Dial P for Popcorn: 10 for the Oscars - Oscars for 10
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sábado, 20 de outubro de 2012

Há público para nova edição?


Cá no DPFP estamos sempre interessados em repetir iniciativas cujo resultado final nos agrada. Apesar da falta de receptividade, gostávamos de ter mais gente connosco a prever os Óscares, porque só com companhia é que isto se torna divertido. Dito isto...


Lembram-se do 10 FOR THE OSCARS - OSCARS FOR 10?



Pois é, queríamos trazer essa iniciativa de volta, com algumas (bastantes) mudanças e um novo formato... Há interessados?

Podem ver o que se fez na temporada anterior (por assim dizer) AQUI.

terça-feira, 1 de março de 2011

10 FOR THE OSCARS, OSCARS FOR 10 - Previsão Colectiva (Óscares)



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Só para terminar, faltou-nos falar dos vencedores da nossa Previsão Colectiva. Não sei como fizeram os nossos leitores aí em casa, mas espero que nos deixem também a vossa percentagem de acertos.


Entre nós, tivemos um empate a três. Nas oito categorias principais (as únicas para as quais eu tinha previsão do Samuel Andrade), todos - excepto o Gonçalo - conseguimos a mesma pontuação: 7 em 8 correctas (o Pedro também tinha, tal como o Gonçalo, "The Social Network" previsto para Melhor Filme, mas na última hora e via Facebook alterou-a correctamente). 

Excluindo as categorias das curta-metragens, para as quais só eu, o Gonçalo e o Tiago fizemos previsão, ficando portanto com 21 categorias no total, não houve vencedor, houve um empate a três: eu, o Tiago Ramos e o Diogo Figueira conseguimos o mesmo resultado, 15 correctas em 21 categorias. A aposta em "Inception" para Argumento Original saiu mal ao Diogo, a minha aposta em "The King's Speech" para Edição (já nem falo em "Incendies" para Filme Estrangeiro) foi ridícula e a aposta do Tiago em "I See The Light" também não se saiu bem. De qualquer forma, ficámos todos muito perto uns dos outros.

Se contarmos com as curtas-metragens, continuamos a ter um empate, porque eu e o Tiago Ramos acertámos nas previsões para Curta - Documentário e Curta - Live Action, errando ambos a Curta - Animação e portanto conseguindo um 'score' final de 17 em 24 o que, se olharmos aos resultados dos críticos internacionais, bem mais veteranos nisto, é bastante bom.


Das minhas apostas, as que me dão mais orgulho, além das curtas-metragens, é sem dúvida a que fiz em "We Belong Together", que mais nenhum de nós fez, apesar de saber, por exemplo, que é a favorita na categoria para o Pedro Ponte.


Deixo-vos abaixo então com o nosso boletim de voto, por assim dizer e espero que partilhem cá o vosso também. Agradeço, uma vez mais, aos meus convidados por terem sido impecáveis em partilhar do meu interesse por este jogo preditivo. E para o ano há mais.

 (podem clicar para ampliar)



10 FOR THE OSCARS, OSCARS FOR 10 - Último Meeting (Parte 2)



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Com uns dias de atraso, é verdade, mas como também não era incisiva para a cerimónia em si, decidi só publicar a nossa segunda parte da conversa hoje. Aqui vos deixo com o último segmento desta nossa iniciativa. Espero que deixem ficar também as vossas opiniões.



ALGUMA CATEGORIA NOVA QUE ACRESCENTASSEM?

DIOGO: Melhor Cena.

GONÇALO: Não acrescentava nenhuma nova, mudava era as regras das que já existem.

JOÃO: Categoria do Público, em que por votação no sítio dos Óscares, o público escolheria os nomeados e os vencedores de uma categoria para melhor filme.

JORGE: Acrescentar não acrescentaria nenhuma (talvez Melhor Elenco?), até porque elas já são demasiadas. Mudaria regras, sim, como o Gonçalo sugeriu, para haver mais uniformidade no número e qualidade dos nomeados, para haver igualdade entre os diferentes ramos da Academia.

PEDRO: Talvez Melhor Design ou Efeitos Gráficos, que de certa forma está associado aos efeitos especiais mas que requerem imenso trabalho.

SAMUEL: Julgo que não seria descabida a inclusão de uma categoria que premiasse o elenco de um filme; desta forma, seria possível galardoar títulos onde abunda a química entre os actores e com fantásticas interpretações. Paralelamente gostaria de ver a criação de uma cerimónia promovida pela Academia que premiasse os melhores trabalhos em promoção (poster, trailer, etc.) cinematográfica.

TIAGO: Talvez Melhor Banda Sonora Não Original/Adaptada.



ALGUMA CATEGORIA QUE ACHAM QUE PODIA SER ELIMINADA?


DIOGO: Alterava as regras relativas à “originalidade” da banda-sonora.

GONÇALO: Nenhuma. Acho que o equilíbrio foi alcançado com a categoria de Melhor Filme de Animação. 

JOÃO: Maquilhagem.

JORGE: Tendo em conta o mau uso que se faz da categoria, eu era capaz de sugerir a remoção de Melhor Canção Original – mas note-se: se ela continuar com estas regras ridículas.

PEDRO: Não consigo "dispensar" nenhuma. Todas as que lá estão premeiam trabalho de qualidade, sejam nas técnicas ou nas que menos interesse despertam  (curtas/documentários), enquanto as restantes são a raison d'être da cerimónia.

SAMUEL: Não dispensaria categorias, mas sim certas regras associadas a algumas das existentes (ex.: Banda Sonora).

TIAGO: Todas elas me parecem justas.


SE PUDESSEM ATRIBUIR UM ÓSCAR A ALGUÉM ESTE ANO, QUEM SERIA?


DIOGO: SHUTTER ISLAND.

GONÇALO: É ridículo que o THE GHOST WRITER não esteja presente na lista de nomeados. Foi facilmente um dos filmes do ano, com uma das melhores realizações e um dos melhores argumentos. SHUTTER ISLAND é outro: merecia estar nomeado em, pelo menos, melhor filme, melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor actor principal. E enfim, o Clint Mansell merecia o Óscar de melhor compositor (já merece há alguns anos, diga-se).

JOÃO: Javier Bardem (BIUTIFUL).

JORGE: Ryan Gosling (BLUE VALENTINE), Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg pelo argumento de THE KIDS ARE ALL RIGHT e, sem qualquer dúvida, Robert Richardson pela fotografia de SHUTTER ISLAND.

PEDRO: BLACK SWAN/Ryan Gosling/Matthew Libatique/Trent Reznor [n.d.r. Trent Reznor ganhou mesmo o Óscar].  

SAMUEL: Já é altura de Roger Deakins arrecadar uma estatueta por Melhor Fotografia. E seria um autêntico prazer ouvir, no Kodak Theatre, o anúncio do nome de Trent Reznor pela banda sonora de THE SOCIAL NETWORK… [n.d.r. Trent Reznor ganhou mesmo o Óscar]

TIAGO: [APARTE: Não sei se percebi muito bem esta questão. THE SOCIAL NETWORK merecia um Óscar, Natalie Portman merecia um Óscar, muita gente merecia um Óscar... É dos nomeados ou não nomeados; n.d.r. Era indiferente] De qualquer modo, escolho... I AM LOVE.
                               


ESCOLHAM UM ACTOR, UM FILME E UM ARGUMENTO DO PASSADO QUE NÃO DEVIAM TER PASSADO SER RECEBER UM ÓSCAR.


DIOGO: A CLOCKWORK ORANGE (Melhor Filme), Julianne Moore (Melhor Actriz), MAGNOLIA (Melhor Argumento).

GONÇALO: Duas palavras: CITIZEN KANE. E em relação ao de argumento (foi o único Óscar que o CITIZEN KANE recebeu)... Tanto por onde escolher... Bem, digo o que me vem agora à cabeça: THE SIXTH SENSE.

JOÃO: THERE WILL BE BLOOD, o argumento de MEMENTO e Jack Nicholson no SHINING.

JORGE: Eu aqui nem consigo dizer só um por tema. BROKEBACK MOUNTAIN, L.A. CONFIDENTIAL, RAGING BULL e CITIZEN KANE perderem Melhor Filme, por exemplo. Mike Leigh ter perdido Melhor Argumento sete vezes mas gente como Paul Haggis já ter vencido duas vezes. E lendas do ecrã como Glenn Close, Sigourney Weaver, Julianne Moore, Michelle Pfeiffer, Annette Bening, Deborah Kerr não terem nenhum Óscar e Hilary Swank e Jodie Foster terem dois cada uma. Nem comento.

PEDRO: PULP FICTION; Sidney Poitier (IN THE HEAT OF THE NIGHT); EASY RIDER (Peter Fonda, Dennis Hopper, Terry Southern).

SAMUEL: Filme – CITIZEN KANE, em 1941; Actor – Ralph Fiennes, por SCHINDLER’S LIST, em 1993; Argumento – BEING THERE, em 1979.

TIAGO: THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON (Argumento). Julianne Moore. THERE WILL BE BLOOD.


QUAL FOI A PRIMEIRA CERIMÓNIA A QUE ASSISTIRAM?


DIOGO: 2003.

GONÇALO: Creio que foi em 2001 [N.B. Cerimónia de 2002], quando o primeiro Senhor dos Anéis foi nomeado... Fiquei tão contente quando vi, anos mais tarde, o terceiro ganhar tudo.

JOÃO: Este ano será a primeira.

JORGE: A primeira que vi mesmo foi em 1997 [N.B. Cerimónia de 1998], mas só lhes comecei a dar mesmo importância desde 1999-2000 (AMERICAN BEAUTY ganhou).

PEDRO: 1998 (vencedor: TITANIC).

SAMUEL: Foi em 1991 [N.B. Cerimónia de 1992], numa cerimónia em que vi O SILÊNCIO DOS INOCENTES sair vencedor e ouvi falar, pela primeira vez, num actor fenomenal chamado Anthony Hopkins.

TIAGO: Não faço ideia…


POR ÚLTIMO, PEÇO QUE ME FAÇAM UM SUCINTO BALANÇO DO ANO CINEMATOGRÁFICO DE 2010.


DIOGO: É positivo, está claro. A meu ver, foi mais interessante do que 2009/2010, com grandes nomes como Scorsese, Coppola, os Coen, Fincher, Kiarostami, Noé, Allen, Iñarritu, Eastwood, entre tantos outros, a trazerem-nos aquilo que melhor sabem fazer, embora alguns não tenham passado sem deixar certa desilusão por trás. Na animação houve três filmes que adorei mesmo (TOY STORY, HOW TO TRAIN YOUR DRAGON, TANGLED) e um do qual gostei (THE ILLUSIONIST), um ratio que já não acontecia há algum tempo. O cinema português não esteve bom, mas teve coisas interessantes e já teve anos piores (falta-me ver o FILME DO DESASSOSSEGO e o JOSÉ E PILAR). Para o ano, não teremos, infelizmente, alguns dos nomes de que falei, mas teremos outros igualmente magníficos, como Almodóvar, Lars von Trier, Malick, etc. Muita pena, e certa angústia, por ainda ter de esperar por mais uma peça do brilhante Paul Thomas Anderson.

GONÇALO: Uma boa dose de excelentes filmes, mas não muitos a que possa chamar de Obra-Prima. Olhando para as nomeações deste ano, por exemplo, vê-se que não há muitos filmes que mereçam essa designação, aliás... Creio que foi uma boa temporada, mas não excelente. Faltaram, talvez, algumas grandes surpresas, alguns grandes novos autores. Os grandes mestres (Scorsese, Polanski, Kiarostami...), e os grandes filmes vieram de onde se esperava (Aronofsky, Fincher...), mas de resto...

JOÃO: Positiva. Pena só ter produzido em quantidade e em qualidade no final o ano. São três meses que compensam nove de profunda pobreza (tirando algumas excepções, claro).

JORGE: O meu balanço pessoal está feito no blogue, mas partilho aqui algumas palavras também. Penso que foi um bom ano, a começar bem a nova década, com grandes nomes do cinema a mostrarem-nos novos projectos de qualidade, mostrando que ainda estão no topo da sua forma, com os nomes emergentes da actualidade a consolidarem a sua reputação como mestres e com novos e promissores aprendizes a surgirem com obras de inegável talento e mérito. De realçar ainda o culminar de uma década espectacular de animação, muito devida à força crescente da Pixar e da Dreamworks no mercado mundial e uma brilhante década também para os documentários, rejuvenescidos desde o par de obras-primas que Michael Moore deitou cá para fora no virar do século. Esperemos que o novo ano nos proporcione grandes e iguais alegrias.

PEDRO: Parece-me que foi uma temporada bastante razoável. Não houve mais que 5 filmes que tenham maravilhado no sentido real da palavra, mas houve imensa qualidade. E é para isso que estes prémios deviam existir, para premiar qualidade. Outra coisa que faz é incitar o debate, dividindo-nos em grupos consoante os nossos favoritos. E nesse aspecto 2010 foi um ano excepcional.     

SAMUEL: Dominado pelo protagonismo (para mim incompreensível) de THE SOCIAL NETWORK, este foi um ano onde, uma vez mais, o cinema independente ou a beirar o mainstream revelou-se original e/ou desafiador. Basta ver os exemplos de BLACK SWAN ou de WINTER’S BONE para se chegar a essa conclusão.

De 2010, não posso deixar de destacar INCEPTION, sem dúvida um dos blockbusters mais inteligentes que Hollywood produziu nos últimos anos e que se encontra merecidamente nomeado para Melhor Filme.

Houve, também, boas revelações no que toca a actrizes: Jennifer Lawrence, Hailee Steinfeld e Chlöe Moretz são valores seguros para o futuro da indústria e com carreiras muito promissoras.

Por fim, de salientar que 2010 ainda não é o ano em que o fenómeno 3D, a mais recente “cartada” de Hollywood para aumentar receitas de bilheteira, ganhou consensos. As experiências (a meu ver) falhadas de ALICE IN WONDERLAND ou TRON: LEGACY comprovam-no, dois títulos que são melhor desfrutados se visualizados no formato dito original.

TIAGO: No geral foi um bom ano, com grandes filmes, boas produções... Desempenhos de elevada qualidade, bastantes filmes muito bons, um regresso a algum classicismo, mas simultaneamente com um grande travo de modernidade.



No fim das contas, só me resta agradecer ao brilhante elenco de convidados que aceitaram de bom grado o meu convite, não só os geniais Gonçalo Trindade, Pedro Ponte, Diogo Figueira, Samuel Andrade e Tiago Ramos, que contribuíram em todos os encontros, mas também ao "nosso" João Neves que acabou de assistir aos seus primeiros Óscares fruto da nossa rubrica e insistência, e ainda ao Fernando Ribeiro, à Ana Alexandre e ao Roberto Simões, que connosco iniciaram o projecto.


Espero contar de novo convosco no próximo ano, talvez até numa fase mais precoce e num projecto com maior e melhor planificação (e até talvez com mais convidados). Isso serão discussões para mais tarde.


Agradeço-vos imenso as saudáveis e agradáveis discussões em que nos envolvemos, as horas de curioso e divertido debate que nos levaram a destilar ódios e a inflamar paixões, sempre no interesse de falar do que tanto nos aproxima: o cinema. Penso que aí o nosso objectivo foi conseguido. Muito obrigado a todos.


- Jorge Rodrigues

domingo, 27 de fevereiro de 2011

10 FOR THE OSCARS, OSCARS FOR 10 - Último Encontro (Parte 1)



O Dial P For Popcorn tem o orgulho de vos trazer esta nova iniciativa/cooperação interblogues, de seu nome "10 for the Oscars, Oscars for 10", uma série de meetings entre amigos e, por sinal, cinéfilos fidelíssimos, com o intuito de discutir tudo relacionado com Óscares, cerimónias, precursores, méritos e falhanços da temporada cinematográfica de 2010. Esperemos que além de informativo e interactivo isto nos sirva e vos sirva de alguma coisa.


Para este último encontro, contámos com o contributo do nosso painel regular de comentadores, composto por mim e pelo João cá do blogue, o Samuel Andrade (Keyser Soze's Place), o Pedro Ponte e o Gonçalo Trindade (Ante-Cinema), o Tiago Ramos (Split Screen Blog) e o Diogo Figueira (A Gente Não Vê). A todos agradeço a disponibilidade e a participação.

Vamos lá às questões colocadas neste último encontro.


1. QUAL A VOSSA NOMEAÇÃO FAVORITA?

DIOGO: WINTER'S BONE para Melhor Filme.

GONÇALO: Darren Aronofsky (BLACK SWAN) para Melhor Realizador.

JOÃO: Javier Bardem (BIUTIFUL) para Melhor Actor.

JORGE: Mike Leigh (ANOTHER YEAR) para Melhor Argumento Original. É tão merecido.

PEDRO: TOY STORY 3 para Melhor Filme.

SAMUEL: A de John Hawkes, para Melhor Actor Secundário, por WINTER'S BONE. Mais que merecida e, numa muito improvável vitória, inteiramente justa.

TIAGO: Tenho três que se destacam: I AM LOVE para Melhor Guarda-Roupa, Michelle Williams  (BLUE VALENTINE) para Melhor Actriz e DOGTOOTH para Melhor Filme Estrangeiro.


2. QUAL A VOSSA PREDILECTA DE ENTRE AS CANÇÕES ORIGINAIS NOMEADAS?

DIOGO: "I See The Light" de TANGLED.

GONÇALO: "I See The Light" de TANGLED.

JOÃO:  "If I Rise" de 127 HOURS.
JORGE: "I See The Light" de TANGLED.

PEDRO: "We Belong Together" de TOY STORY 3.

SAMUEL: Confesso que esta não é das categorias a que dedico mais atenção. Contudo, “I See The Light”, de TANGLED, é o meu tema favorito.

TIAGO: "Coming Home" de COUNTRY STRONG.


3. ESPERAM SER SURPREENDIDOS COM A CERIMÓNIA? QUAIS AS VOSSAS EXPECTATIVAS?

DIOGO: Não espero ser surpreendido, mas creio que é exactamente nessa condição que somos surpreendidos. Espero uma luta muito interessante entre THE SOCIAL NETWORK e THE KING'S SPEECH e ser-me-á difícil apostar no vencedor de Melhor Filme. Também tenho expectativas por alguma disputa nas categorias técnicas e esperança na vitória de INCEPTION em Melhor Argumento Original.

GONÇALO: Não espero muitas surpresas... Espero que mantenham as mudanças que têm sido feitas nalgumas das últimas (na entrega do Óscar de melhor actor/actriz, por exemplo), mas tenho imenso medo que não aproveitem bem o carisma desta dupla. Espero a rotina, mas a rotina bem feita.

JOÃO: Não.
JORGE: Espero ser surpreendido no sentido em que certamente vai ocorrer algo que me vai deixar de nariz torcido. Quanto à cerimónia em si e ao formato, nada a dizer, têm tentado corrigir alguns pormenores muito criticados de anteriores cerimónias procurando uma reaproximação ao público, com pouco sucesso para já. Ainda assim, aplaudo o esforço. Já em relação a vencedores... a maioria já está decidida, daí não haver grande suspense.

PEDRO: Sinceramente, não. Acho que já ninguém vê os Óscares para ser surpreendido, vemo-los porque... são os Óscares. Mas claro que fica sempre uma réstia de esperança de vermos aqueles que mais gostamos e que achamos mais merecedores triunfarem. Diria que 90% da cerimónia está encaminhada, mas haverá sempre uma pequeno espaço de manobra para uma ou outra surpresa.

SAMUEL: Com o discurso de Ricky Gervais, durante os Globos de Ouro, ainda bem fresco na memória de organizadores deste género de cerimónias, não espero grandes surpresas do par “inofensivo” que escolheram para anfitriões. Penso que as surpresas advirão de algum vencedor — por exemplo, se o documentário de Banksy (EXIT THROUGH THE GIFT SHOP) ganhar, esse poderá ser o momento da noite…

TIAGO: Depois de várias desilusões durante anos sucessivos, já não espero ser surpreendido. Mas estou confiante na química de Anne Hathaway e James Franco. Acho que vão trazer um espírito novo à cerimónia, com muito entretenimento.


4. QUAL É A VOSSA PARTE FAVORITA?

DIOGO: Os discursos inteligentes, como o de Quentin Tarantino ao vencer o Melhor Argumento Original com PULP FICTION em 1995.

GONÇALO: Bem, a entrega de Melhor Filme é sempre de grande ansiedade. E sempre gostei dos números de abertura, principalmente nos bons velhos tempos do grande Billy Crystal e mais recentemente na excelente cerimónia apresentada pelo Hugh Jackman.
JOÃO: Melhor Filme Estrangeiro.
JORGE: O monólogo inicial. Acho mesmo que é a partir daí que as grandes cerimónias se constroem e que os fiascos principiam. E os discursos. Não é por isso que vemos os Óscares?
PEDRO: Não sei se terei uma. Acho que a cerimónia tem bons e maus momentos, dependendo sempre dos intervenientes e do ambiente que se vive. De qualquer forma, nos últimos anos tenho gostado imenso das apresentações das categorias de interpretação por parte de vencedores anteriores e das montagens evocativas das categorias técnicas, dando de certa forma algum destaque àqueles que, mais que os actores ou produtores, fazem realmente cinema. As actuações musicais são também agradáveis, sendo importante não esquecer que isto é, acima de tudo, um espectáculo, e como tal deve entreter. 
SAMUEL: Um bom monólogo inicial/introdução é sempre o ponto alto da cerimónia. E (pelo menos, nas últimas edições) quando Ben Stiller surge para apresentar um Óscar.
TIAGO: Não tenho uma parte favorita, visto que a cerimónia era dispensável, a meu ver. Por mim, quanto mais rápido melhor.


5. QUE PARTE REMOVERIAM OU MUDARIAM SE PUDESSEM?

DIOGO: Os discursos como os de Sandra Bullock [vencedora o ano passado por THE BLIND SIDE].

GONÇALO: Em vez de mudar propriamente uma parte da cerimónia, preferia que o raio da orquestra parasse de interromper o discurso dos vencedores. Chega a ser frustrante.

JOÃO: Nunca vi, [daí que não opino].

JORGE: Transições cénicas e longos intervalos. Chega a ser insuportável. Já nem pego nas interrupções dos discursos que são uma verdadeira falta de educação.

PEDRO: Apesar de reconhecer que faz parte, o discurso do presidente da Academia. Não tem utilidade rigorosamente nenhuma, quebra o ritmo do espectáculo e é um exemplo óbvio de auto-congratulação de uma organização e não do cinema. 

SAMUEL: O regresso à cerimónia principal dos Óscars honorários, vergonhosamente relegados para um tal de Governor’s Ball.

TIAGO: A excessiva duração e os intervalos.


6. DIGAM TRÊS INJUSTIÇAS QUE TENHAM OCORRIDO NOS ÓSCARES QUE GOSTARIAM DE CORRIGIR.

DIOGO: É difícil só escolher três mas cá vai: THE HURT LOCKER vencer INGLORIOUS BASTERDS, em 2010 [em cinco categorias no total]. SLUMDOG MILLIONAIRE vencer qualquer Óscar que tenha vencido, em 2009. MY FAIR LADY vencer DR. STRANGELOVE em 1965 [para Melhor Filme].

GONÇALO: A Julia Roberts vencer à Ellen Burstyn [em 2000-2001]; o CRASH vencer em vez do BROKEBACK MOUNTAIN ou do MUNICH (que é, a meu ver, o filme que nesse ano mais merecia o prémio); todas as cerimónias em que o Morricone perdeu.

JOÃO: THERE WILL BE BLOOD não ter vencido melhor filme. THE HURT LOCKER ser considerado o Melhor Filme de 2009. Sandra Bullock ter vencido um Óscar.

JORGE: CRASH vencer BROKEBACK MOUNTAIN para Melhor Filme. CITIZEN KANE perder o Óscar de Melhor Filme para HOW GREEN WAS MY VALLEY. Annette Bening, Julianne Moore e Glenn Close não terem um Óscar sequer mas Hilary Swank e Jodie Foster terem dois cada.

PEDRO: A vitória de Robert Redford por Melhor Realizador, em 1980, ao invés de Martin Scorsese por RAGING BULL; a derrota de THE SEARCHERS (melhor Western já feito), de John Ford, em 1957, na categoria de Melhor Filme, para AROUND THE WORLD IN 80 DAYS; Melhor Realizador em 1969, quando Carol Reed (OLIVER!), tirou o Óscar a Kubrick por 2001: A SPACE ODYSSEY.

SAMUEL: THE FRENCH CONNECTION vencer A CLOCKWORK ORANGE em 1971; DANCES WITH WOLVES vencer GOODFELLAS EM 1990; e SHAKESPEARE IN LOVE vencer SAVING PRIVATE RYAN em 1998.

TIAGO: Jeff Bridges vencer Colin Firth em 2009-2010. CRASH vencer BROKEBACK MOUNTAIN em 2005-2006. CHICAGO vencer THE PIANIST em 2002-2003.


7. "THE SOCIAL NETWORK" OU "THE KING'S SPEECH"?

DIOGO: THE KING'S SPEECH.

GONÇALO: THE SOCIAL NETWORK.

JOÃO: Nenhum. TRUE GRIT.

JORGE: THE SOCIAL NETWORK.

PEDRO: Mais que debatido. Sinceramente já não tenho energia para voltar a discutir isto. Creio que são, acima de tudo, filmes completamente diferentes, e fazer alguém escolher entre os dois é essencialmente perguntar-lhe de que filme gosta mais, e não qual tem mais qualidade. Porque neste último aspecto, é impossível dizer; um valoriza a estética, o virtuosismo técnico e o imediatismo, enquanto que o segundo reveste-se por inteiro em classicismo e charme britânico, contando uma história de superação, ao invés de uma de egoísmo. Pessoalmente, acho que The King's Speech perdurará, enquanto The Social Network cairá no saco do culto, definindo um período e uma geração muito específicos.

SAMUEL: THE KING'S SPEECH.

TIAGO: THE KING'S SPEECH como vencedor na categoria. Mas THE SOCIAL NETWORK como meu favorito.


8. QUAL O NÚMERO DE VITÓRIAS QUE ACHAM QUE "THE KING'S SPEECH" VAI CONSEGUIR NO TOTAL?

DIOGO: Quatro.

GONÇALO: Três.

JOÃO: Oito.

JORGE: Sete.

PEDRO: Cinco.

SAMUEL: Seis.

TIAGO: Seis.


Daqui a pouco vem a Parte 2.
Para já: que pensam destas questões?