Dial P for Popcorn: THE IMPOSSIBLE (2012)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

THE IMPOSSIBLE (2012)



Dois rascunhos apagados e terceira tentativa de vos falar sobre The Impossible. Não é fácil escrever que não fiquei particularmente tocado e que não embarquei na onda eufórica de emoção à volta deste filme. E porque o bom do nosso mundo é cada um ter a sua opinião, The Impossible não me entusiasmou. Mas é um filme interessante. Não o nego. E sei que na TVI (ou na SIC) vão esfregar as mãos de contentes por terem mais um filme para passar vezes sem conta no Natal, na Passagem de Ano e nos Domingos à tarde em que não se dedicam a estupidificar o povo português com bailarinas pimba e playbacks dos irmãos Carreira e da família Malhoa (e mesmo quando não estão nesta palhaçada, conseguem escolher os mais insignificantes filmes feitos nos últimos 30 anos, que repetem ano após ano).


É uma história de amor, coragem e persistência que nos faz sentir orgulhosos das capacidades do ser humano. Em situações limite, cada um consegue ir buscar uma força que julgava desconhecida e, no caso do Tsunami do Índico, a provação humana chegou aos seus limites. A coragem dos milhares que, feridos (física e emocionalmente) se ergueram dos escombros e lutaram pela vida e pela dignidade, recebeu com este filme uma meritória homenagem. Embora se centre na história de luta de uma jovem família que decide resistir à separação forçada pela Natureza, todos os que sofreram com esta tragédia, certamente se sentiram reconhecidos nas varias personagens deste filme.


Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor)  decidem viajar até à Tailândia para um Natal à beira do paradisíaco calor do mar Índico. Juntamente com os seus três filhos, desfrutam das maravilhas de uma estadia de sonho. São felizes. Ali e em qualquer do mundo. Até que o Oceano se revolta perante a felicidade idílica desta família. The Impossible retrata a história, verídica, da luta de cada um dos 5 elementos desta família, e da sua desesperada tentativa de se reunirem. Com dois dos actores mais subvalorizados do cinema (Naomi Watts e Ewan McGregor), The Impossible é uma receita de sucesso. E é fácil perceber o impacto que causou nas salas de cinema.

Nota Final: 
B (7/10)


Trailer:



Informação Adicional:
Realização:  Juan Antonio Bayona
Argumento: Sergio G. Sánchez e María Belón
Duração: 114 minutos
Ano: 2012

4 comentários:

João Gomes disse...

De facto, também não me entusiasmou, com excepção da cena do tsunami propriamente dito, brilhantemente executada e que, para mim, inclui o climax emocional do filme: o momento em que as personagens da Naomi Watts e do Tom Holland se conseguem finalmente alcançar e abraçar no meio de todo aquele caos em movimento.
E é esse para mim um dos principais problemas do filme. O melhor momento ocorre no máximo 15-20 minutos após o início, e aquele que penso ser o climax pretendido pelo realizador, acaba por parecer apenas um feliz acaso, perdendo algum impacto emocional.

João Samuel Neves disse...

Caro João,

Totalmente de acordo. Não o referi aqui na crítica, mas sem dúvida que o momento do Tsunami é o momento do filme. Penso que depois se dispersa um pouco e as personagens não agarram o espectador como seria de esperar depois do impacto da cena inicial.
Obrigado pelo teu comentário.
Um abraço,
João

O Narrador Subjectivo disse...

Pelos actores já vale a pena. Gostava era que deixassem de comercializar este filme como "Lo Imposible" :P

António disse...

Apesar de estar de acordo com a maior parte das coisas escritas, acho que falta um elogio mais vincado a mais uma prestação fortíssima de Naomi Watts, que é, como muito bem referiste, uma das actrizes mais subvalorizadas no cinema actual. O talento dela é imenso... Quem não se lembra dela em Mulholland Drive ou 21 Gramas, por exemplo?

Cumprimentos