Dial P for Popcorn: Parabéns, Kate Winslet!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Parabéns, Kate Winslet!



Em comemoração do 35º aniversário de Kate Winslet, vamos juntar as três rubricas habituais numa só.



FRASES INESQUECÍVEIS DO CINEMA:


"Meet me... in Montauk."

Clementine, "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" (2004)


Frase inesquecível num filme repleto de frases para recordar.



GRANDES POSTERS:



Adoro o ar soturno, intimista e frio que este poster deixa passar. Adoro a forma como se nos apresentam dois corpos despidos num fundo escuro. E obviamente que pôr Patrick Wilson e Kate Winslet nus num poster para vender um filme deu resultado.




O CINEMA NUMA CENA:


Bem-vindos a mais uma rubrica semanal aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme.


Esta semana pegamos numa cena de um filme recente: "Revolutionary Road" (2008) de Sam Mendes, protagonizado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. A cena seleccionada é do mais alto quilate de representação, com excelentes desempenhos em particular de Kate Winslet (sem sequer falar) e de Michael Shannon, que é simplesmente espectacular nesta cena e muito provavelmente terá sido esta cena a valer-lhe a nomeação para Óscar. Tantas nuances na expressão facial de Winslet, que dizem tanto sem pronunciar uma palavra - tanto sofrimento, ódio, ressentimento, infelicidade, resignação, tudo naqueles olhares. E tanto escárnio e desdém nas palavras de Shannon, propositadamente para magoar os outros, sem sequer pensar (sem intenção, como faz a mãe dele questão de frisar, porque é doente mental). O filme pode ter as suas falhas (que tem), mas o argumento (baseado no romance de Yates) não é certamente um deles. E esta cena é muito bem escrita e ainda melhor representada.

 



Finalmente, resta-nos desejar os mais sinceros parabéns à magnífica Kate Winslet, que ela continue a maravilhar-nos no ecrã por mais 35 anos (ou até mais) e... que o segundo Óscar venha a caminho (com "God of Carnage" de Polanski, talvez?)

 



6 comentários:

Tiago Ramos disse...

É uma das minhas actrizes preferidas e o seu papel em Revolutionary Road foi um dos seus pontos mais altos!

djamb disse...

Eu adoro todas as interpretações de Kate Winslet. Cativou-me muito a atenção no "Heavenly creatures" de Peter Jackson, com uma prestação soberba!

Dezito disse...

Obrigado pela visita ;)

Também já tás nos meus blogues obrigatórios

abç

Jorge disse...

É mesmo a minha actriz preferida na actualidade. De uma força e dedicação invejáveis. Em Revolutionary Road tem de facto uma das suas melhores interpretações. E essa cena que destacam é uma delícia. Também e muito por Leo DiCaprio, diga-se.

abraço

Roberto F. A. Simões disse...

É também uma das minhas favoritas. O seu papel em LITTLE CHILDREN é dos meus favoritos, sobre tantos outros.

Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD – A Estrada do Cinema «

Jorge Rodrigues disse...

@TIAGO - se bem que eu acho a interpretação dela em "The Reader" mais 'nuance'ada que em "Rev. Road", definitivamente que o segundo filme é superior ao primeiro, de longe.

@DJAMB - A interpretação dela no "Heavenly Creatures" é a minha preferida, ao lado da de "Eternal Sunshine". Ela é simplesmente inolvidável nesse filme.

@DEZITO - Obrigado ;) Espero que continuemos a trocar comentários!

@JORGE - Se bem que a cena é mais um showcase para a performance de Michael Shannon, penso que Winslet consegue roubar a atenção nos poucos momentos em que surge em close-up no ecrã. Claro que DiCaprio é excelente, aliás eu considero-o melhor que ela neste filme.

@ROBERTO - "Little Children" não tem muitas vezes o amor que devia e não percebo porquê. É um filme fascinante com duas extraordinárias interpretações dos protagonistas (vá, três grandes interpretações, se contarmos com a interpretação de Jackie Earle Haley).

@TODOS - O meu grupo de interpretações favoritas dela, já agora para que conste, é ETERNAL SUNSHINE / LITTLE CHILDREN / HEAVENLY CREATURES / HOLY SMOKE / SENSE & SENSIBILITY.


Obrigado pelos comentários!

Abraço,

Jorge Rodrigues