Dial P for Popcorn: Outros blogs
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sábado, 28 de setembro de 2013

Fãs da Disney por aí?



Então acho que vão gostar das aventuras das Pocket Princesses, um comic da ilustradora Amy Mebberson. Alguns são mesmo engraçados. A colecção completa deles está AQUI. Bom proveito.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Obviamente número 1



E poderia ser outro que não este o resultado deste mês das votações do Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP)? Se bem que para mim longe do virtuosismo de "No" (que subiu ao primeiro lugar há dois meses, para o perder para "Arrugas" logo no mês seguinte, que agora por sua vez também deixa o topo da tabela), é fácil de compreender a nota e por consequência o primeiro lugar de "Before Midnight", que consegue um belo 8,82, das melhores classificações de sempre do CCOP e sobretudo bem próxima do primeiro lugar de 2012, o português "Tabu" (8,89). 

Um pequeno lamento que o belíssimo "Lore", co-produção alemã e australiana, não tenha pontuado melhor (a ver vamos na repescagem). Por outro lado, reflecte-se na lista que o grupo de críticos não foi muito à baila com as ofertas blockbuster do mês, desde "Man of Steel" (por coincidência o filme mais visto do mês) com um mísero 5,60 a "World War Z" (6,40).


sábado, 29 de junho de 2013

A classe de 2013


Já são fãs do Dial P For Popcorn no Facebook? Se não, porque não? Têm alguma sugestão?

Adiante...


O Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP) reuniu para decidir nas candidaturas a novos membros e seis novos colegas saíram dessa votação - para muito meu agrado, admiro o trabalho de todos, se bem que não o diga ou comente o suficiente, para muita pena minha. 

Que se dê então boas vindas à Sofia Santos (Girl on Film), ao António Tavares de Figueiredo (Matinée Portuense), ao Hugo Pagini (tvPrime), ao Daniel Rodrigues (Magazine-HD), ao Paulo Peralta (CinEuphoria) e ao Jorge Teixeira (Caminho Largo)! Já somos um bom número agora, já podemos protestar e cantar em uníssono "Do you hear the people sing?" ou "One Day More" quando o "patrão" Tiago Ramos do Split Screen nos pressionar para entregar os boletins! Get used to it, people!


De qualquer forma, podem seguir o trabalho destes moços no Facebook e nos seus respectivos blogues, todos constantes da barra lateral do DPFP (os blogues deles e dos restantes membros do CCOP). Não há desculpa para não acompanharem estes talentosos "profissionais".

quarta-feira, 19 de junho de 2013

E logo no mês em que vi menos filmes desde que me lembro...



É que o CCOP se lembrou de arranjar um filme que, segundo a nota, vou gostar mais que o meu tão amado "No" de Larraín. "Arrugas" é quem consegue esse enorme feito. Vou ter mesmo de reservar um tempinho para o ver.

Cá fica o trailer e, como sempre, podem consultar o top de Maio e outros tops no sítio oficial do Círculo de Críticos Online Portugueses AQUI.

sábado, 25 de maio de 2013

O novo número 1 de 2013


A caminho de metade de 2013, chega a nº 1 o meu filme favorito de 2013. "No", de Pablo Larraín, consegue dos jurados do Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP) a pontuação de 8,43 (com duas notas 10, uma delas a minha) e assim, além de triunfar no mês de Abril, assume a liderança da tabela dos melhores filmes do ano. Escusado será dizer - merecido. O pódio mensal é partilhado com "Los Amantes Pasajeros" de Almodovar e "Faust" de Sukurov. Boa companhia para se estar.

Podem consultar no blogue oficial do CCOP as listas deste e de outros meses.


domingo, 12 de maio de 2013

A Take está de volta! Cannes! CCOP! Leitura imperdível.



De volta um dos projectos queridos da blogosfera, a revista Take Cinema Magazine. Nesta edição - a 30ª - é dado o devido destaque ao Festival de Cannes, com colaboração do CCOP, do qual somos membros.

Parabéns à equipa Take pelo belo trabalho, que pode ser visto online AQUI
E agora já sabem, pessoal, toca a ler.

terça-feira, 26 de março de 2013

Porque nunca é demais lembrarmo-nos de IN THE BEDROOM (2001)




Esta crítica, por assim dizer, faz parte da rubrica "O Cinema dos Anos 2000" do Keyzer Soze's Place, na qual participo ao lado de outros porreiríssimos bloggers. Espreitem tudo AQUI. Ao Samuel agradeço o convite, aos bloggers a que me junto agradeço a companhia e, sobretudo, os múltiplos ensinamentos que retiro de cada um dos seus textos.



Através de uma história aparentemente inofensiva, Todd Field cria um drama cruel, onde as revelações são lentas, as emoções turbulentas e não há grande catarse ou final feliz – só feridas abertas, bem vincadas e vidas arrasadas, transformadas de um dia para o outro no seguimento de uma enorme tragédia. Uma tragédia bem familiar e por isso mais temível ainda, que poderia acontecer a qualquer um de nós. Uma situação tão confrontante, que catalisa e impulsiona o filme, mexendo com ele de forma bela e complexa, que transparece o ecrã e nos faz também nós sentir a mudança. Uma mudança permanente, definitiva. 


IN THE BEDROOM fala de amor e saudade, de luto e remorso, de ódio, rancor e vingança. No fundo, o filme fala sobre sobrevivência. Não de um ponto de vista primitivo, real, mas sim em relação à forma de estar no mundo, como se a vida destas personagens dependesse disso, da necessidade em voltar a um normal que conheciam anteriormente e ao qual não há ponto de retorno. Esta é a história deste casal, de Matt e Ruth e da penosa e dolorosa adaptação que a sua relação e o seu mundo vão ter que sofrer. Duas brilhantes interpretações de Sissy Spacek e Tom Wilkinson, que connosco partilham tudo o que sentem e pensam. Emoções tão profundas e internalizadas e ao mesmo tempo tão facilmente acessíveis, mal escondidas por debaixo da superfície aparentemente estoica e firme, duas personagens imperfeitas e reais, gente boa, trabalhadora e gentil, simplesmente a viver a sua vida dia após dia. 


Um dos dramas mais fascinantes do início do século XXI e seguramente um dos melhores da década, IN THE BEDROOM reúne todas as qualidades do cinema independente norte americano – excelente elenco, com muitos actores talentosos subaproveitados pela indústria (como a fabulosa Marisa Tomei), bons valores de produção e um argumento desafiador, fugindo às fórmulas convencionais, tudo a baixo custo – e tem em Field um timoneiro com uma seriedade e certeza pouco comuns num realizador-argumentista à frente do seu primeiro filme. Um caso sério de sucesso, confirmado pela aclamação crítica, pela receita de bilheteira surpreendentemente estrondosa (36 milhões de lucro só nos Estados Unidos da América!) e as cinco nomeações aos Óscares, de visualização obrigatória.


*Uma adenda ao texto: sim, eu teria votado nos três actores (Spacek, Wilkinson, Tomei) nos Óscares. São enormes, cada um deles. E a Sissy Spacek come o cenário, a tela, tudo. Genial.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nomeados ao Prémio Anual do CCOP




Com oito nomeações cada, Moonrise Kingdom e Shame são os filmes mais nomeados aos Prémios Anuais do CCOP. Ambas as produções competem nas categorias principais de Melhor Filme e Melhor Realizador. Seguem-se Amour e Hugo, com seis nomeações cada, mas apenas o primeiro marca presença na categoria de Melhor Filme. A produção portuguesa Tabu recebeu três nomeações dos jurados, sendo mesmo o único filme nacional a ser nomeado nas categorias principais: Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Filme Português. 

Todos os nomeados podem ser consultados aqui. Após o apuramento dos vencedores tecerei aqui alguns comentários acerca da lista.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Melhores e piores de 2012, segundo o CCOP


Findo o ano de 2012, o Círculo de Críticos Online Portugueses presta-se agora a uma votação para determinar os seus nomeados aos prémios anuais (a ser divulgados mais logo). Para já, aguce-se a vossa curiosidade com os dez piores e dez melhores classificados pelo CCOP ao longo do ano:

Os Piores do Ano



O ranking dos piores com três produções portuguesas - "Morangos com Açúcar - o Filme", "Balas e Bolinhos 3" e "A Teia de Gelo"  e com os mais que esperados "Twilight: Breaking Dawn - Part II", "Ghost Rider: Spirit of Vengeance" e  "Jack & Jill" (filmes feitos para vencer Razzies). 


Os Melhores do Ano



Em relação à lista apurada em Dezembro (prévia à repescagem feita no final de Janeiro), uma melhoria ainda assim importante no ranking dos melhores - ressalve-se a saída de "The Muppets" dos dez melhores e o regresso de "Take Shelter" (bem merecido). A lista bem liderada por "Amour", "Tabu" e "Moonrise Kingdom".

Agora vocês: que dizem destas duas listas?



domingo, 27 de janeiro de 2013

A Angústia do Blogger Cinéfilo: Vencedor


Depois de mais uma estupenda partida - a derradeira, a Final - disputada para o torneio interblogues "A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Pénalti", que assim finda a sua 2ª edição, a formação do Dial P For Popcorn sai vencedora perante a fortíssima equipa do Caminho Largo, por 26-17, num jogo que mais uma vez bateu recorde de assistência.


Num dia inspirado, as defesas saíram bem a Soderbergh (que ainda assim fez uma exibição oscilante, permitindo mais golos que o costume), enquanto a defesa composta por Leigh-Resnais-Haneke-von Trier mostrou a solidez e solidariedade do costume. No ataque, Paul Thomas Anderson esteve particularmente criativo, com Almodovar e Gilliam a superarem-se e a corresponderem, municiando um Todd Haynes com instinto assassino (pelo menos hoje). Fincher e Kiarostami arrumaram a casa e assim contiveram as acções de Scorsese, Lynch, Kusturica e Tarantino, mais habituados a ter liberdade. A equipa do Caminho Largo mereceu ainda assim fortes aplausos do público, como que em reconhecimento do magnífico trabalho ao longo do torneio e mesmo durante o jogo, mais que equilibrando forças com o DPFP FC. Um pouco mais de sorte e levariam o troféu para casa e seria no belíssimo espaço do Jorge Teixeira que a terceira edição desta competição decorreria.


Aproveitamos com isto para informar que, em virtude do triunfo nesta segunda edição, é no Dial P For Popcorn que recai a honra de organizar a terceira edição do certame, onde esperamos ver regressados todos os participantes deste ano - A Sombra do Elefante, CINEdrio, Rick's Cinema, Keyzer Soze's Place, Shut Up and Watch the Movies, O Narrador Subjectivo e Caminho Largo - para vingar a "derrota". Muitos parabéns a todos eles, adversários de muitíssimo valor. Também deixar agradecimento à hospitalidade e generosidade do Luís Mendonça, que mais uma vez organizou um divertido e interessante torneio, com regras em relação à 1ª edição que poderão ter revitalizado mais ainda a competição, ao obrigar os competidores a recorrer a realizadores vivos, mais recentes, mais reconhecíveis do público. 


Um último obrigado a todos os que votaram: a vitória é vossa.

Resta-me relembrar que o torneio ainda não terminou; falta procedermos à votação do onze ideal da competição e para isso também precisamos dos vossos votos! Mais novidades serão anunciadas no CINEdrio por isso vão passando por lá.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Angústia do Blogger Cinéfilo: Grande Final


Depois da aventura que foram aqueles renhidos quartos-de-final contra o Keyzer Soze's Place, vencidos no prolongamento (com um resultado esclarecedor, mas enganador), eis que voltamos a ter mais do mesmo na meia-final vencida, por uma unha, à fantástica equipa do Shut Up and Watch the Movies, do amigo Projeccionista. Foi de novo um resultado enganador (27-13) e de novo um recorde de votos. 

Estamos então na final. Queria desde logo endereçar felicitações aos dois adversários que ficaram pelo caminho, dois excelentes competidores que para mim tinham todo o mérito de ter chegado ao final. Agradecer ainda ao CINEdrio pela acolhedora forma como organizou a 2ª edição deste torneio e que deixa em apuros quem irá ter que tomar as rédeas no próximo ano, para organizar uma edição do mesmo nível.

A final disputa-se entre a nossa equipa do Dial P For Popcorn e a poderosa equipa do Caminho Largo e mais uma vez o DPFP FC não parte como favorito, uma vez que esta equipa tombou o gigante CINEdrio, organizador do evento, e o Rick's Cinema, também outro grande favorito. Contudo, o DPFP FC adora um desafio e como tal estamos prontos para a luta. Num gesto de fair play, desejamos ao Caminho Largo boa sorte no confronto - que já decorre. E, claro, que vença o melhor.

Se pretenderem saber mais do torneio podem fazê-lo aqui e para um voto informado têm a descrição detalhada da equipa e da táctica tanto do Dial P For Popcorn (aqui) como a do Caminho Largo (aqui) para ler.

Grande Final: 
(a preto) Dial P for Popcorn vs. Caminho Largo (a azul)

Miyazaki. Yimou, Polanski, Cronenberg, Kar-Wai. Uma defesa de sonho, que qualquer clube gostaria de ter. Criativos e sólidos, inteligentes e fortes. De uma enorme experiência e competência, com variados sucessos. Da nossa parte, ao defrontar estes titãs, só esperamos que Almodovar, Gilliam, Paul Thomas Anderson e Haynes estejam em dia inspirado. A magia tem que aparecer, até porque aquele meio-campo seguríssimo com Eastwood, Herzog e Scorcese, senhores com muita chama  e pinta, promete fazer do simples acto de chegar à defesa algo difícil.  

A fraqueza do adversário, se existir, estará possivelmente no ataque, que precisa da inspiração das suas individualidades para fazer mossa. E pelo que se tem visto, a forma de Lynch, Kusturica e Tarantino tem deixado a desejar. Pelo contrário, Haneke, von Trier, Leigh e Resnais estão claramente no seu pico de forma e a sua longevidade poderá ser crucial nesta batalha no nosso meio-campo defensivo. 

Pede-se ainda a Soderbergh que tenha um dia bom, porque terá que ser ele a segurar as pontas se a equipa quebrar. Prevejo que o jogo vá depender do que faça o meio-campo de cada uma das equipas e, claro, do comportamento defensivo das duas duplas. Será certamente um jogo intenso, um jogo que entreterá e desafiará seguramente os talentos dos treinadores Ozu e Buñuel e neste confronto em particular, tendo em conta o jogo explosivo que promete ser, Luis Buñuel irá sobressair mais as suas capacidades de motivação e inspirará os jogadores - esperemos - a superarem-se.

Por tudo isto, e mais uma vez, não se esqueçam de votar aqui (barra lateral esquerda) ou directamente aqui. As votações terminam amanhã, por isso votem com afinco e rapidez.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vocês não estão bem a ver...




O quanto eu gosto deste filme. Tanto quanto o Shut Up and Watch the Movies e o Serious Film, aparentemente. Consultem os dois links para verem o quão especial e precioso este novo filme do Wes Anderson é. Se houvesse justiça, tinha conseguido mais do que a mísera nomeação a Argumento Original que teve. Quem olha para aquele filme e não lhe dá logo nomeações a Guarda-Roupa, Produção Artística e Banda Sonora é porque não percebe nada. Tenho dito.


Quando começar a revelar os meus nomeados a melhores do ano - os DAFA 2012 - esperem ver por lá este filmaço.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A Angústia do Blogger Cinéfilo conta com DPFP na 2ª edição



Pois é, meus caros, a grande iniciativa A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Penalty, do blogue CINEdrio do Luís Mendonça, está de volta para uma segunda edição e, depois de um período de candidaturas e transferências feroz, eis que as equipas se encontram em regime de pré-época antes do início deste belo torneio interblogues.


Nesta segunda edição temos várias caras novas, a começar pelo DPFP, que este ano também entra no certame. Juntamente com a equipa da casa e a do DPFP, temos ainda equipas do Rick's Cinema, do Keyzer Soze's Place, do O Narrador Subjectivo, do A Sombra do Elefante, do Caminho Largo e do Shut Up and Watch the Movies. Podem consultar todas as equipas - bem como o regulamento da competição -  AQUI.

Por cá, a DPFP FC espera contar com o vosso apoio e votos para, com jeitinho, chegar à fase final do torneio e, quem sabe, trazê-lo para terras de Coimbra. Depois da Académica ganhar a Taça de Portugal, por que não sonhar? 

Voltaremos na próxima semana com mais novidades sobre o torneio e, sobretudo, com a lista de confrontos dos oitavos-de-final (sorteio na próxima sexta-feira) e aí faremos uma análise mais detalhada à "concorrência".

Abaixo vos deixo com a constituição da DPFP FC:


Treinador: Luis Buñuel. Não podia ser outro. Para mim, não há melhor treinador que este. Se Mourinho fosse realizador, seria, para mim, este senhor. Provocador e prevaricador por natureza, célebre por não temer criticar a sociedade e a política do seu tempo, nunca se sabe que decisão tomará a seguir. Para muitos um génio, para outros um louco. Controverso e surreal.  Consistente. Completo. Impressionante.

Guarda-Redes: Steven Soderbergh. Uma escolha pouco consensual, que teve um percurso muito auspicioso no início de carreira mas que conseguida a aclamação crítica se deixou relaxar. Apesar de falhar de vez em quando, é fiável e equilibrado, cumprindo sempre. Com uma aposta firme nele, pode ser grande de novo. O meu Van der Sar. 

Lateral Direito: Mike Leigh. Consistente, organizado, de uma categoria e respeito indiscutíveis. Apesar de veterano, qual Javier Zanetti, aguenta-se em campo como poucos devido à sua brilhante ocupação do espaço e qualidade na decisão. 

Lateral Esquerdo: Alain Resnais. Senhor de muitas guerras e com uma carreira bem longa, este continua a ser um dos gigantes do meio futebolístico, que apesar de meio enferrujado continua a merecer temor da oposição. O meu Paolo Maldini. 

Defesas Centrais: Michael Haneke e Lars von Trier. Uma dupla temível, capaz de aterrorizar e torturar qualquer adversário. Sem medo de ir às canelas, de jogar sujo, de fazer doer, que olha nos olhos de qualquer um. Sabem o que fazem em campo e usam bem o seu ar provocador e enigmático para aparecer na grande área contrária a cabecear para golo. Uns centrais a fazer lembrar uma combinação de Cannavaro e Thuram, cada um ao seu estilo, eficazes a limpar, certinhos a defender e ferozes a lançar o ataque. São poucos os que se atrevem a enfrentá-los. Impenetráveis, dão segurança e seguram a equipa. 

Trinco: David Fincher. Eficiente, operático, obsessivo, meticuloso. É o cérebro, o líder que controla as acções da equipa e fá-lo com precisão e detalhe irrepreensíveis. O meu Redondo. 

Médio Box-to-Box: Abbas Kiarostami. A complementar um médio-defensivo daquela categoria, tinha que haver um médio box-to-box igualmente excelente. Passe de fino recorte, o naturalismo e simplicidade com que desempenha o seu papel em campo são marcas distintivas. Acima de tudo, o que mais surpreende é a capacidade de autorreflexão que confere ao seu jogo, que o leva a estar no local certo à hora certa, enchendo o campo. Muito crítico consigo mesmo, nunca fica satisfeito e quer sempre fazer mais. O meu Ballack. 

Médio Ofensivo (nº 10): Paul Thomas Anderson. A minha contratação mais cara, digamos, cujo valor está a subir fruto da aclamação crítica que tem recebido nos últimos anos. Mas penso que vale a pena, pois Anderson, apesar de jovem, é tão-só o jogador mais talentoso da sua geração, exímio e quase perfeito no que faz, como se fosse um profissional com muitos anos de experiência. Ambicioso e destemido, é ele que inspira e empurra a equipa para a vitória, como só ele sabe. É um prodígio e tem tudo para ser um Baggio, um Maradona, um Zidane, um Platini ou um Messi. 

Extremo/avançado, direito: Terry Gilliam. Imaginação, originalidade como poucos, com a dose certa de bizarro e fantástico para confundir mesmo o mais persistente dos adversários. Passa com facilidade pelos defesas (o que o diverte imenso), porque estes nunca sabem o que ele vai fazer a seguir. Pouco valorizado, é a minha arma secreta, o meu Futre. 

Extremo/avançado, esquerdo: Pedro Almodovar. Só o perfume da bota deste senhor diz tudo. Romântico, criativo, poético, Almodovar é como se fosse o meu Figo. Nem sempre agrada a todos, mas uma coisa é certa: que o moço tem um talento inato para encantar o espectador, isso tem. 

Ponta de Lança: Todd Haynes. Pode não ser o ponta-de-lança mais concretizador, pode não ser o mais adorado e pode não ser o que ganha mais dinheiro mas, qual Benzema, mostra uma classe ímpar no seu jogo colectivo e impressiona pela sua irreverência, coragem e criatividade. Os guarda-redes adversários temem-no, porque já sabem que se não marca, ele assiste quem vai marcar.


domingo, 16 de dezembro de 2012

"Ninho de Cucos" leva prémio nos TCN Blog Awards 2012


Ontem decorreram em Lisboa, no Auditório Rainha Santa Isabel no Centro Cultural da Casa Pia de Lisboa,  os TCN Blog Awards 2012. Aproximadamente setenta pessoas reunidas para se proceder à entrega de prémios aos melhores da blogosfera cinéfila e televisiva. Três horas volvidas num ápice, foi uma vez mais uma cerimónia excitante e divertida, conduzida por um enérgico e bem-disposto Manuel Reis (órfão do companheiro que vos escreve este ano, que teve de abdicar dos deveres de apresentação graças à Faculdade - uma vez mais, essa não perdoa) que deu bem conta do serviço a solo e com a intervenção de caras bem conhecidas como Luísa Barbosa ou Paula Neves. Só uma lamentação: a falha de som nas curtas-metragens "Assim Assim" de Sérgio Graciano e "Black Mask" de Filipe Coutinho. Merecíamos ter tido melhor sorte pois seguramente valeria a pena tê-las visto.

Do certame vencedor este ano, é minha obrigação realçar o vencedor de Melhor Artigo de Cinema, já que esse prémio veio cá para Coimbra, para eu entregar ao nosso Gustavo Santos, pela sua rubrica "Ninho de Cucos". Este reconhecimento, que muito nos apraz a nós no DPFP, é tão-só mais uma prova do talento indesmentível deste nosso colaborador a quem endereçamos os maiores parabéns! 

Aproveitamos para congratular todos os nomeados nesta e nas restantes categorias e os outros vencedores. Para o ano há mais e contamos lá estar de novo, esperemos que com a prometida mudança de cenário para outra cidade, sugerimos Coimbra ou Porto, pode ser?

Abaixo fica a lista completa de vencedores (quem quiser ver a cerimónia, pode fazê-lo aqui):

Melhor Crítica de Televisão
"House - episódio Everybody Lies", por Mafalda Neto, TV Dependente

Melhor Crítica de Cinema
"O Cavalo de Turim", por Tiago Ramos, Split-Screen

Melhor Entrevista
"Entrevista a Jonathan Rosenbaum", por Miguel Domingues, À Pala de Walsh

Melhor Site/Portal de Cinema/Televisão
Magazine HD

Melhor Artigo de Televisão
"RTP 2 - Sentimento de Revolta", por Rui Alves de Sousa, Companhia das Amêndoas

Melhor Artigo de Cinema
"Ninho de Cucos (IV)", por Gustavo Santos, Dial P for Popcorn

Melhor Novo Blogue
Hoje vi(vi) um filme (Inês Moreira Santos)

Melhor Iniciativa
Ficheiros Secretos - 10 anos, Imagens Projectadas

Melhor Blogue Individual
Close-Up (Catarina d'Oliveira)

Melhor Blogue Colectivo
TV Dependente

Blogger do Ano
Nuno Reis, Antestreia

sábado, 8 de dezembro de 2012

Em resposta ao artigo escrito por Mourinha "Às Criancinhas"


Saiu no suplemento Ípsilon, do jornal Público de 30 de Novembro passado, um texto que não pode deixar de suscitar uma reacção. Com o título "A evolução da alternativa ao academismo contada às criancinhas", esse artigo de opinião versa, em tom de escárnio, sobre a situação presente da revista francesa Cahiers du Cinéma, contraposta aos anos históricos da sua afirmação no mundo. O seu redactor, o crítico de cinema Jorge Mourinha, "conta às criancinhas" a história da revista e o seu impacto nos modos de ver, dar a ver e fazer Cinema. Diz, a certa altura, que a política de autores tem vindo a "impor globalmente" uma "oposição comummente aceite entre 'cinema comercial' e 'cinema de arte' ou 'cinema de autor'". Percebemos que Mourinha sabe que os Cahiers procuraram precisamente “confundir” essas etiquetas redutoras entre o que é comercial e o que é arte; que viram arte no comercial (caso de Hitchcock) e comercial na arte (caso dos autores "burgueses" da Tradição da Qualidade, que Truffaut denunciou como a tendência mais funesta do cinema francês). Contudo, não entendemos onde está a lógica em afirmar que o que corresponderia hoje a defender, como o fizeram na altura os críticos dos Cahiers, realizadores como Hawks e Hitchcock, seria "erguer a 'autor'" um cineasta como Christopher Nolan, "coisa que aos Cahiers hoje, entrincheirados no academismo que eles próprios criaram, nunca passaria pela cabeça."

De repente, Mourinha sonega toda a história que se segue à formulação da "política de autores": nada mais que a emancipação do Cinema a nível mundial. O que Mourinha propõe é olharmos para o cinema comercial como os críticos dos Cahiers souberam olhar no seu tempo, mas como se a dimensão autoral fosse indissociável da natureza comercial ou não do filme em análise. Os Cahiers não estabeleceram que TODO o cinema de autor tem de ser cinema comercial; disseram que o cinema de autor pode nascer de uma conjuntura económica e política adversa à liberdade artística do criador. Entre o "pode" e o "tem" cabe o mundo — claro que para Mourinha, como a última produção de Nolan é cinema de autor, coisa que este arruma só pelo facto de "dizer que assim é", então Nolan é o novo Hawks ou o novo Hitchcock e... Mourinha o novo Truffaut?

O que os críticos dos Cahiers fizeram foi — e voltamos a usar o termo "vitimizante" de Jorge Mourinha — "impor" a liberdade de se ver cinema muito para lá dos sistemas de gosto instalados — esses sim, foram as vítimas da sua crítica. Os Cahiers propuseram um "novo olhar" livre de preconceitos tal como não foi de modo algum imposto um novo preconceito que dita que todo o cinema comercial americano está destituído de dimensão autoral, ou então Spielberg não teria visto o seu "War of the Worlds" ser considerado pela revista "só" o oitavo melhor filme da primeira década do novo milénio... Ou M. Night Shyamalan não teria merecido a consagração que nunca teve — e algum dia terá? — no seu próprio país.

Mais à frente, o crítico do Público diz: "Muitos dos nomes que os Cahiers defendem na sua lista como cineastas livres fazem parte do academismo do cânone 'autorista', ao qual pertencem em alguns casos mais pela sua postura perante o cinema do que pelos filmes em si." Como pode a "postura sobre o cinema" não estar nos "filmes em si", ou melhor, onde foram os críticos dos Cahiers buscar essa postura que não nos filmes? Parece-nos evidente que Mourinha, por não tolerar, por exemplo, o cinema de Ferrara, sente-se no direito de tomar toda a linha editorial dos Cahiers por ortodoxa ou académica ou, no limite, "conformada" — um de nós também detestou o último Coppola, o outro não considera “Holy Motors” como merecedor de inclusão em Tops dos melhores do ano, mas vê-los na lista da Cahiers lembra-nos como é sempre possível um olhar diferente sobre o mesmo objecto...

Mourinha cita Bazin para dizer que "tudo é relativo", algo que o crítico do Público não põe em prática quando se mostra incapaz de: aceitar a diversidade de proveniências do Cinema, reconhecer o lugar que os Cahiers ocuparam e ainda procuram ocupar no desafio aos unanimismos e aos "gostos maioritários" e — detenhamo-nos, por fim, neste ponto — respeitar a diversidade de visões sobre um filme provenientes de fontes como os, segundo Mourinha, “blogues que multiplicam opiniões”.

Recordamos que a presente indignação ao artigo publicado pelo suplemento Ípsilon nasce na própria comunidade blogger cinéfila portuguesa, uma comunidade liberta de linhas editoriais que não a instituída pelo próprio blogger em prol de uma reflexão cinematográfica anti-consensual, inclusive geradora de alguns futuros profissionais do cinema português e que, em toda a sua natureza, pluralidade, virtudes e defeitos, revela-se um dos espaços mais férteis e inconformados no que toca ao debate sobre o passado, presente e futuro da Sétima Arte.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

TCN Blog Awards 2012 trazem mais 2 nomeações para o DPFP




Esta semana voltamos a ter prova do quão querido o DPFP é nesta blogosfera, com mais duas nomeações aos TCN Blog Awards para juntar ao nosso honroso pecúlio. 

Depois de algumas mudanças efectuadas nesta fase de nomeações para os prémios de 2012 (que passou a ter um júri pré-designado pelo criador da iniciativa, o Miguel Reis do Cinema Notebook, a avaliar artigos, críticas e blogues e a votar nas nomeações), era pouca a nossa esperança que alguém ainda reparasse em nós, com o ano horribilis de quasi-abandono que o blogue sofreu à custa da vida académica. No entanto, fomos orgulhosamente contemplados com duas nomeações (depois da vitória em 2010 para Melhor Novo Blogue e das 3 nomeações em 2011): Melhor Artigo de Cinema, pelo texto "Ninho de Cucos (IV)", da autoria do nosso colaborador Gustavo Santos (na mesma categoria foi também nomeado o nosso ex-colaborador Axel Ferreira, a quem também endereçamos parabéns!) e Melhor Crítica de Cinema, pelo nosso escrito sobre "The Artist".

Uma nota especial para uma nomeação importante, a do Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP) - do qual os dois criadores do DPFP fazem parte - um dos candidatos a Melhor Iniciativa.

De resto, saúda-se a franca presença feminina entre os nomeados este ano e a maior variedade de blogues que apareceram este ano em várias categorias (alguns que aqui o DPFP desconhecia), prova que há vitalidade na nossa blogosfera cinéfila e que o que se faz é de bastante qualidade. Tomara o público prestar-lhe o devido reconhecimento, com mais comentários, mais feedback e mais entusiasmo pela dedicação destes fervorosos bloggers que com muito amor e sem qualquer ambição de grandeza ou reconhecimento lá vão fazendo pela vida para tornar os seus blogues em produtos apetecíveis, frequentados e diversificados. De qualquer forma: parabéns a todos os nomeados (que podem consultar aqui) e esperamos vê-los a todos em Lisboa!

Agora, um pedido habitual nestas andanças: a quem gosta do que fazemos e aprecia a nossa contribuição, pedimos que VOTE. Para votar basta irem ao sítio do Cinema Notebook (AQUI) e na barra lateral à direita votar "Ninho de Cucos (IV)" em Melhor Artigo Cinema e "The Artist" em Melhor Crítica Cinema. Ficaremos eternamente agradecidos.

sábado, 20 de outubro de 2012

Actividades do CCOP (II)


A última vez que cá tínhamos falado do CCOP no blogue foi para abordar as três listas especiais dedicadas a Woody Allen, Martin Scorsese e Ridley Scott (estamos a assumir que têm seguido com atenção os tops mensais!).

Este mês decidi voltar a falar sobre os CCOP não por causa de um top especial, mas porque entretanto em Agosto adicionámos novos membros - o David Lourenço (O Narrador Subjectivo), o Miguel Reis (Cinema Notebook) e o Rui Madureira (Portal Cinema) (excelentes adições, diga-se) - e procedemos a uma repescagem dos títulos até então visualizados. Essa repescagem trouxe mudanças no top-10 geral do ano, que é o que basicamente me traz aqui (até porque os votos de Setembro - aqui - não alteraram em nada o top-10 do ano).



1.  Tabu, de Miguel Gomes | 8,63
2.  Moonrise Kingdom, de Wes Anderson | 8,56
3.  Temos de Falar Sobre Kevin, de Lynne Ramsay | 8,55
4.  A Invenção de Hugo, de Martin Scorsese | 8,38
5.  Vergonha, de Steve McQueen | 8,31
6.  Oslo, 31 de Agosto; de Joachim Trier | 8,14
7.  Os Marretas, de James Bobin | 8,10
8.  Procurem Abrigo, de Jeff Nichols | 8,08
9.  Monte dos Vendavais, de Andrea Arnold | 8,00
10. Amigos Improváveis, de Eric Toledano e Olivier Nakache | 7,90

Tirando "The Muppets" e "The Intouchables" (vá e eu tirava também "Hugo" se pudesse), penso que é uma lista de dez melhores bastante respeitável. Uma pena que as novas adições (especialmente uma) me tenham baixado a nota do "Take Shelter", que continua a ser a par de "Beginners" e "Jane Eyre" o meu favorito de 2011.

Que vos parece isto tudo?

Para um calendário de TV mais salutar (I)



Pessoal, pelo meio de tanto artigo de cinema, decidi falar um pouco de televisão. Esta era uma espécie de rubrica em três partes que já queria há muito fazer, porque acredito haver por aí muita gente como eu, que além de bastante cinema consome imensas séries de televisão e mesmo que não vejam muitas séries, padecem seguramente deste sentimento familiar que por vezes me assome chamado: quando abdicar de uma série. 

É um problema sério, este, ainda para mais para quem vê muitas séries como eu. É que se nunca desistirmos de uma série mesmo que ela perca toda a qualidade que lhe reconhecia ("Weeds"), mesmo que ela seja uma sombra do que outrora foi ("Dexter") ou mesmo que a esquizofrenia seja tanta que já não há forma de voltar aos eixos ("Grey's Anatomy", "How I Met Your Mother"), o nosso calendário semanal, com a adição de séries em estreia esta temporada e com séries que descobrimos só agora mas que já andam por aí há alguns anos, fica uma situação um pouco complicada de gerir. Para isso cá estou, meus caros, para vos dar a minha opinião e para vos mostrar as decisões difíceis que fiz este ano em prol de limpar o meu próprio calendário, por assim dizer.

Comecemos então pelo início (como convém): quais das novas estreias devemos aproveitar?

Um bom ponto de partida é este magnífico quadro montado pelos especialistas em televisão do TVDependente (confiem que é uma grande ajuda para quem não quer espreitar os 30-40 pilotos que aparecem a cada temporada, para separar o trigo do joio e dar-nos margem suficiente de escolha), que ainda por cima é actualizado praticamente todas as semanas.

Para ordenar as coisas de forma mais simples, colocaria as novas estreias debaixo destes quatro tópicos:

GARANTIA DE QUALIDADE
"Last Resort"
"Nashville"
"Go On"


As únicas três pelas quais eu ponho as mãos no fogo. "Nashville" e "Last Resort" já deu logo para ver pelo piloto que são excelentes, têm continuado com qualidade e têm assegurado o apoio da ABC com a encomenda de mais episódios para ambas. "Go On" está a ter as melhores audiências da NBC para uma comédia em não sei quanto tempo e não é por causa de Matthew Perry (que já afundou duas séries, lembrem-se, uma inclusive na ABC na meia-hora pós-"Modern Family"), parece um tema já muito visto por aí e que até serve de base a outras séries (nota-se uma vibe de "Community", por exemplo) mas penso que é bom termos uma série de comédia que lide com temas mais sérios, mais profundos. A ver se a audiência continua para além deste ano.

SEM RESERVAS
"The Mindy Project"
"Elementary"


O meu problema com "The Mindy Project" é que adoro a Mindy Kalling mas nota-se que se está a tentar esforçar a mais para ser uma coisa que não é. Dos episódios já lançados, nota-se que sucede mais nuns que outros. Ainda assim e pese uma queda abrupta nas audiências, pelo menos esta temporada há-de ter. "Elementary" está de parabéns, é mais um procedural de qualidade da CBS com uns toques extra de boa escrita e boa representação (não chega ao patamar de excelência de "The Good Wife" mas é um bom exemplo do que a CBS sabe fazer com qualidade) e claro, optou por logo de início fugir a toda e qualquer comparação com a britânica "Sherlock" de Steven Moffat. Pontos bónus por isso. Aliás, pontos bónus extra por me fazer finalmente gostar do Johnny Lee Miller nalguma coisa!

GUARDO ALGUMAS PRECAUÇÕES
"Partners"
"The New Normal"
"Arrow"


Na verdade, só guardo precauções acerca de "Arrow" porque é da CW, mais nada. Parece entretenimento de qualidade e isso muitas vezes basta (e é muito melhor do que as ofertas habituais que vêm daquele canal). "Partners" está a tentar tanto mas tanto esticar o humor de "Will & Grace" de novo, mas meninos embora Michael Urie não perca nada para Sean Hayes, David Krumholtz não é Eric McCormack e não há uma Megan Mullally que vos safe (nem quero pegar na comparação Sophia Bush/Debra Messing senão choro!). Kohan e Mutchnick têm-se portado melhor depois do piloto (também era difícil, aquele piloto é horrendo, ao nível do piloto de "30 Rock" ou "The Big Bang Theory" em falta de piada) mas têm que subir o nível. Finalmente, onde começar com "The New Normal"? Ryan Murphy parece ter aperfeiçoado o estereótipo Sue Sylvester: a avô/Ellen Barkin é de longe a melhor parte da série. O casal gay mais a miúda tiram-me do sério. E claro, a escrita de Murphy e companhia fazem-me subir paredes. A série é divertida graças aos actores, mas as personagens são todas do além, seguramente, não existem neste mundo e as lições morais que tenta passar todo o santo episódio... Ryan, queres dar sermões, vira padre.

A RESPONSABILIDADE É VOSSA
"666 Park Avenue"
"Revolution"
"Vegas"
"Chicago Fire"
"Neighbours"


Nesta categoria estão as séries em que não passei do piloto. Com boa razão, garanto-vos. "Vegas" prometia tanto e desiludiu-me imenso. Como não sou homem de desistir à primeira, vou-lhe dar nova hipótese... Desde que a CBS não a cancele. O que, neste momento, me parece muito provável. Estoirar quase 10 milhões de audiência vindos do combinado "NCIS/NCIS: L.A." está ao alcance de poucos naquela estação. Até "CSI" e "The Mentalist" fizeram melhor. "The Mentalist"! "Revolution" tem tido das melhores audiências do ano (de novo, tal como com "Go On", estamos a falar da NBC portanto é quase milagroso este acontecimento) mas de história aquilo tem zero. Não me convenceu e não estou disposto a voltar atrás. O mesmo digo de "Chicago Fire", achei que Dick Wolf tinha evoluído alguma coisa desde os saudosos tempos de "Law and Order". Infelizmente, isso não aconteceu. Para ver drama de bombeiros, pego em episódios antigos de "Rescue Me", thank you very much. E por fim: "666 Park Avenue". O melhor elogio que lhe posso fazer é ela não ser tão in your face como "American Horror Story". Quem me conhece sabe do meu ódio por essa série (mini-série, desculpem) da FX. Para infortúnio de "666", ainda odeio mais esta nova série da ABC. Que desperdício do talento de Terry O'Quinn e Vanessa Williams. A Rachael Taylor e o Dave Annable, contudo, merecem. Credo, nunca vi tanta falta de jeito para representar. Já me tinha esquecido dos ataques psicóticos que o Justin Walker me dava no "Brothers and Sisters". Ah, saudades. Ou não.

A CAMINHO DO CANCELAMENTO
"Ben and Kate"
"Emily Owens, M.D."
"The Mob Doctor"
"Guys with Kids"
"Beauty and the Beast"


Lamento profusamente incluir aqui "Ben and Kate" mas uma série em horário nobre de luxo que me saca 0.9 de rating na demográfica-alvo e 3 milhões de audiências no geral na FOX, depois de "Raising Hope" e antes de "New Girl", não vai ter bom fim. E tenho pena, porque gosto bastante da série. Contudo, se a única forma de "Ben and Kate" se salvar é a FOX cancelar a outra série com números miseráveis que tem no canal, portanto a escolha sendo entre esta e "Raising Hope", peço desculpa, mas que fique a família Chance. O mais certo é as duas desaparecerem no próximo Outono. O resto não tenho pena nenhuma se for cancelado. Ainda me há a Mamie Gummer de explicar que raio a filha de uma senhora chamada Meryl Streep está a fazer a protagonizar uma "Grey's Anatomy" light na CW. "Guys with Kids" é horrendo, a NBC estava drogada quando aprovou a série. "Beauty and the Beast"... Bem, é mesmo série da CW, não há hipótese. "The Mob Doctor"... A próxima a juntar-se aos projectos com enorme sucesso da FOX como "Alcatraz", "Terra Nova" ou "The Chicago Code".

ENTRETANTO JÁ CANCELADAS
"Made in Jersey"
"Animal Practice"


Palmas a quem na NBC aprovou "Animal Practice". Deviam ter andado a espreitar demasiados episódios de "Episodes" (quem segue a série, percebe a piada). "Made in Jersey" não tinha maus números, mas quem segue o trabalho da CBS e de Nina Tassler sabe a exemplaridade na hora de assegurar o melhor funcionamento do calendário do canal. Não estava a funcionar, a resposta era medíocre, toca a cancelar que temos outras opções. Simples e fácil. Fox, ABC, aprendam. NBC... Um dia. Um dia.


Pronto. Isto tudo dito... Fiquei então no meu calendário para esta temporada com "Nashville", "Last Resort", "The Mindy Project", "Go On" e "Elementary". Vou espreitar "Ben and Kate" à espera de notícias de cancelamento e possivelmente, se tiver tempo, vou seguir "Partners" e, porque sou masoquista, talvez "The New Normal".

Amanhã trago-vos a parte 2, em que falo das séries de que não prescindo do meu calendário.

E vocês, que escolhas fizeram no vosso calendário quanto a novas séries?

Há público para nova edição?


Cá no DPFP estamos sempre interessados em repetir iniciativas cujo resultado final nos agrada. Apesar da falta de receptividade, gostávamos de ter mais gente connosco a prever os Óscares, porque só com companhia é que isto se torna divertido. Dito isto...


Lembram-se do 10 FOR THE OSCARS - OSCARS FOR 10?



Pois é, queríamos trazer essa iniciativa de volta, com algumas (bastantes) mudanças e um novo formato... Há interessados?

Podem ver o que se fez na temporada anterior (por assim dizer) AQUI.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Best Shot: Singin' in the Rain


This brief article is part of the weekly series at Nathaniel Rogers' quintessential movie site "The Film Experience", titled "Hit Me With Your Best Shot" (link here to previous entries)

As you know, we've been participating for quite some time. This week, we are focusing on one of my all-time favorites: Donen and Kelly's SINGIN' IN THE RAIN.




I can never explain quite well what watching SINGIN' IN THE RAIN makes me feel. Far from a perfect movie, the Donen/Kelly masterpiece is still as joyous and exciting as it was sixty years ago. It's a unique and powerful experience, and one that even through repeated viewings, never loses its thrill, its emotion, its happiness - the sheer joy is always there. Always. It's no wonder why this movie is considered to be the best musical of all time and is on almost everyone's all-time most beloved movies.


SINGIN' IN THE RAIN is one of my go-to movies when I'm having a bad day or when I'm sad or bored. It never ceases to amaze me how wonderfully simplistic, fun, cheerful and refreshing that movie is, and after watching it I always end up singing its songs for the next two hours, from the classic "Singin' in the Rain" to the more amusing "Good Morning" or the silly "Moses Supposes" (let's not forget the incredible, physically-demanding O'Connor number "Make'em Laugh", which is awesome too).


Despite being lighthearted, SINGIN' IN THE RAIN is a very original product, colourful, energetic and brilliant in its bright, merry way. Most of my admiration goes to its three leads - the dazzling Gene Kelly, the fantastic Donald O'Connor and the formidable Debbie Reynolds, at the time only 19 but more than holding her own against two industry powerhouses (the little girl sings, dances and acts her socks off). They sing and dance (in spectacular fashion, I might add - some of those choreographies are too good to be true, even for 1952!) to make it look so effortless and easy... Oscar-nominated Jean Hagen's Lina Lamont completes the core cast of the movie and although her performance is kind of a one-note joke (she can't act, she can't sing, she can't dance, she's somewhat dim and annoying), it's still a very inspired take on the dumb blonde type. The rest comes from a deceptively simple but clever story about people making movies and their immense love and pride in doing what they do, even if that means having to adapt to fit the new age of an industry always developing and now starting to realise the potential of sound in film (noticing some similarities with 2012's Best Picture winner "The Artist"? Well you should; it's one of the movies that inspired it). It's a good-humored celebration of this famous transition period in Hollywood that happens to use songs to prove its point that art - and people doing it - must evolve, all the while having a blast while doing it.

As for my best shot?




Well, before I even watched the movie again to write this article I knew I'd be picking this one. It's in the final scene of the movie, when Don (Kelly) ingeniously turns the tables on Lina (Hagen) and rushes to announce Kathy (Reynolds) - who's running down the aisle crying - as the real performer. It's one of the most romantic moments in the movies and that close-up on Reynolds' face seals the deal - it gives me goosebumps, it makes me swoon, it makes me teary eyed and gooey all inside. I know it's a little bit sentimental but this truly heartwarming finale - for an already sensational movie - is just what was needed to leave the movie - and you - on a high note for the rest of the day. It's pure magic that never fails. It's just... perfect.