Dial P for Popcorn: Especial Animação: O Cinema Numa Cena de WALL-E

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Especial Animação: O Cinema Numa Cena de WALL-E

A acompanhar os sete artigos dos nossos convidados para a nossa Semana de Apreciação à Animação, vamos ter outros artigos especiais dedicados ao tema, que se debruçarão sobre diversos componentes que fazem da animação dos géneros mais excitantes do cinema contemporâneo. Hoje, como começámos por "Monsters, Inc." e pelos estúdios Pixar, vamos ter alguns artigos dedicados a esse grande estúdio de animação e aos fantásticos filmes que nos proporcionaram. 

Como sabem já, "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar uma cena fora-de-série que englobe algo que nos extasie, que nos fascine e que nos faça amar ainda mais o filme.



Não faço segredo, como sabem, da minha profunda e irremediável admiração por "Wall-E", aquele que é invariavelmente considerado o maior feito cinematográfico da Pixar, a par da trilogia Toy Story. Muito haveria a dizer sobre vários dos pormenores que compõe o brilho de "Wall-E" e que o tornam uma animação tão especial, desde a caracterização riquíssima por detrás dos dois protagonistas, Wall-E e Eve, que mesmo sem falarem conseguem passar aos espectador um espectro emocional bastante alargado, passando pela cuidada direcção artística e consistente fotografia, que nos proporcionam momentos de beleza absoluta, pela banda sonora sublime de Thomas Newman e terminando no argumento e na realização de mestria do enorme Andrew Stanton.

De qualquer forma, só podia escolher uma coisa a que me dedicar e decidi-me pela simplicidade: através da sequência definitiva do filme, 'Define Dancing', o espectador pode ver o culminar de todas estas partes acima mencionadas a trabalhar para o mesmo fim: a sumptuosa música de Newman, a belíssima fotografia e moderna direcção artística e os dois curiosos protagonistas todos reunidos para elevar o nível desta cena e torná-la, diria mesmo, icónica. Esta cena poderia servir de exemplo para qualquer aprendiz ou estudante de animação sobre como atingir todos os pontos certos em termos de emotividade e espectáculo e saber aproveitar o que cada um dos contribuintes tem de melhor.

É brilhante, é soberba, é maravilhosa. É o pináculo daquilo que a Pixar sabe fazer de melhor. É mais uma amostra da qualidade de Andrew Stanton tanto como contador de histórias como um verdadeiro visionário.



5 comentários:

Tiago Ramos disse...

Reconheço-lhe a qualidade, mas não consigo gostar muito do filme. :(

Joana Vaz disse...

Um grande momento,sem dúvida, que para mim funciona tão bem devido à música que o acompanha.;)

Jorge disse...

De acordo, belíssima cena. Bom artigo. Quanto ao filme gosto muito, mas não o idolatro talvez como a maioria. Mas uma coisa é inegável, é dos melhores filmes de animação do última década, sendo mesmo tecnicamente o melhor, na minha opinião claro.

abraço

Jorge Rodrigues disse...

TIAGO:

Tenho muita pena que não gostes do filme, especialmente porque ele é dos meus filmes favoritos.


JOANA:

É sim, é imponente e majestoso e faz com que a primeira metade do filme termine tão bem e seja tão melhor, por comparação, do que a segunda metade.


JORGE:

É, sem dúvida, um dos melhores filmes de animação da última década.


Obrigado pelos comentários,

Jorge Rodrigues

annastesia disse...

Grande obra da Pixar. Gosto muito!