Dial P for Popcorn: M (1931)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

M (1931)



Düsseldorf, 1931. Um assassino, misterioso e perspicaz, faz desaparecer dezenas de crianças. Sem deixar rasto, uma a uma, as crianças vão sendo assassinadas. A polícia está desesperada, pois não consegue dar resposta aos constantes pedidos da população, que exige a captura do criminoso. O povo está desesperado, pois teme pelas suas crianças e pela insegurança de ter um psicopata à solta. Os ladrões estão desesperados, pois as constantes rusgas policiais, numa busca desenfreada para descobrir a identidade do assassino, acabam por tornar os seus negócios paralelos mais vulneráveis e menos regulares.


Numa cidade onde todos ficam a perder, um homem acabará por pagar uma factura muito grande pelos seus pecados. Peter Lorre (que monstruoso actor!!!) interpreta o papel do pedófilo/assassino Hans Beckert, um doente mental, ilibado pelo tribunal e pelos médicos de todo o seu passado criminoso e que vive a sua vida de forma pacata e solitária. Infelizmente, o seu desejo pelas crianças leva-o a cometer crimes horrendos, que lhe trazem a paz interior e a tranquilidade com a qual se vê obrigado a lutar diariamente. Uma luta interior cruel e demolidora, que o consome e o obriga a praticar horrendos crimes.


Escolhi começar a minha série de crónicas por esta obra-prima por uma simples razão: Apetece-me começar em grande. Começar com um filme tão magnífico, de um realizador que viveu muitos (muitíssimos) anos à frente do seu tempo, faz-me sentir orgulhoso de todo este projecto. M é uma obra-prima em todos os aspectos: interpretações carismáticas, argumento poderosíssimo, ambicioso e controverso (ainda nos dias de hoje!) e uma realização/edição que dá cartas a muitos dos realizadores da actualidade. É sempre um prazer ver um filme de Fritz Lang.

Nota Final:
A+
Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Fritz Lang
Argumento:
Fritz Lang
Ano:
1931
Duração: 117 minutos

3 comentários:

Jorge disse...

Um grande grande filme sem dúvida, daqueles que comportam uma mensagem e uma arte de filmar sublimes e visionárias, tal como dizes. Algo esquecido, inevitavelmente, hoje em dia, o que é uma pena.

abraço

Lipincot Surley disse...

obrigado pela sugestão :)
parabéns pelo blog. vou seguir.

annastesia disse...

Peter Lorre é ótimo. Herr Lang é um dos meus cinco diretores favoritos.