Dial P for Popcorn: Quentin Tarantino: PULP FICTION (1994)

sábado, 7 de agosto de 2010

Quentin Tarantino: PULP FICTION (1994)


E eis que Tarantino toca o céu e fica para sempre na história do cinema.

Para muitos, Pulp Fiction é o melhor filme e o ponto alto da carreira de Quentin Tarantino. A minha paixão por Reservoir Dogs não me permite fazer a mesma afirmação, mas permite-me afirmar que para Quentin Tarantino, seguramente, fazer melhor do que fez em Pulp Fiction é impossivel. Este é um dos grandes filmes da História do Cinema, com um dos melhores argumentos alguma vez feitos, com um elenco de luxo e com uma realização e produção fantásticas!


É dificil falar-vos de Pulp Fiction. Conseguir arrumar as ideias deste filme. Como é caracteristico em Tarantino, a história do filme conta-se em fragmentos, sem a sua habitual ordem cronológica.
Temos 4 histórias distintas:
Ringo (Tim Roth) e Yolanda (Amanda Plummer) um casal de assaltantes que pretende roubar um restaurante.
Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnifield (Samuel L. Jackson), dois assassinos que trabalham para Marsellus Wallace (Ving Rhames).
Marsellus, casado com Mia (Uma Thurman), encarrega Vincent Vega de acompanhar a sua mulher durante uma noite. As aventuras desta noite, representam a 3.ª história deste filme.
Por fim, Butch Coolidge (Bruce Willis), casado com Fabienne (Maria de Medeiros), negoceia com Marsellus um acordo (que não cumpre) de perder um combate de boxe.


Todas as história têm pelo menos uma ligação com outra história, e toda esta interrelação entre as histórias (que nos vão sendo apresentadas em fragmentos) originam Pulp Fiction.
Com uma banda-sonora de grande nível, Pulp Fiction é um filme com um argumento verdadeiramente assombroso. Em quase todos os diálogos Tarantino cria uma discussão sobre assuntos que à partida não têm qualquer interesse mas que, ao serem analisados e expostos da forma como Tarantino o faz, ganham uma nova forma de intelectualidade barata e levam o própro espectador a reflectir sobre os assuntos. De entre estes, destaco-vos a reflexão feita por Vincent e Jules, minutos antes de assassinarem 3 tipos, sobre qual a real diferença entre Massagens nos Pés e Sexo Oral.


Marcada por várias cenas que ficam para a história (Aquele Final!), destaco-vos como Melhor Momento do Filme a conversa entre Jules e Vincent sobre a existência de Deus, que termina de uma forma bastante curiosa:



Nota Final: A+ (10) para todo o filme. Argumento, Realização, Produção, Edição, Banda-Sonora. Tudo o que é Pulp Fiction é Muito Bom!

Trailer:

1 comentário:

Roberto F. A. Simões disse...

Não gostei do filme durante largos anos. Mas recentemente dei-lhe uma nova oportunidade, à luz de outra maturidade. E mudei radicalmente de ideias. Grande filme, sim senhor. Contudo, acho que a maturidade de Tarantino está, por exemplo, em SACANAS SEM LEI.

Gosto imenso também de KILL BILL.

Cumps.
Roberto Simões
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