Dial P for Popcorn: Especial Animação: A vilã de 101 DALMATIANS (50º Aniversário)

domingo, 31 de julho de 2011

Especial Animação: A vilã de 101 DALMATIANS (50º Aniversário)

Nesta semana especial, que abre o mês de festividades, pedimos a amigos próximos e colaboradores de outros blogues que nos ajudassem a abordar um dos nossos temas preferidos: a animação. Todos eles foram limitados a um máximo de dez imagens ou um vídeo para a sua tarefa. Sete dias, sete colaboradores, sete títulos que festejam este ano o início de uma nova década de vida. Muita diversão, emoção e magia é prometida. A ver se cumprimos. 

O nosso quinto convidado é dono de um dos espaços mais interessantes e irreverentes da nossa blogosfera, o qual me dá imenso prazer visitar: o Samuel Andrade (Keyser Soze's Place) que, na senda dos clássicos Disney, nos vem falar de um filme que atingiu a meia centena de vida no passado dia 25 de Janeiro, 101 DALMATIANS. Aqui vos deixo com o Samuel:



Rever "101 DÁLMATAS" é reconhecer que, de toda a Sétima Arte de animação, a Disney perfilou um impressionante conjunto de vilãs: a Rainha Grimhilde de "BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES", a Ursula em "A PEQUENA SEREIA", a Yzma em "PACHA E O IMPERADOR", a Mãe Gothel em "ENTRELAÇADOS". Contudo, nenhuma terá sido tão bem construída — e a vários níveis — como Cruella De Vil.

O próprio nome indica estarmos perante uma “criatura” capaz de emprestar pleonasmo ao conceito de antagonismo e, no que toca a vilões, apresenta todo os seus traços habituais: o penteado de um louco, compleição quase inumana, vícios (nomeadamente, o cigarro na ponta de uma boquilha), gargalhada infame e a discutível apetência por casacos feitos a partir da pele de adoráveis cachorrinhos dálmatas.

Mas Cruella é uma vilã particular pelos subtextos que não são imediatamente destacados na sua caracterização, numa provável estreia dos argumentistas da Disney em apelar à consciência social do espectador. A saber, uma tremenda e deliciosa condenação à sociedade consumista dos anos 60, através de uma figura que, a certa altura, parece protagonizar uma campanha publicitária a favor dos casacos de pele: «My only true love, darling. I live for furs. I worship furs! After all, is there a woman in all this wretched world who doesn’t?». Cruella De Vil é, portanto, mais do que a antagonista com um plano diabólico a ser executado pelos seus ineptos empregados que ela agride constantemente; é a extrema caricatura do ideal (bastante mundano, por sinal) de parecer que nunca temos tudo o que precisamos.


No geral, é de lamentar que 101 DÁLMATAS não tenha investido mais tempo neste e noutros conceitos. Afinal de contas, não existe “universo” mais simples e puro que o reino animal. E, por acaso, o filme até é narrado por um dálmata…


Obrigado, Samuel, por teres aceite o convite!
E vocês, que pensam da Cruella? E do filme em si?


3 comentários:

Ana Alexandre disse...

A Cruella é das melhores vilãs de sempre do universo Disney, nisso não há dúvidas. A maioria queria poder, fama, posição... ela queria um casaco feito de cachorrinhos... try to beat that.

Mariana disse...

A minha vilã favorita é a Yzma, mas contudo acho que a melhor vilã talvez seja a Úrsula da "Pequena Sereia". Mas aqui a Cruella vai lá vai, também merece o título de melhor vilã. Bjs*

annastesia disse...

Cruella é fantasticamnente má!