer é Julia Stiles, quase estreante nestas coisas da televisão, que se bate bem com Dexter Morgan (Michael C. Hall) nesta temporada de "Dexter". Em "In The Beginning", somos quase obrigados a abraçar a sua personagem, que se junta a Dexter para procurar um dos assassinos de que foi vítima. É um episódio bastante intenso e forte. Se há alguém que possa ser considerado o dark horse da categoria, é Loretta Devine. Ela, que se arrasta por "Grey's Anatomy" já lá vão muitos anos, teve este ano uma história de relativa importância na série, ao ser diagnosticada com Alzheimer. No seu episódio, "This Is How We Do It", a sua personagem é confrontada com a notícia e atravessa um espectro largo de emoções, da raiva à aceitação, pondo tudo em causa. Uma vez que Kate Burton, duplamente nomeada por uma narrativa semelhante na mesma série há alguns anos atrás, nunca venceu, também me parece difícil acreditar que será Devine a vencer. Em "Chinese Wall", Faye Miller (a personagem de Cara Buono), apaixonada por Don Draper, decide contar-lhe alguns segredos para o poder ajudar no negócio, pensando ingenuamente tratar-se de um gesto para com quem ama. Mais tarde, a sua ira é incandescente, irrompendo pelo gabinete de Draper e respondendo-lhe à medida quando descobre a sua traição. É o melhor episódio dos seis, mas o seu tempo de ecrã é tão escasso que não me parece que ela tenha qualquer hipótese. Mary McDonnell pouco faz também no seu episódio, "Help Wanted", em que ela entrevista e selecciona candidatos para um cargo policial. Já que falamos em tempo de ecrã, é altura de abordar Alfre Woodard, nomeada por dois ou três minutos de aparição em "True Blood". A actriz faz, todavia, esses poucos minutos contar, quando na sua cena ela agride o seu filho física, verbal e psicologicamente. Finalmente, falta falar de Randee Heller, que conseguiu o impensável: uma nomeação para a sua formidável - e inolvidável - Miss Blankenship, uma favorita do público, que perece no seu episódio "The Beautiful Girls", deixando Draper e a sua equipa a discutir a melhor forma de se ver livre dela sem que nenhum cliente se aperceba.

E vocês, que acham?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ZEITGEIST (2007)



"The religious myth is the most powerful device ever created, and serves as the psychological soil upon which other myths can flourish"


Não tenho dúvidas em afirmar que é um dos melhores documentários que alguma vez vi. Quer seja verdade ou mentira tudo aquilo que aqui é dito, há que reconhecer a qualidade da informação que nos é transmitida e a forma consistente e credível com que é suportada. Profundamente perturbador e eficazmente controverso, Zeitgeist desmonta alguns dos temas mais delicados da nossa sociedade e fá-lo sem medo.

A começar com o cristianismo e as suas origens, Peter Joseph expõe-nos um sem número de argumentos que nos permitem perceber a dimensão da possível montagem que existe por detrás do maior movimento cívico da história. Mas isto, caros leitores, é apenas o começo de uma viagem que atira para o caixote do lixo algumas das ideias mais básicas da nossa sociedade e que tem, como ponto alto, a demonstração daquilo que poderá ter sido o 11 de Setembro: um monstruoso estratagema montado para iludir a população e forçar a investida bélica nas sociedades do médio oriente.

Penso ser uma obrigação, cívica e moral, por parte de todo e qualquer cidadão, ver este documentário. E se possível, os subsequentes que Peter Joseph faz questão de divulgar de forma livre e gratuita, para que se possa distribuir por todos e para que ninguém utilize o argumento da crise como forma de o evitar.

Nota Final:
A


Trailer:




Informação Adicional:

Realização: Peter Joseph
Argumento:
Peter Joseph
Ano:
2007
Duração:
118 minutos

SUBMARINE (2010)



"Most people think of themselves as individuals. That there's no one on the planet like them. This thought motivates them to get out of bed, eat food and walk around like nothing's wrong."

Oliver Tate (Craig Roberts) é o típico jovem adolescente em plena crise existencial. Os seus pais passam uma fase menos feliz e, por mais que se esforce, não consegue criar amizade com os seus colegas. Sem actividades extra-escolares, fechado no seu quarto numa casa isolada, Oliver tem demasiado tempo para pensar. É um jovem culto e interessante. Sofre, no entanto, de um trágico mal: a sua infeliz capacidade de prever e idealizar aquilo que lhe irá acontecer, leva-o a um constante tormento e sofrimento, apenas atenuado pelos problemas dos seus pais, que sente serem superiores e mais relevantes que os seus.


Decide, certo dia, aproximar-se de Jordana Bevan (Yasmin Paige), uma jovem rebelde que é sua colega. Decide que, para a conseguir conquistar, terá que se adaptar ao seu estilo de vida, à sua forma de pensar, para depois a poder incentivar a mudar. De forma algo surpreendente, o jeito inocente e desajeitado de Oliver consegue conquistar a confiança de Jordana que o aceita como seu namorado e companheiro. Após os primeiros quinze dias de uma relação que Oliver descreve como "an atavistic, glorious fortnight of lovemakin'", os problemas dos seus pais (acentuados pela aproximação de Graham Purvis, vizinho da família e o primeiro grande amor da sua mãe) e a grave doença da mãe de Jordana, obrigam Oliver a descalçar um par de botas especialmente delicado.


Richard Ayoade saiu-se bem na sua estreia como realizador. Acertou em cheio na banda-sonora ao convidar Alex Turner, que aplicou todo o seu génio na criação de músicas que alicerçam um filme que por si só já se encontra bastante bem editado e organizado. Acertou em cheio no leque de actores que escolheu: Craig Roberts poder-se-á tornar num caso bastante especial no futuro do cinema inglês, ao qual se junta Noah Taylor (pai de Oliver) que encarna uma personagem profundamente soturna, solitária e depressiva, onde o simples olhar transmite uma mágoa assustadora. Por fim, Ayoade acertou em cheio no argumento. A sua adaptação da obra de Joe Dunthorne e a forma astuta e arrojada com que a transportou para o cinema, poderão, facilmente, transformar Submarine num dos filmes de culto da nova geração. Veremos o que o futuro reserva a Ayoade.

Nota Final:
B+



Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Richard Ayoade
Argumento: Joe Dunthorne (original) e Richard Ayoade (adaptação)
Ano:
2010
Duração:
97 minutos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

X-MEN: FIRST CLASS (2011)



Desde sempre fui um apreciador de X-Men. Por isso mesmo, não consegui resistir a mais um filme sobre mutantes. Mas não foi só por isso que peguei nesta que poderá vir a ser uma das mais bem sucedidas sequências de filmes da Marvel. Matthew Vaughn, depois de surpreender em Stardust, obter grande admiração com o inesperado super-herói Kick-Ass (cuja sequela já se encontra prevista), volta agora a colocar bem alta a fasquia. Christopher Nolan tem alguém a morder-lhe os calcanhares! Não acredito que algum dia se aproxime daquilo que Nolan já fez com Batman, mas, pelo menos, garante aos admiradores do género, um futuro muito interessante para as adaptações dos super-heróis da Marvel.


O mais recente filme de X-Men conta-nos como tudo começou. Como Charles Xavier (James McAvoy), mais tarde conhecido como Professor X, deu início às suas investigações de uma nova geração de seres humanos com mutações que resultaram dos efeitos da radiação produzida pela Segunda Guerra Mundial. Mostra-nos quem era Magneto (Michael Fassbender) e de onde surgiu a rivalidade com o Professor X. No filme, aparecem ainda Mystique (Jennifer Lawrence) e a Besta (Nicholas Hoult), dois dos mais emblemáticos personagens da série.


E neste primeiro filme de Vaughn que eu espero, sinceramente venha a produzir mais duas ou três sequelas (tem qualidade suficiente para isso), o Charles Xavier, um promissor Professor de Genética acabado de se formar em Oxford, é contactado pela CIA para ajudar a resolver aquele que parece ser o início de uma Terceira Guerra Mundial. Estamos na década de 60 e Kennedy é o Presidente dos Estados Unidos. Xavier reúne uma equipa, onde junta Magneto, um jovem judeu que ficou orfão às mãos dos alemães na Segunda Grande Guerra. A sua união resulta de um objectivo comum: Deter Sebastian Shaw (Kevin Bacon), também ele mutante, que pretende criar um conflito entre as duas grandes nações do mundo. Shaw movimenta-se muito bem e consegue criar fortes influências em ambos os governos, manietando-os a seu belo prazer. Mais? Não vou contar para obrigar o leitor a descobrir uma das mais agradáveis e divertidas surpresas de 2011!


Para terminar, não posso deixar de referir que McAvoy é um excelente Professor X e Fassbender um óptimo Magneto! E que todo o restante elenco foi muito bem pensado. Matthew Vaughn está de Parabéns, mais uma vez.



Nota Final:
B


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Matthew Vaughn
Argumento:
Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn
Ano:
2011
Duração:
132 minutos