Dial P for Popcorn: STRANGERS ON A TRAIN (1951)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

STRANGERS ON A TRAIN (1951)


"I have the perfect weapon right here: these two hands."


Penso que já o disse aqui no blogue, mas volto a repeti-lo. Hitchcock está, no cinema, para os thrillers de mistério e suspense, como Agatha Christie estava, dentro do género, para os livros: o tamanho não é sinónimo de qualidade e, em pouco tempo, se consegue contar uma história sempre cativante, sempre surpreendente e sempre imprevisível.


E Strangers on a Train, de 1971, não é diferente de tudo aquilo a que o génio do crime, Sir Alfred Joseph Hitchcock, sempre nos habituou. Original, como eram todos os seus trabalho, desta vez a história começa com dois perfeitos desconhecidos que viajam na mesma carruagem de comboio. Guy Haines (Farley Granger) é um bem sucedido tenista, no princípio de uma promissora carreira, que está apaixonado por Anne Morton (Ruth Roman), filha do importante Senador Morton e cujo casamento se encontra condicionado pelo divórcio de Haines com a sua primeira mulher, Miriam Haines, uma mulher infiel e que recusa a separação para poder usufruir dos luxos da vida de sucesso do marido.


Na mesma carruagem viaja Bruno Antony (Robert Walker), um aristocrata cuja a vida se faz de gastos dispendiosos e luxos pessoais pagos pela fortuna de um pai que o recrimina pelo seu insucesso e o ameaça com internamentos em instituições que corrijam alguns dos distúrbios de personalidade que o parecem afectar. Um desses distúrbios acaba por ser o ponto de partida para mais uma emocionante história de Hitchcock.


Reconhecendo Haines das revistas e dos courts de Tennis, cedo Bruno insiste em almoçar com Haines e passar o resto da viagem em conversa. Durante a refeição surgem diversas perguntas sobre Anne Morton e Miriam Haines, da parte de Bruno, que demonstra conhecer muito bem a vida do seu companheiro de viagem. É então que propõe a Haines um plano que há muito desejava concretizar: a realização de um duplo homicídio, em que Haines eliminaria o pai de Bruno e este, em contra-partida, eliminaria Miriam Haines. Segundo o próprio mentor, tinha tudo para que corresse bem, sem deixar vestígios de possíveis suspeitos, ficando, portanto, ambos a ganhar com a realização do mesmo.


Impressionado, incomodado e até ligeiramente assustado, Haines abandona a carruagem respondendo com tímidos acenos de cabeça que servem para calar as insistências de Bruno, cada vez mais entusiasmado com o seu plano. Dias depois desta viagem, Haines volta a encontrar Bruno em Washington D.C., onde este o informa de que tinha assassinado Miriam e que, por isso mesmo, Haines teria que cumprir a sua parte neste macabro acordo. A partir daqui desenrola-se toda uma história bem ao jeito do mestre que a produz. Tudo o resto, fica para o leitor descobrir por si mesmo.


Nota Final:
B+


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Alfred Hitchcock
Argumento: Whitfield Cook e Patricia Highsmith
Ano: 1951
Duração: 101 minutos

1 comentário:

annastesia disse...

Grande obra do mestre!