Dial P for Popcorn: HBO
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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Por falar em McConaughey...


Foi lançado pela HBO há uns dias isto.


Cary Fukunaga, do qual sou um confesso admirador ("Sin Nombre" e "Jane Eyre" estão na minha lista de melhores filmes dos seus respectivos anos - e o homem só tem 35 anos e já tem estas duas grandes películas assinadas por si), junta um Matthew McConaughey em estado de graça a um Woody Harrelson em profunda sub-utilização (um dos melhores actores em Hollywood - pena é Hollywood não saber o que fazer com ele). Esta minisérie "True Detective" ai dar televisão de respeito, aposto. A HBO não engana.

sábado, 30 de março de 2013

THE WIRE é especial


THE WIRE, 
 ou como o conceito de televisão é obtuso demais para certas séries


THE WIRE, considerado justamente como um dos melhores dramas de sempre, é muito mais que um simples drama televisivo com a chancela da HBO (desde logo, óbvio selo de excelência). Foi esta série que redefiniu, para mim, o que quer dizer o termo “melhor série de todos os tempos”. “Realista” é um termo demasiado lato para definir a excelência desta série – mais vezes parecida com um produto documental que uma série televisiva, THE WIRE segue de forma fiel e crua os intervenientes do tráfico de droga e da brigada policial de combate às drogas, contando as suas histórias e mostrando a sua vida e o seu dia-a-dia e, através disso, tece um comentário genuíno, sincero e crítico sobre a tempestuosa relação entre os diferentes círculos sociais de Baltimore, em especial a complicada convivência entre negros e brancos, não se coibindo de opinar sobre a política citadina ou a influência dos media na sociedade contemporânea. 


Uma série, portanto, que ultrapassa largamente o confinado conceito de televisão que ainda hoje preenche as grelhas de todos os canais generalistas americanos – e mesmo os de cabo, capaz de provocar além de entreter, de nos levar a pensar sem nos dar a resposta logo de seguida. Em termos de “melhores de sempre”, só encontra os seus pares em “Mad Men”, “The Sopranos”, “Six Feet Under” e “Breaking Bad”. E mesmo estes, em minha opinião, não chegam perto das aspirações que “The Wire” se propõe atingir.

 

McNulty. Stringer Bell. Omar Little. Bunk. Avon. Com personagens genuínas e honestas e complexas, independentemente do seu género, raça ou classe social, e uma facilidade brilhante em humanizar e apagar a linha ténue que existe entre o bem e o mal, fazendo-nos muitas vezes sentir e emocionar-nos com personagens capazes de actos imensamente cruéis, THE WIRE nunca nos pede para julgar, ajudando-nos a compreender que no fundo ambos os lados têm mais em comum do que pensam e que todos têm os seus motivos e ambições e todos procuram viver a sua vida, nas suas próprias circunstâncias, o melhor que conseguem.


McNulty é o perfeito exemplo de uma personagem que teoricamente seria um dos bons que, contudo, é na prática muito mais complicado de entender. Um homem problemático, com uma personalidade difícil, destrutiva e por vezes irracional, que se entrega à bebida e ao prazer instantâneo com múltiplas mulheres. Nenhum outro programa tentou retratar, de forma tão imparcial, autêntica e detalhada o ambiente político-social de uma pacata cidade americana com a grandiosidade, inteligência, reflexão e visão que o diálogo e as personagens de David Simon e Cª o fizeram.

   

THE WIRE nunca teve, ao longo do seu curso, as audiências que a série merecia (é um milagre que tenha sobrevivido cinco temporadas) mas foi ganhando fama de série de culto imediatamente após o seu término. E assim continuará a suceder. Todos os dias, em algum lado, alguém vai pegar em THE WIRE. E irá ficar desde logo encantado pelos fabulosos e intoxicantes créditos de abertura. E vai perceber o nível de genialidade e criatividade de David Simon e o quão profundo e importante é que temas desta dimensão sejam discutidos desta forma na televisão. E acima de tudo vai entender o quão precioso é cada episódio – e só há 60. E certamente que sessenta míseras horas de uma das maiores produções televisivas de sempre é muito pouco, não?

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A Arte dos Créditos (V)




Uma escolha óbvia, que ainda não tinha cá sido colocada. A série épica de fantasia da HBO merecia uns créditos iniciais de nível superior, que transportassem a magnitude do mundo de Westeros em meros minutos. Objectivo cumprido. Vencedor do Emmy de Melhores Créditos Iniciais em 2011. 

domingo, 21 de outubro de 2012

A Arte dos Créditos (III)


Uma brilhante peça de abertura de uma das melhores séries (na minha opinião, a melhor) da televisão de sempre.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

[DESTAQUE] "THE NEWSROOM", Aaron Sorkin de volta à televisão


Aaron Sorkin ("Moneyball", "A Few Good Men", "The Social Network"), criador das séries televisivas "The West Wing", "Sports Night" e "Studio 60 on the Sunset Strip", de volta ao pequeno ecrã - à HBO - com "THE NEWSROOM", que conta no seu elenco com Jeff Daniels, Emily Mortimer, Alison Pill, Dev Patel, John Gallagher, Jr., Olivia Munn, Chris Messina, Thomas Sadoski, Sam Waterston e Jane Fonda. Estreia no Verão de 2012. Que mais precisam de saber? Marquem já no calendário. Imperdível.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Moore. Harris. Kidman. Owen. HBO em 2012.

Vamos ter batalha aguerrida pelos Emmys na categoria de telefilme este ano, com a HBO a trazer-nos televisão prestigiante uma vez mais aos nossos ecrãs em 2012: 


Nicole Kidman e Clive Owen são Martha Gellhorn e Ernest Hemingway em "Hemingway & Gellhorn", realizado por Philip Kaufman. A eles se junta um elenco composto por Parker Posey, Robert Duvall, David Strathairn, Tony Shalhoub, Connie Nielsen e Molly Parker, entre outros.




Já Julianne Moore encarna Sarah Palin no novo telefilme de Jay Roach ("Recount"), "Game Change", que acompanha os altos e baixos da campanha eleitoral de 2008. Mas Julianne Moore não é a única grande estrela do elenco, pois em "Game Change" também participam nomes como Ed Harris (como o Senador John McCain), Woody Harrelson, Sarah Paulson, Ron Livingston e Peter MacNicol.



E não esqueçamos ainda isto, acabado de estrear na HBO:



Caso para dizer: a HBO mima-nos demais. E agora pergunto: quem das duas enormes actrizes vocês acreditam que leve o Emmy para casa, seguindo os passos de Kate Winslet?